Primeiro dia de aulas
Caloiros pequenos na escola pela primeira vez
11-09-2014
Estamos a poucos dias de um novo desafio para muitas crianças que vão para a escola pela primeira vez. Quanto maior é a mudança, maior é a angústia, tanto dos filhos como dos pais, os quais, em alguns casos, começam a criar antes do arranque do ano lectivo uma certa rotina para uma melhor adaptação.
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Há quem diga que na escola não existe uma primeira vez, mas sim várias primeiras vezes. São mudanças e adaptações na vida das crianças e dos pais. “Confesso que estou ansiosa, pois é mais um desafio para mim e para o meu filho André”, desabafa Maria Pinho, que vê o seu filho entrar para o primeiro ciclo. “Já me custou a sua entrada no jardim-de-infância e agora também vai custar, pois é um novo passo e não sei qual será a adaptação”. O certo é que, em conversa com vários encarregados de educação, verificamos que “a entrada para o 5.º ano será a que mais angústia causa”, uma vez que no jardim-de-infância “são todos muito pequeninos”. Mas uma coisa garantem: “com o tempo, acabam por se adaptar às novidades, adaptarem-se às mudanças, pois têm que aprender a conviver com rotinas diferentes”.
Lúcia Pinho vê a sua vida agora também alterada. “A minha filha trabalha e vou ter que ir levar e buscar a minha neta, que vai entrar para a escola este ano”. Numa primeira fase, “quero que venha almoçar a casa, o que me vai obrigar a um maior esforço” mas, defende, a mudança não pode nem deve ser assim tão radical para estes novos alunos, uma vez que, “se nos custa a nós, a eles também e muito”, mas defende que o mais importante é que “comecem com o pé direito”.
Aproxima-se o primeiro dia de escola de Sofia. Anda ansiosa, faz muitas perguntas ao irmão, dois anos mais velho, que a vai baralhando. “Ele como já anda na escola acaba por tentar assustá-la”. Maria Lima sentiu que seria importante mostrar-lhe a escola que ia frequentar. “Achei importante que ela conhecesse a escola bem para no dia D não se sentir tão ansiosa”. O pequeno João afirma que vai ter muitas saudades dos amigos e do infantário, mas “vou conhecer outros meninos e vou aprender muitas coisas”.
Sandra Pinho, mãe do João, ajudou-o a escolher o material escolar. Quando fui às compras, tentei sempre estabelecer um limite nos gastos com os lápis, as borrachas, as canetas e os cadernos, fazendo-o “sentir que a vida não está fácil”, porque aquilo que eu verifico é que “se gasta muito e nem sempre é necessário”.
 
Aprender mandarim
 
Sandra entende que o maior apoio que pode dar ao seu filho é “o diálogo”, pois aqui está “a ajuda na compreensão do que é o novo mundo que os espera”.
Entretanto, o pequeno João interrompe a conversa e diz que o seu irmão, que já frequenta a escola, já o ensinou “a ler, a contar, a pintar e a escrever”, já lhe falou das regras, que “vou ter uma professora só para mim e que vou aprender mandarim”. Além disso, está certo que o irmão o ajudará no novo ambiente e até mostra muita vontade da chegada do dia em que vai para a escola pela primeira vez.
Estes novos caloiros fazem a sua estreia por volta dos três anos, aos seis aprendem a escrever, ler e a fazer contas. Aos 10 adaptam-se, em muitos casos, a uma escola maior e com um número elevado de alunos e a vários professores. Aos 12 encontram novas disciplinas e aos 16 anos começam a pensar na faculdade.
Neste momento, grande parte dos alunos já tem tudo preparado para o grande dia. Mochila nova, muitos livros, cadernos e material novo para estrear.
O certo é que o receio e a ansiedade surgem naturalmente assim que o primeiro dia de aulas se aproxima, em particular, para os meninos que vão entrar no ensino pela primeira vez. Especialistas em educação afirmam que é fundamental os pais conversarem com a criança sobre o novo mundo que o espera, contando-lhe as boas experiências pelas quais passaram na sua idade, de forma a transmitir-lhe um cenário positivo associado à escola.
 

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