Questões da nossa Cidade DCCXCIV
08-11-2018 | por Adé
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I – O Orçamento Municipal para 2019
Quem leu o que foi publicado sobre o Orçamento Municipal para o ano civil de 2019 e que foi aprovado há dias terá reparado que algumas das obras estruturantes para a cidade e que se esperava terem início ainda em 2018 foram relegadas para o ano que vem, provavelmente para o período Primaveira/Verão. Estamos a referir-nos às obras destinadas para a Praça Luís Ribeiro, cujo projecto tinha sido já aprovado pelo executivo anterior e que terá sofrido alterações, para o “alargamento” da rua João de Deus, para as obras do nosso Mercado Municipal, as mesmas que têm sido vastas vezes prometidas, pública e particularmente, aos vendedores ali instalados!
Sabemos todos que cada executivo eleito tem a sua própria estratégia, tendo em vista o seu interesse político imediato e futuro. E este executivo, sabendo da inexperiência da maioria dos seus membros para as tarefas de que estão agora incumbidos, preferiu fazer um começo de mandato frouxo e cauteloso, procurando cometer o mínimo de erros para não comprometer a sua credibilidade perante os seus eleitores e da população de modo geral. E depois de passado o primeiro ano de adaptação, aproveitar os restantes anos do mandato para apostar forte em projectos estruturantes e que sejam verdadeiramente relevantes aos olhos da população, garantindo assim a sua reeleição em 2021!
É claro que tudo isto são suposições minhas, retiradas naquilo que me é dado observar nos procedimentos deste executivo e na, até agora, fraca oposição da coligação PSD/CDS-PP, que poderá também estar estrategicamente a resguardar-se à espera de melhores oportunidades para atacar. 
O tempo o dirá se tenho ou não alguma razão e se este afrouxamento na atitude e na dificuldade do executivo em receber e ouvir os munícipes em audiências, ao continuar, não irá ter reflexos na futura escolha dos eleitores.
 
II – Os cantos e recantos mal cuidados na cidade
Há dias, quando me encontrava próximo da Escola EB2/3 Alão de Morais, na rua Teixeira de Pascoais, fui abordado por duas pessoas (pai e filho) que moram naquelas casas geminadas que preenchem a rua, que me chamaram à atenção para aquele triste espaço arborizado ali a paredes-meias com a escola referida, próximo da linha férrea e junto ao extremo norte da escadaria da passagem aérea por cima da Avenida Vale do Vouga e do lado aposto ao Centro Médico da Praça.
Não se compreende que locais como aquele, junto de uma escola, não mereçam a devida atenção dos cuidadores da jardinagem. Um local onde apenas se encontra um banco para quatro lugares com fraca manutenção no seu aspecto e que mereceria uma melhor e maior atenção de quem de direito.
Por que não são ali colocados mais bancos para a serventia das pessoas? Por que estão aqueles tristes espaços verdes, a que se dá o nome de canteiros, completamente vazios de flores? Por que não há ali rega automática, quando existem três saídas de água num espaço tão curto entre elas?
A falta de flores naquele e em outros lugares idênticos existentes na cidade leva-me a perguntar: qual o destino dado às flores produzidas nos viveiros municipais? Quem beneficia delas, já que pela cidade não se vislumbra a sua presença em locais abandonados como este junto à Escola Preparatória. 
Há, supostamente, pouca ou nenhuma vontade das pessoas responsáveis pelo sector da jardinagem municipal em melhorar os aspectos mais negativos da cidade. Até parece que andam a fazer um frete e não a cumprir um dever que está associado às suas respectivas obrigações. É a tal falta de cultura do serviço público de que falei. E é incrível que não haja ninguém, verdadeiramente importante no município, que repare nisso!!! 
 
III - A primeira vez que vi um leão ao vivo
Antes, quero pedir desculpas ao leitores por este espaço que irei ocupar com uma história pessoal, que nada tem a ver com a cidade. Não resisti, dado o contexto.
Quando em 1965 vim para Lisboa, entre os muitos amigos que fui fazendo fora do âmbito desportivo, as pessoas faziam-me perguntas como: então, tu lá em Angola estavas farto de veres leões, elefantes, girafas, enfim, todos os animais selvagens que lá existem, não? E eu respondia que não era bem assim, que os animais selvagens não andavam a passear pelas cidades e vilas, porque se assim fosse deixavam de ser selvagens e passavam a ser domésticos. E contava o meu próprio exemplo dizendo: podem não acreditar, mas a primeira vez que vi um leão perto de mim, em Angola, foi num circo. E, curiosamente, o circo tinha ido de Lisboa já com o leão incluído. Antes de o ver no circo, os únicos leões que eu tinha visto eram os leões dos filmes do Tarzan e aquele velhinho leão que aparece sempre nos filmes produzidos pela Metro-Goldwyn-Mayer.
Contei este pequeno episódio passado comigo em meados dos anos cinquenta, pelo facto de ter sabido que a Assembleia da República Portuguesa tinha aprovado, em votação final global, um diploma que põe fim ao uso de animais selvagens no circo, como macacos, leões e elefantes, etc. Assim, a possibilidade de alguém vir a conhecer um leão ou um outro animal selvagem num circo, como aconteceu comigo, é, a partir de agora, inexistente. Restará sempre, como hipótese, o Jardim Zoológico de Lisboa. 
Mas confesso que fiquei contente, pelos animais, que tal diploma tivesse sido assinado!

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