Na Praça Luís Ribeiro
Noite de Halloween marcada por rebentamentos de petardos
07-11-2018 | por António Gomes Costa
Pareceu ser tudo menos uma noite de Halloween. Centenas de jovens concentraram-se na Praça Luís Ribeiro e rebentaram várias bombas e petardos, um “crime punido por lei”, que assustaram as muitas crianças que ali se dirigiram para se divertirem. A Noite das Bruxas terminou com queixas na Esquadra da PSP.
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A tradição parece já não ser aquilo que era. Longe das verdadeiras origens ancestrais, a festa do Dia das Bruxas parece ser cada vez mais um pretexto para uma boa noitada em véspera de feriado nacional.
Tal como já aconteceu no ano passado, a noite de Halloween parece ter sido bastante “animada” na Praça Luís Ribeiro, com a presença de muitos jovens, que usaram explosivos para se divertirem, o que deu origem a reclamações na PSP.
“É uma pena que uma noite que podia ser divertida e diferente se transforme num feio espectáculo de maus exemplos, reprováveis numa sociedade civilizada, impedindo que os pais com crianças mais pequenas possam passear à vontade pelo centro da cidade”, assegurou a ‘O Regional’ Rute Gomes.
Esta sanjoanense adianta que “atirar ovos e farinha às pessoas e às montras em actos de vandalismo puro já não devia ser considerado aceitável”, mas pior ainda é o lançamento de “bombinhas ou petardos que assustam as crianças e levantam questões de segurança para quem queria apenas passear na sua cidade”, enfatiza.
Por sua vez, Jorge Santos, natural de Arrifana, acha “deprimente” o comportamento dos nossos jovens e considera que “estas brincadeiras” não se integram no verdadeiro espírito de uma noite de Halloween. “O ano passado aquilo que se passou na Praça foi assustador e muito perigoso”. Por isso, decidiu não marcar presença este ano neste local, onde há muito se divertia com a família. “Entendo que, perante este cenário, a PSP deveria ter uma intervenção mais ativa, identificando os autores, uma vez que se trata de um crime”, assegura.

“Um crime e punível por lei”

Em Portugal, o Halloween ganhou alguma expressão sobretudo junto dos jovens que saem à noite. Pretexto para uma noitada bem passada em véspera de feriado que, em S. João da Madeira, além dos “petardos que abanavam os prédios todos”, também ficou marcada com a projeção de ovos e farinha em várias monstras, casas e viaturas.
Os explosivos não atingiram ninguém, mas o perigo “andou por lá” e a PSP confirma queixas de populares na esquadra. O comissário da PSP de S. João da Madeira, Hélder Andrade, alerta que a deflagração de artigos pirotécnicos “é um crime e punível por lei”, uma vez que “coloca em risco a vida de terceiros e do próprio” e, “mesmo tendo autorização, é necessário ter o cuidado no transporte e na forma como o mesmo é utilizado”.
Apesar de saber que não existiam atividades programadas para assinalar a efeméride, a PSP esteve no local e assistiu à chegada de centenas de grupos que chegavam e saíam, muitos deles mascarados, o que dificulta a identificação destas pessoas, assegura o chefe máximo da esquadra. Mas alguns populares garantiram à nossa reportagem que, mesmo com a presença da PSP, os jovens não se “intimidaram e até desafiavam as autoridades” ao lançarem os petardos.
O caso foi enviado para o Ministério público.

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