Concerto de abertura do festival «Novembro Jazz»
A cumplicidade de Jacqui & Art no palco da Casa da Criatividade
08-11-2018
Foi ao som da voz de Jacqui Naylor e do piano de Art Khu que arrancou a primeira edição do «Novembro Jazz». Um concerto intimista, onde o público – e até os artistas – foram surpreendidos pela configuração da sala da Casa da Criatividade, que envolveu o duo com plateia dos dois lados do palco.
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Foi na noite fria do passado dia 2 que Jacqui Naylor, habituada ao calor da solarenga Califórnia, estreou o Jazz no palco da Casa da Criatividade, que mudou a sua configuração de sala para receber a abertura do «Novembro Jazz».
Um concerto intimista, apenas com a voz de Jacqui Naylor e o piano e guitarra de Art Khu, onde o público envolveu o palco, proporcionando maior proximidade num estilo musical que também o exige.
Parceiros na música e na vida, Jacqui chegou a brincar com o público, comparando aquele palco à sala de estar da casa de ambos, afinal este é o ponto de partida para a maioria das músicas que compõem em conjunto há mais de uma década.
Ao longo do concerto, a cantora percorre canções mais antigas que gravou e levou a palco com a restante banda, mas também algumas das músicas que integram o seu último álbum («Q&A – JacQui Naylor & Art Khu»), que lançou em duo com Art Khu. 
Mas houve também lugar a covers de grandes temas da música, dos mais variados estilos.
Das homenagens a Nina Simone com o tema «Feeling Good», que abriu o concerto, a Aretha Franklin com a sua interpretação de «Natural Woman», a David Bowie com uma versão muito especial de «Space Oddity» e até a B.B. King com «The Thrill Is Gone». Provando que o Jazz se adapta e se reinventa e reconstrói, mesmo partido dos mais variados géneros musicais, Jacqui e Art interpretaram também versões de «Losing my Religion» dos R.E.M. e «Fix You» dos Coldplay.
No final do concerto, Jacqui Naylor falou com ‘O Regional’, destacando que a Casa da Criatividade é “uma sala absolutamente linda”, com “som impecável”. “Têm muita sorte de ter esta sala na vossa cidade. Nós viajamos muito, vamos a muitos países e tocamos em muitos espaços, mas esta é mesmo uma sala maravilhosa”, afiançou. 
Jacqui Naylor destacou também a disposição do público na sala, confessando que ficou “surpreendida” quando entrou no espaço para fazer o soundcheck. A cantora reconhece que “é uma disposição muito interessante”, tendo apenas solicitado que a sua posição a permitisse ver o público dos dois lados do palco, para que ninguém ficasse nas suas costas. Confessando que gostou da experiência, partilhou que sente que a sua “função enquanto cantora” é “contar a história de cada música”, mas a sua “função enquanto pessoa” passa por “ligar com as pessoas”, missão que considerava no final do espectáculo ter sido conseguida, destacando ainda a proximidade que esta configuração da sala permitiu. 
 
Novembro e o mês do Jazz
 
Jacqui Naylor abriu o festival «Novembro Jazz» que se prolonga até final deste mês, num total de quatro concertos e uma masterclass de iniciação ao Jazz.
Esta sexta-feira, 9 de Novembro, o palco da Casa da Criatividade será de Luí­sa Sobral, que apresenta um espectáculo único, em duo com o guitarrista Mário Delgado.
A 16 de Novembro, é a vez de JP Simões, que se apresenta sob a sua versão heterónima como Nicholas Bloom.
Para 24 de Novembro, pelas 10h00, está marcado a masterclass de iniciação ao Jazz com o músico Sandro Norton, a decorrer nos Paços da Cultura, mediante inscrição prévia.
O festival «Novembro Jazz» fecha dia 30 com o concerto da Orquestra de Jazz de Matosinhos, que se apresenta pela primeira vez com um compositor português, João Paulo Esteves da Silva. 
Relembre-se que todos os concertos têm início pelas 22h00.  
 

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