Escola de Fundo de Vila
Inundação deixa alunos sem aulas
18-10-2018 | por António Gomes Costa
A Escola de Fundo de Vila foi evacuada após inundação no seu interior provocada pela chuva, numa altura em que decorrem obras para retirar o amianto do telhado.
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A Escola do 1.º Ciclo do ensino básico e pré-escolar de Fundo de Vila, em S. João da Madeira, foi encerrada, na última sexta-feira, dia 12, devido ao risco de que pudesse acontecer um curto-circuito. “A chuva forte que caiu na noite de quarta para quinta-feira inundou toda a escola. Não posso ter cá ninguém na escola, pois nem a luz posso ligar”, assumiu Anabela Brandão, directora do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite.
Os alunos e encarregados de educação foram surpreendidos com a situação logo ao início da manhã e, segundo se sabe, os prejuízos podem ser ainda elevados, pois afetou “toda a escola”.
Tudo isto aconteceu numa altura em que decorrem as obras no telhado da escola para retirar o amianto. Os trabalhos decorrem há cerca de uma semana e “ninguém contava com esta chuva. Apanhou toda a gente desprevenida, pois a escola estava sem telhado”.
Com os trabalhos de colocação das estruturas a decorrerem, bem como a solução de infiltrações que já existiam anteriormente, o dia de sexta-feira foi de grande azáfama para os funcionários e professores. “Temos que retirar toda a água do interior das 13 salas e da biblioteca”. Mas a situação agravou-se durante o fim-de-semana devido à tempestade. A chuva intensa, em especial durante a passagem da tempestade Leslie, fizeram com que a água transpusesse as lajes de algumas coberturas da Escola. “Os cuidados face à aproximação da tempestade evitaram danos de maior, mas, ainda assim, as infiltrações registadas exigiram uma intervenção de limpeza das salas afetadas, como constataram no local o vice-presidente da Câmara e a vereadora da Educação, numa visita de avaliação da situação que fizeram no domingo, acompanhados pelo empreiteiro, por técnicos da Divisão de Obras da Câmara Municipal, pela coordenadora da Escola e pela responsável do Agrupamento para o 1.º ciclo e JI”, refere o Município de S. João da Madeira.
Em face dessa análise, a autarquia determinou que o acesso a algumas salas de aula ficaria temporariamente “vedado e que as mesmas seriam entretanto reparadas”. De forma a reduzir os transtornos para as famílias, “preparou-se uma reorganização das áreas não afetadas, nomeadamente utilizando a biblioteca, de forma a que as aulas possam decorrer em condições de conforto e segurança”.
Assim, a maior parte das crianças (cerca de 75 por cento) foi, na passada segunda-feira, à escola. Os alunos que não frequentaram a escola fizeram-no por “opção dos seus pais e encarregados de educação”, opção que a Câmara Municipal “respeita, apesar de estarem garantidas, segundo avaliação técnica executada, as condições de segurança necessárias para tal frequência”.

“Confinados a uma biblioteca”

A autarquia reitera a importância da empreitada em curso nesta escola, “a qual visa dar resposta ao imperativo de remoção do amianto, contribuindo, assim, para a significativa melhoria das condições de utilização deste estabelecimento de ensino”.
Por sua vez, Joana Dias, presidente da Associação de Pais, adiantou que os alunos do 4.º ano vão estar “confinados a uma biblioteca”. As condições de segurança desde sexta-feira que “desagradam” alguns encarregados de educação, pois identificaram “falhas elétricas, um teto desabado, móveis bastante danificados, piso degradado e um copioso pingar de água por toda a escola”.
Perante este cenário, a presidente desta estrutura que representa os pais reclama, “obras de fundo, pois há muitos anos que a escola não tem uma intervenção e não estas, simplesmente para resolveres os estragos causados”.
Recorde-se que estas obras estão a ser levadas a cabo pela Câmara Municipal e visam dar cumprimento às disposições legais relacionadas com o diagnóstico, monitorização, substituição, remoção e destino final do amianto no que se refere aos edifícios públicos.
Os trabalhos começaram já em Agosto e, além deste estabelecimento de ensino, contemplam ainda a escola básica do 1.º ciclo do Parrinho,  um dos estabelecimentos de ensino considerados prioritários,  o Jardim de Infância das Travessas, onde os trabalhos se iniciam em seguida, chegando depois ao Complexo Desportivo Paulo Pinto.
Lançadas pela Câmara Municipal, estas obras têm um preço base global de cerca de 350 mil euros.
A empreitada de remoção dos telhados de fibrocimento tem prazo de execução previsto de 150 dias, tendo as intervenções sido preparadas de forma a permitir a frequência de alunos sem a necessidade de deslocação para outros espaços, possibilidade que, se tal situação se vier a verificar face ao andamento dos trabalhos, será previamente analisado com as direções de cada um dos agrupamentos escolares abrangidos.

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