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Animais decapitados no Parque do Rio Ul
18-10-2018 | por António Gomes Costa
Três gansos e um pato apareceram decapitados em S. João da Madeira. Desconhece-se até ao momento as razoes mas a situação deixou populares em choque. Noutras zonas da cidade perus e galinhas têm sofrido ataques ferozes de raposas.
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O episódio deixou a cidade em choque. Na passada sexta-feira, dia 12, três gansos e um pato foram encontrados decapitados no Parque da Cidade, em S. João da Madeira. Populares e frequentadores deste espaço mostraram-se incomodados, ao terem conhecimento que estas aves de grande porte foram encontradas com o pescoço cortado junto ao Rio Úl e, por momentos, pensaram tratar-se de algum ritual de animais em sacrifício, para rituais de bruxaria, mas desconhece-se na verdade o que afinal se passou.
Sobre este assunto, a Câmara Municipal informa que, “no primeiro fim-de-semana de Outubro, foram encontrados, no Parque do Rio Ul, os corpos decapitados de dois gansos e um pato, tendo sido ainda detectado o desaparecimento de um terceiro ganso”.
Os serviços da autarquia “conseguiram recolher os corpos de um dos gansos e do pato, mas não as cabeças”, tendo obtido a informação de que “o corpo de um outro ganso encontrado na mesma situação fora depositado por alguém num contentor de resíduos”, não tendo sido possível recuperá-lo.
O caso foi comunicado ao Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, autoridade que esteve no local a tomar conta da ocorrência e a recolher informações, tendo “visto e fotografado os dois corpos de aves que haviam sido recolhidos”.
Até ao momento, a autarquia “desconhece o que terá estado na origem da morte destas aves, que se encontravam em plena liberdade neste espaço verde da cidade, como muitos outros animais que espontaneamente aí têm habitat”.
‘O Regional’ apurou que as cabeças das aves foram encontradas a poucos metros mais à frente dos corpos e soubemos ainda que não existem sinais de terem sido atacadas por nenhum animal, situação que deixa a população ainda mais revoltada.
No entanto proprietários de galinheiros localizados em S. João da Madeira estão também à beira de um ataque de nervos, devido ao comportamento de raposas que em vários ataques já decapitaram várias aves e comeram inúmeras galinhas. “No início, pensei que me andavam a roubar galinhas, pois nem um rasto ficava que pudesse indiciar que se tratava de um animal”, referiu António Pereira.
Este criador de aves, no Lugar de Casaldelo, assegura que o tempo foi passando, as galinhas continuavam a desaparecer até que decidiu fechar as mesmas. “Nunca mais morreu nenhuma”, ao contrário dos perus que apareceram decapitados, pois ficaram soltos. “Isto era uma prova evidente que não se tratava de roubo ou de outra coisa qualquer, mas de algo estranho que ali se andava a passar”, afirma. Decidiu ficar atento ao recinto e, recentemente, ao final do dia, “avistei uma raposa matreira e manhosa que se escondia durante o dia e começou a atacar os animais sem rodeio”.
António Pereira nunca viveu uma situação igual. “Matou e comeu praticamente todas as galinhas e nos animais de maior porte come só as cabeças”. Assegura ainda: “Em conversa com outros criadores, também eles têm sido vítimas com a presença das raposas, que já foram avistadas pelos próprios”, enfatiza.
António Pereira garante que a situação do ataque das raposas em S. João da Madeira “não é nova, pois há muito que estes animais atacam sem dó nem piedade, principalmente aves”.
A GNR tomou conta das ocorrências.

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