Questões da nossa Cidade DCCLXXXVII
20-09-2018 | por Adé
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I – Perda de identidade
Hoje, segunda-feira, quando um automóvel do município passou por mim, com o símbolo da cidade pintado na porta, lembrei-me de uma conversa que tive, há já algum tempo, com um são-joanense que foi vereador municipal em três ou quatro mandatos e mais um como assessor do presidente Sr. Manuel Cambra, que me disse: não sei se já falaste nisso nas tuas crónicas, mas já te ocorreu perguntar o porquê de se ter mudado o antigo símbolo do município por um que ninguém consegue decifrar o que significa aquele “quadrado com pintinhas” relativamente à nossa cidade? Não te parece que a cidade perdeu a sua própria identidade, ao trocar um símbolo que continha a história do concelho, com figuras simbólicas que retratava a agricultura – que era a principal actividade nos primórdios desta terra - e a chaminé que retratava a chegada em força  da indústria da chapelaria, da Oliva e do calçado? Será que quem decidiu essa mudança conhecia a história desta terra?
Em resposta, disse-lhe: sabe, Sr. António, os são-joanenses têm a fama - e o proveito, acrescentei eu - de serem conformados e conformistas. Não lutam, não exigem e apenas comentam. Porque na altura desta alteração do símbolo municipal, não apareceu ninguém, político ou não, que tivesse levantado a voz, discordando, em defesa e salvaguarda da identidade histórica do antigo símbolo.
Infelizmente, os são-joanenses deixaram-se levar por falinhas mansas e... acordaram tarde demais. Foi assim com o símbolo da cidade, foi assim com a venda dos 49% do negócio da água e até foi assim com a alteração ao anterior emblema da A.D. Sanjoanense, que fazia uma referência histórica às “unhas negras” dos chapeleiros são-joanenses!
  Mas, como alguém diz, apenas a morte é irreversível! Tudo o mais pode ser revertido, até o símbolo municipal, se for essa a vontade da maioria dos são-joanenses!

II – Os são-joanenses merecem mais e melhor da sua cidade
Foram quatro os mandatos do PSD (16 anos) à frente do nosso município. E no decorrer deste último mandato e apesar dos passos anteriormente dados, não foi capaz fazer o necessário para que a nossa cidade passasse para um outro patamar da modernização. Por exemplo: criou-se uma Comissão de fachada para a toponímia, ainda no tempo do Dr. Castro Almeida. Para o que serviu essa Comissão, quando uma grande parte das ruas da cidade não estão devidamente identificadas com as tabuletas e o nome respectivo? Uma falha imperdoável para os que cá estiveram tanto tempo!
Desde quando é que se reclama por melhores passeios, para uma melhor mobilidade das pessoas e seus bens? Porque será que os automóveis, para além dos lugares que lhes estão destinados para estacionamento, ainda têm que ocupar passeios e corredores inicialmente destinados para os peões?
Porque será que nos vários lugares da cidade, existem espaços criados para serem ajardinados e se encontram completamente abandonados? Ninguém consegue fazer da Praça Barbeziaux um lugar mais apelativo para ser desfrutado pelos são-joanenses,  com corredores pedonais, bancos confortáveis e espaços floridos, e não apenas um espaço que serve de calçadeiras para caninos?
Não há quem consiga fazer do nosso Centro Coordenador dos Transportes um local de modernidade avançada na informação e comunicação com os utentes? Para que serve o mostrador electrónico colocado por cima da entrada perto da escada rolante se ele não tem nenhuma função prática? O Centro Coordenador dos Transportes é uma sala de visitas da cidade e deve manter um aspecto conveniente de modernidade que não tem, lastimavelmente!
Não há quem queira fazer desta cidade uma cidade moderna, com passadeiras pintadas para melhor visibilidade dos automobilistas e corredores das faixas  para automóveis devidamente delimitada, principalmente nas rotundas, de forma a que se possa cumprir as novas regras de entradas e saídas nas mesmas?
A cidade não necessita apenas de grandes obras e de festas de copo na mão para melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes. A cidade precisa de ser olhada e amada agora de forma diferente do que foi nestes últimos 16 anos. É preciso impor regras de comportamento relativamente ao dejectos dos cães em todo os espaços públicos, em que os donos estarão sujeitos a coima se os não apanhar! É preciso incentivar a reciclagem do lixo, porque uma grande maioria na cidade não o faz por mera comodidade! E se o actual presidente e os seus colaboradores não conseguem entender que a melhoria de vida de uma comunidade só é possível com bons hábitos comportamentais de todos, a começar pela preocupação do município na manutenção das suas infraestruturas, na modernização das condições de mobilidade pedonal e rodoviária, na imposição de regras de conduta na utilização de espaços públicos, na eficácia da toponímia de forma geral, então é porque temos um problema na gestão da cidade!
E depois, já chega de se olhar para a Praça como o único  sítio com problemas na cidade! A cidade não é somente a Praça e a Praça já não tem a centralidade cultural e social de outrora, embora continue a ser referência da cidade!
Um parque infantil na Praça? Mas já quase ninguém faz filhos e os parques infantis existentes na cidade não estão sobrelotados! Mais um parque de estacionamento na Praça? Mas existem dois num raio de cem metro da Praça(no tribunal e no mercado)? Andamos todos doidos ou andamos a fingir, como diria o outro?

III –  Até que enfim!!!!
Finalmente uma boa notícia relativamente à retirada do amianto contido no material que cobre a geralidade dos tectos das escolas sob a responsabilidade do município.
Espero é que esta atitude da Câmara Municipal sirva também de um bom exemplo aos privados que têm igualmente material com amianto nos tectos dos seus respectivos pavilhões, sejam eles de utilização desportiva ou não! É preciso cumprir a Lei!

IV - A levar com o “Casqueira” até quando?
Não houvesse este mau cheiro do “Casqueira” que nos atormenta mais vezes do que o minimamente aceitável, porque reduz a qualidade de vida dos são-joanenses, e a vida seria, sem esse irritante, maravilhosa nesta região! Assim, estamos todos, os que aqui vivemos, dependentes dos bons ofícios do presidente da Câmara Municipal, que prometeu, no passado recente, não descurar este problema que afecta a nossa população.
  

Comentários
Anónimo | 21-09-2018 11:11 Que vergonha
Sr. Adé, o senhor é uma vergonha... Mente, inventa, distorce a realidade.

E os jornais continuam a dar-lhe palco... Enfim
Anónimo | 20-09-2018 11:43 III ? Até que enfim!!!!

III ? Até que enfim!!!!

Já agora, Se pudessem também retirar o amianto que tapa uma das fachadas da Casa das Associações, o pessoal do prédio agradecia.

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Anónimo