20-09-2018 | por F.S.L.
Robots
Jogamos os nossos dados entre a memória e o porvir,
Simulamos ir vivendo entre o onírico e o real,
Queremos mudar o mundo, num impossível de o definir,
E ao mesmo tempo aguardamos o irremediável final.
Pugnamos por tantas causas, de inspiração superior,
Esgotamos os nossos recursos, para conseguir outros tantos,
Até agimos como Deuses, de inteligência, que ao dispor
Das normas de tal conduta, criaram mundos de encantos.
De tempos imorredoiros foi o sapiens condutor
Dos destinos, que ao criar, lhe deram toda a maestria,
Para levar os mortais a um objetivo, num supor
Que seria o indicado para um mundo de simetria.
Mas a realidade vivida no nosso mundo de agora,
Dá-nos imagens diferentes, num juízo independente;
Afinal o Homo Sapiens no caminho de hora a hora
Robotizou-se num tipo assimétrico, diferente.


