Será bom tirar todas as pedras do caminho aos nossos filhos?
13-09-2018 | por Maria de Lourdes
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É óbvio que não. Eles  são capazes de tropeçar nelas, mas o sofrimento causado pelo tropeção vai fazê-los adquirir a capacidade de se defenderem das mesmas.
Não é conveniente os pais dizerem sempre que sim às vontades dos filhos.
Às vezes é preciso dizer não, para que eles possam crescer de forma equilibrada.
É que na vida eles vão ouvir muitos nãos e têm de estar preparados para isso.
É preciso dizer não ao uso abusivo do telemóvel. Limitar as horas de utilização do mesmo. Mas  os pais têm de ser os primeiros  a  arrumá-lo, isto é, têm de dar o exemplo, o que nem sempre acontece.
O uso abusivo do telemóvel torna-os inactivos, a capacidade criadora e imaginativa não é desenvolvida e ficam preguiçosos, apáticos e com pouca capacidade de desenvolverem a linguagem e a comunicação com os outros. Tudo fica em silêncio. O diálogo passa a ser reduzido, e até à mesa os filhos comem num instante, pois o vício do telemóvel assim o impõe. Depois, há conteúdos extremamente perigosos, como foi o caso da «Baleia azul», que incitava os jovens a ferirem-se e a suicidarem-se. Agora  é o «Momo» que está na berra e que é extremamente perigoso. É necessário os pais estarem atentos e alertarem os filhos  para a sua perigosidade.
A propósito do uso da NET, li numa revista  um artigo que me impressionou e que passo a citar.
Um jovem  fica de repente desempregado com apenas 15 euros no bolso. Encontra um anúncio na Microsoft para desentupidor de sanitas. Estava preparado para tudo. Foi à entrevista, usou muito bem o desentupidor ultra-moderno. O seu trabalho foi perfeito.
A empresa pede-lhe o seu e-mail para preencher o formulário e dar-lhe a conhecer a hora e a data de entrada ao serviço. Resposta do jovem: - Mas, senhor, eu não tenho computador. Consequência, não foi aceite.
Com o coração a sangrar, e como a necessidade aguça o engenho, desloca-se, com o único dinheiro que tinha, a uma grande superfície e compra dez quilos de morangos.
Vai de porta em porta  tentar vendê-los. Recebe as pessoas  com tanta delicadeza, com tanta bondade e com um sorriso encantador, mesmo aquelas que não precisavam de morangos. O seu desculpe, o  seu muito obrigada pela maçada que tiveram em o atender fazia com que as pessoas não tivessem coragem de lhe dizer que não. Ganhou dinheiro e foi comprar mais.
A seguir comprou uma carrinha. Depois um camião e tornou-se um grande distribuidor de bens alimentares.
Um dia quis fazer um seguro de vida. E chama um mediador que lhe pede o seu e-mail. Ele respondeu-lhe que não tinha. Então  o mediador começou  a criticá-lo, acrescentando que, na sua actividade, o e-mail se tornava indispensável.
Resposta do empresário: - Se o tivesse seria hoje desentupidor de sanitas.
Ponham, como fez este jovem, os vossos filhos em acção. Se tiverem desejos de adquirirem algum bem, que lutem por ele. Que façam algum trabalho em que possam ganhar algum dinheiro. Eis alguns exemplos:

1 - Fazer demonstrações de produtos em  grandes superfícies;
2 - Vender artigos de cosmética;
3 - Usar a NET, para a venda de  brinquedos, fatos de Carnaval, roupas e outras coisas que já não usam.
Para o fazer, basta entrarem na Internet, na plataforma OLX.
Iniciativas deste tipo fazem-nos adquirir autonomia e dar valor ao esforço.
Também é bom inscrevê-los em actividades desportivas e formativas. Uma boa escola de formação é o Escutismo. Nestas modalidades aprendem regras  e muitos valores que os vão  ajudar a crescer de uma forma equilibrada e sadia.

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