Questões da nossa Cidade DCCLXXXVI
13-09-2018 | por Adé
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I - O balanço
Quando se está a curtas semanas de fazer um ano em que foi eleito o Dr. Jorge Sequeira como presidente da nossa Câmara Municipal, não resisto a esta tentação de fazer um pequeno balanço da prestação do novo executivo municipal. E, servindo-me da minha memória neste exercício de verificação do que foi e não foi feito neste espaço temporal, ajudado pela opinião de algumas pessoas descomprometidas de acentuado facciosismo político ou partidário, chega-se à conclusão que a sua prestação é qualificada como de fraca, na opinião das pessoas com quem falei, curiosamente com maioria dos que votaram nele!
Disseram-me alguns deles - e é essa também a minha opinião - que foi um erro político do Dr. Jorge Sequeira ter dado, logo no início do seu mandato, o aumento territorial do Concelho de S. João da Madeira como a sua principal prioridade, quando se sabia que essa possibilidade, que estava fora do seu controlo,  dependeria da vontade política dos membros da Assembleia Municipal da Feira, que era contrária à saída da freguesia de Milheirós de Poiares para o concelho de S. João da Madeira.
A incompreensível demora deste executivo na rectificação e execução do projecto para a Praça Luís Ribeiro e na demora da decisão sobre o aumento ou não do Cemitério N.º 1 foi igualmente tida como negativa para esta avaliação; bem como na não concluída expropriação do edifício que estrangula a avenida João de Deus no cruzamento com a rua Visconde. A demora nas obras da “Academia” nas Travessas, nas obras prometidas para o Mercado Municipal, no estudo que disse mandar fazer, e não o fez para apurar as causas de atropelamento de peões nas passadeiras da cidade e a não retirada do material com amianto nas escolas, que se dizia estar por semanas, foram motivos que penalizaram a prestação deste executivo municipal; e, como não podia deixar de ser, é duramente penalizado pela opinião pública, por ter permitido que a cidade de S. João da Madeira tivesse o aspecto medonho de mata abandonada, pelo excesso de arbustos e relva alta nos espaços verdes da cidade, que envergonhou e envergonha ainda os são-joanenses, que têm a cidade como o seu maior orgulho, pela limpeza das suas ruas e avenidas e do tratamento normalmente dado aos canteiros e espaços relvados, que era já uma referência da cidade!
A favor deste executivo tem-se como positivo o número de eventos culturais de iniciativa municipal, o reforço de benefícios sociais à população mais desfavorecida, a construção do espaço desportivo a campo aberto junto à Escola do Ensino Básico e do Infantário da Santa Casa da Misericórdia no lugar de Fundo de Vila e nos benefícios aos filhos dos Bombeiros nas cantinas escolares!
Mesmo assim e no somatório das apreciações, tem-se como fraco o desempenho deste executivo, que se diz estar muito abaixo das expectativas criadas aquando da sua eleição.  


 II - A promessa com viagem longa
 Ao que se ouviu, o Dr. Jorge Sequeira terá feito uma promessa em que, no caso de vitória na eleição para a presidência da autarquia, levaria o segundo passeio para os idosos são-joanense, organizado pela Câmara Municipal, a Santiago de Compostela, em Espanha.
Ora, como se sabe, Santiago fica  a  cerca de 300  quilómetros de S. João da Madeira e que, por isso, obrigava  a que se fizesse uma partida  muito cedo: 6 horas da manhã. E isso obrigava também a que muitos dos idosos tivessem que acordar por volta das 4 da madrugada, de forma a fazerem a sua higiene matinal, mais a preparação do farnel e o percurso até ao Fórum Municipal. E terá sido por isso que muitos dos idosos preferiram não arriscar a embarcar nesta viagem tão longa, que provocaria certamente um cansaço, acrescido de pouco descanso e muita viagem.
No futuro é preciso ter cuidado com as promessas que se fazem, para que não se peça aos idosos sacrifícios para pagamento de promessas que nós, os idosos, não fizemos.
Daí a minha opinião de que os passeios para idosos não devem ser de distâncias muito longas, devem ter bons acessos, em lugares agradáveis e que não provoque um desgaste muito grande nas pessoas. Que promova o prazer do convívio e não os desgastes com o lufa-lufa do corre-e-corre, que provoca o stress em quem necessita agora é de ambientes calmos e viagens confortáveis.

 III - A homenagem da Câmara Municipal a Alberto Batista
Foi mera coincidência o facto da minha sugestão de algumas semanas atrás em darem o nome de Alberto Batista ao espaço desportivo construido a céu aberto, junto da Escola do Ensino Básico de Fundo de Vila, ter tido correspondência na vontade da vereação municipal.
Acho que é uma justa homenagem, por tudo quanto o Batista fez em prol das crianças de Fundo de Vila e do Orreiro, criando-lhes as possibilidades da prática desportiva na modalidade de atletismo e na vertente de corrida, minimizando assim os risco destas crianças poderem aderir a outros incovenientes estilos de vivência, que pusessem em risco o salutar crescimento intelectual e físico das mesmas. 
O Batista sempre se bateu por um espaço igual ao que acaba por ter o seu nome, numa homenagem marcante do município são-joanense. E foi sempre claro que o Batista teve o apoio de algumas pessoas que compreenderam a importância do seu projecto para os bairros desfavorecidos a sul/poente do nosso território. Sei também, porque me foi dito pelo próprio em várias ocasiões das nossas conversas, que a Dr.ª Fátima Roldão, enquanto vereadora, teve uma importância fundamental para que o projecto se concretizasse. E, por isso, nunca escondeu que a referida senhora era a madrinha do seu projecto, fazendo sempre questão em a ter presente nos eventos relacionados com essas crianças, mesmo depois da mesma senhora se ter afastada da política activa por algum tempo.
A homenagem é merecida, demonstrando que S. João da Madeira não se deve esquecer de todos aqueles que foram mais-valias na melhoria da qualidade de vida dos são-joanenses, independentemente das suas qualificações académicas e estrato social, como o fez desta vez!

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