Um ano depois da demolição do “Pirilau”
Qual será afinal o futuro da Praça Luís Ribeiro?
12-09-2018 | por António Gomes Costa
Um ano depois da demolição do elemento arquitetónico na Praça Luís Ribeiro, alguns sanjoanenses dizem que “nada foi feito”. Reclamam por mais animação, casas de banho, iluminação e parques de estacionamento. De uma forma geral, ninguém parece saber, afinal, aquilo que o município reserva para este espaço central de S. João da Madeira.
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Mais de um ano depois da demolição do emblemático elemento arquitetónico que tinha a forma de chaminé, mais conhecido entre os sanjoanenses como “Pirilau”, na Praça Luís Ribeiro, em S. João da Madeira, populares acusam o município de tardar na requalificação daquele espaço central da cidade, uma vez que ainda não se conhece o seu “futuro”, e se vai ou não ter a reposição de vias de trânsito automóvel e a colocação de árvores.
Recorde-se que se trata de uma proposta vencedora de uma equipa coordenada pelo arquiteto e engenheiro civil Vasco Guimarães Cortez, concurso que a autarquia levou a efeito para a reativação do centro da cidade.  
Lembre-se que este assunto foi levantado em Assembleia Municipal, em Julho de 2018, pelo deputado da CDU, Jorge Cortez. O presidente da autarquia, Jorge Sequeira, disse, na altura, que discordava do projecto no que concerne ao regresso do trânsito à Praça e instalação de um parque infantil, assim como a criação de várias bolsas de estacionamento. Embora ainda sem solução final, Jorge Sequeira garantia que quer chegar a um «projecto consensual», recordando que, desde 1986 até agora, a Câmara já investiu cerca de 11 milhões de euros em obras na Praça.
Na mesma Assembleia, Jorge Cortez afirmava que, se a ideia era não avançar com o projecto aprovado por unanimidade no mandato anterior, «é melhor deixar [a Praça] como está com pequenos arranjos», referindo o deputado que «outros lugares fora do centro», como a encosta dos Ribeiros ou Casaldelo, por exemplo, estão «necessitados» de intervenção. «Mais cedo ou mais tarde, tal como caíram o ‘Pirilau’ e os guarda-chuvas de vidro, o telheiro também vai cair e o trânsito vai voltar à Praça», concluiu na altura o deputado da CDU.

“Praça deixou de ser um lugar atrativo”

Manuel Almeida, sanjoanense, 58 anos, garantiu à nossa reportagem questionar-se muitas vezes  “qual será afinal o futuro da Praça Luís Ribeiro? Fico com a ideia de que aquilo que queriam fazer era demolir um monumento com 25 anos, que estava na cidade, falam em mais estacionamentos, árvores e carros mas, afinal, nada foi feito e já passou um ano”. Este sanjoanense assume não concordar com a ideia de trazer o trânsito à Praça, mas sim com a criação de parques de estacionamento ou “mais atividades como a deste fim-de-semana” para atrair pessoas, enfatiza.  
“O novo executivo ganhou as eleições faz um ano em Outubro e muito sinceramente não vejo uma única obra feita, a não ser a continuidade do que o anterior executivo fazia”, revela Fernando Silva. Este sanjoanense de 85 anos, que passa grande parte do dia junto ao Edifício Parque América, garantiu-nos ainda que, esta semana, a “Praça deixou de ser o centro da cidade e de ser um lugar atrativo”, pois tudo acontece agora “na Avenida Renato Araújo”. Lamenta também que, apesar dos vários alertas de muitos sanjoanenses, o município ainda não tenha construído ou colocado casas de banho públicas na zona. “A única alternativa passa por ir a um café, pois nem sempre as casas de banho do Centro Comercial estão abertas” e remata afirmando que as mesmas “estão encerradas ao fim de semana”.

“Faltam casas de banho”

Por seu turno, Alfredo Ferreira, sanjoanense de gema, garante que a Praça ficou muito mais “airosa” depois da demolição do monumento arquitetónico, mas não deixa de estar “vazia”, pois falta vida, atividades e mais animações para atrair pessoas, dando como exemplo a Praça do Rossio, em Santa Maria da Feira. Partilha da ideia da necessidade “urgente” da construção de casas de banho públicas na Praça, reclama ainda mais “iluminação, pois a Praça nos dias de inverno tem pouco mais do que a iluminação da farmácia e das casas comerciais”. Alfredo Ferreira diz também não perceber as razões que levam o município a não dar continuidade a um “programa aprovado por unanimidade”, que tinha como objetivo “dar vida e movimento a esta Praça”, rematou.
Ana Pinho, 53 anos, fala também na falta de aproveitamento de terrenos nas proximidades da Praça, que poderiam “servir de parques de estacionamento”, uma vez que “nem sempre é fácil estacionar no centro da cidade”. E remata: “faz falta casas de banho nesta zona e um parque infantil para trazer movimento a esta zona da cidade”.
Contactado por ‘O Regional’, Jorge Vultos Sequeira reafirmou as declarações assumidas na Assembleia Municipal de Julho de 2018 relativamente ao assunto da Praça.

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