Questões da nossa Cidade DCCLXXXV
05-09-2018
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I – O apelo que deve ser feito
A comunicação social, na generalidade, tem chamado a atenção para o facto de termos sido classificados, há poucas semanas, como o país que mais consome bebidas alcoólicas no conjunto dos que formam a União Europeia e julgo que essa classificação não nos honra! E, como sabemos todos, o álcool é considerado o principal responsável pelo aparecimento dos muitos casos de cancro em Portugal. É também, no entendimento de especialistas sobre o assunto, considerado o principal motivador dos muitos acidentes rodoviários nas nossas estradas, com dramáticas consequências, bem como do elevado número de casos de violência doméstica que se tem registado um pouco por todo o país.
Ora, perante os assustadores números que têm sido regularmente divulgados sobre a quantidade de bebidas alcoólicas consumidas em Portugal e que julgo ser também do conhecimento deste executivo municipal são-joanense, seria de todo aconselhável que o referido executivo municipal, responsável pelo evento sobre o GIN, que irá ter lugar na nossa Praça Luís Ribeiro, salvo erro, nos dias 7 e 8 do corrente mês de Setembro, aproveitasse o momento para apelar e incentivar os presentes - e estes aos familiares e amigos - a serem moderados no consumo de bebidas alcoólicas. Não apenas nos dias do evento referido, mas no decorrer de todo o nosso tempo de vida, de forma a não sermos as próximas vítimas das consequência de um consumo exagerado de bebidas com álcool.         
Se cada um fizer a sua parte, sairemos todos a ganhar: eu, você e os outros todos!

II – E se fosse consigo?
Há dias, uma senhora natural de S. João da Madeira, foi fazer compras a um conhecidíssimo supermercado próximo da nossa Praça, como aliás era costume. Entrou, pegou num carrinho para colocar as compras e fez o percurso habitual: começando pelos frescos e frutas, escolhe o necessário, passa pelos iogurtes e faz o mesmo, vai até ao talho, passa pelo bacalhau, pelo peixe, sempre a colocar no carrinho os produtos que ia escolhendo. Tudo isso sem se aperceber que estava a ser acompanhada e observada a curta distância por um polícia, até porque tal facto não a incomodaria. Já toda gente sabe que a polícia anda ali por causa dos furtos que algumas pessoas fazem ou tentam fazer no referido supermercado.
Ora, a referida senhora, ao passar pela zona dos peixes, moluscos e mariscos congelados, pegou numa embalagem de lulas e meteu-a no carrinho. Mais à frente, quando fazia as contas de cabeça para não ultrapassar o orçamento estipulado para aquelas compras, temeu que o dinheiro não chegasse para as lulas e resolveu voltar atrás e deixar o pacote das lulas no local onde o tinha tirado. E, por azar seu, o polícia não reparou nisso.
Já na caixa e depois de pagar a conta, foi abordada pelo polícia que ali fazia a vigilância, para o acompanhar ao escritório do supermercado, situação que foi assistida pelos restantes clientes, que, naturalmente, ficaram com a ideia de que a senhora tinha sido apanhada provavelmente a furtar algo. A senhora, envergonhada pelo vexame da situação inesperada, lá foi para o escritório, onde fizeram a revista da mercadoria comprada e não havia o pacote das lulas. Perguntaram à senhora onde estava o pacote das lulas, o que ela explicou o que tinha feito com o pacote, uma vez que teve receio que o dinheiro não chegasse para mais aquela despesa.
E agora? Com que imagem ficará a senhora perante as pessoas que assistiram ao início do episódio e não do seu final? Quando passarem por ela, o que irão dizer? “Vai ali aquela que furtou no supermercado”? Quem repara os danos morais causados e defende a senhora do rótulo de ladra, daqueles que não sabem que o engano foi do polícia?
E se fosse consigo? Bem se fosse comigo eu pediria o público retratamento imediato da empresa e do polícia, perante os clientes do supermercado. E se eles não o fizessem, eu faria ali mesmo um escândalo de todo o tamanho, exigindo que nas próximas compras o polícia fosse comigo.
Aliás, aconselho as pessoas que forem “apanhadas” numa situação destas, que se façam acompanhar de testemunhas aquando da revista da mercadoria, que possam confirmar da sua inocência! Porque se a senhora quiser fazer queixa da empresa por esta constrangedora situação, quem testemunhará em sua defesa, se a revista foi feita apenas com a presença da gerência e da polícia?
A empresa tem o direito de fazer as vigilâncias que quiser em defesa dos seus bens. Não pode é esquecer-se dos direitos daqueles que, sendo acusados, são depois confirmados como inocentes.
O melhor é mesmo alterar a forma de abordagem aos clientes tidos por suspeitos, de forma a evitar constrangimentos aos inocentados, como aconteceu neste caso específico!

III – Que ninguém se distraia!
Se a memória não me atraiçoa, foi logo no início do segundo mandato do Dr. Castro Almeida que eu comecei a chamar à atenção da autarquia para uma pequena (na altura) fenda existente na lateral poente do extremo sul do viaduto que passa por cima da Avenida do Vale do Vouga, junto ao Centro de Saúde. Nesta altura a fenda já aumentou substancialmente, há ferros enferrujados à vista na parte inferior do tabuleiro do viaduto, de onde já se desprendeu cimento, que somente não causou danos por mera sorte!
E aqui chegado, pergunto... a quem cabe a verificação desta infraestrutura? À Câmara Municipal, ao Ministério das Infraestruturas ou ao Comandante da Protecção Cívil?
Ao que parece, ninguém está minimamente preocupado com a situação. O certo é que a degradação é visível e basta que haja um ponto fraco da estrutura para que o colapso se dê e depois... não há culpados.
Caberá à Câmara Municipal chamar a atenção de quem de direito – se não for sua a responsabilidade por essa manutenção – para que se faça o que for necessário para a segurança das pessoas e bens, uma vez que o trânsito que passa por cima e por baixo do dito viaduto é intenso. E se algum carro que, ao passar por baixo, levar com o cimento que se desprende do tabuleiro, quem se responsabiliza pelos danos materiais e mesmo humanos?

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