Abalo com magnitude de 4.6 acordou muitos sanjoanenses
Sismo também foi sentido em S. João da Madeira
05-09-2018 | por Joana Gomes Costa
“Senti e bem”. “Foi bem forte”. “Nunca senti nada assim”. Estes foram alguns dos relatos na primeira pessoa que chegaram a ‘O Regional’ sobre o sismo que acordou muitos sanjoanenses na terça de manhã. Foi pelas 7h12 de 4 de Setembro que as estações da Rede Sísmica do Continente registaram o abalo de magnitude 4.6 na escala de Ritcher. Com epicentro a cerca de 130 km a Oeste do Cabo Mondego, o sismo não causou danos pessoas ou materiais, mas foi sentido ao longo de toda a costa, desde Viana do Castelo a Leiria, com incidência de relatos na região do grande Porto.
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Foi o assunto que dominou todas as conversas e, em comunicado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) confirmava o registo, no dia 4 de Setembro, pelas 7h12, nas «estações da Rede Sísmica do Continente de um sismo de magnitude 4.6» na escala de Richter e cujo «epicentro se localizou a cerca de 130 km a Oeste do Cabo Mondego».
De acordo com as informações disponíveis na manhã de terça, o sismo não terá causado danos pessoais ou materiais tendo, segundo o IPMA, sido «sentido com intensidade máxima III/IV (escala de Mercalli modificada), ao longo de toda a costa, desde Viana do Castelo a Leiria» e «com menor intensidade em Vila Real e Viseu».
Se houve quem achasse que não passou de um trovão, muitos relatam a certeza imediata de que se tratava de um sismo. A manhã estava no início e muitas pessoas perceberam o abalo ainda deitadas, sendo que nas redes sociais cedo se multiplicaram as partilhas, com especial incidência no Grande Porto, com relatos de mobílias e portas a estremecer, acompanhados de um ruído que alguns diziam se assemelhar a um trovão ou ao voo rasante de um grande avião.
Ana Gomes contou à nossa reportagem que ainda estava deitada, quando sentiu a “cama a tremer”. “Acordei com um ruído semelhante a uma trovoada ao longe”, recorda, sublinhando que o que mais se fez sentir em sua casa foi o abanar das portas do armário do quarto. Pensou logo que teria sido um sismo.
Entre os relatos recolhidos por ‘O Regional’ e deixados na nossa página do Facebook (https://www.facebook.com/JornalORegional) foram vários os sanjoanenses e moradores das freguesias e concelhos vizinhos que sentiram o abalo. “Por momentos achei que tinha sido um camião que tinha batido contra a minha varanda”, pode ler-se num dos relatos, sendo que entre os comentários de quem pensou ter sido um trovão forte há também o testemunho de quem tenha sentido “a paragem do autocarro abanar”.
O IPMA explicava ainda no comunicado que «a localização do epicentro de um sismo é um processo físico e matemático complexo que depende do conjunto de dados, dos algoritmos e dos modelos de propagação das ondas sísmicas», pelo que «agências diferentes podem produzir resultados ligeiramente diferentes», «do mesmo modo, as determinações preliminares são habitualmente corrigidas posteriormente, pela integração de mais informação».

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