S. João da Madeira
Hospital de Dia de Psiquiatria reforçado com mais médicos
02-08-2018 | por António Gomes Costa
O Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga vai ter mais 23 médicos especialistas. Entre as várias especialidades está o serviço de Psiquiatria, Psiquiatria da Infância e da Adolescência. Em outubro de 2016, o Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, a Câmara de S. João da Madeira e Junta de Freguesia têm permitido a saída destas pessoas colocando-as em contacto com as hortas comunitárias, com a arte na Oliva Creative Factory, quebrando estigmas e barreiras que estes doentes mentais ainda enfrentam na sociedade atual.
Estatísticas

602 Visualizações

Outras Acções
Comentar Imprimir Aumentar Diminuir Restaurar

O Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga (CHEDV), que tutela os hospitais de Santa Maria da Feira (S. Sebastião), Oliveira de Azeméis (S. Miguel) e S. João da Madeira, anunciou, na passada semana, o reforço da sua equipa, com mais 23 médicos especialistas.
Segundo a administração do CHEDV, a contratação desses profissionais já foi oficializada em Diário da República e aplica-se a diferentes especialidades clínicas, sendo que a mais beneficiada é a de Medicina Interna, que ganha assim cinco novos médicos. As restantes valências a reforçar com novos médicos são Anestesiologia, Cirurgia Geral, Endocrinologia e Nutrição, Gastroenterologia, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Física e de Reabilitação, Neurologia, Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Patologia Clínica, Pediatria, Pneumologia, Psiquiatria, Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Reumatologia e Urologia. Esses 23 novos postos de trabalho resultam do concurso que o Governo abriu na última quinta-feira, dia 26, relativo a 839 vagas hospitalares, para preencher por médicos que tenham acabado de concluir a sua formação de especialidade.
Das várias especialidades, o serviço de psiquiatria foi um dos que foi reforçado com dois novos médicos.
Recorde-se que o Hospital de Dia de Psiquiatria assinala, em 2019, nove anos. Instalado no 2.º piso do Hospital de S. João da Madeira, tem acompanhado, ao longo dos anos, centenas de casos, grande parte deles “novos” nas suas primeiras consultas hospitalares. Quanto a consultas subsequentes da especialidade de Adultos, o número, segundo se sabe, tem vindo a aumentar também na cidade, e no Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, o mesmo acontecendo com as consultas de Psiquiatria na Comunidade.
Este serviço tem tido uma “atividade crescente”, mas para já ainda não permite internamentos.
Em Outubro de 2016, o Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga e a Câmara de S. João da Madeira assinaram um protocolo de cooperação, que visava oficializar o projeto de colaboração intitulado «Normativos? Talvez… não», integrado no evento «Encontro Dignidade em Saúde Mental».

“Através da arte queremos que as pessoas se sintam mais capazes”

Este protocolo, bem como outros (Junta de Freguesia), têm permitido retirar estes doentes e promover a saída destas pessoas portadoras de problemas “mentais graves”, portadoras de uma patologia “estigmatizante que, em muitos casos, envergonha as famílias e os próprios” e que, em muitas situações, “é mal compreendida até pelos outros agentes de saúde”. Estes protocolos são “fundamentais para dignificar a vida dos doentes e das respetivas famílias”, reforçou esta semana Sara Mariano, diretora do serviço de Psiquiatria do CHEDV. “Através da arte queremos que as pessoas se sintam mais capazes e satisfeitas com uma realização” e essa progressão, segundo a diretora clínica, tem sido visível.
Dos mais de três mil habitantes do CHEDV, dados tornados públicos recentemente davam conta que “3.400 pessoas sofrem de psicose esquizofrénica”. Para “quebrar” o estigma que parece ainda existir quanto a esta especialidade clínica, e no sentido de ultrapassar essa “barreira”, uma equipa deste serviço está a percorrer vários locais nos cuidados de saúde primários evitando que estes se desloquem ao hospital. “Ali são observados todos os pacientes referenciados pelos médicos de família que consideram ser necessário essa avaliação”, remata esta responsável.

 

Comentar

Anónimo