Reversejar
02-08-2018 | por F.S.L.
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Quem será, será a vizinha do lado?

Toca o telefone, alô… porventura é o senhor Smith?
Sim, o próprio, mesmo eu… com quem falo se faz favor?
Sou quem todo o mundo espera, mas ninguém quer que o fite,
Sou algo a que todos fogem, quando passo ao redor!

Que deseja então de mim? Não lhe reconheço a voz…
Não sou voz, só um murmúrio, sou um sopro ao de leve…
Um esvoaçar no espaço pelo Universo a sós,
Com as almas que vagueiam na sua rota tão breve.

Quero apenas recordar o nosso encontro marcado,
Por isso vá preparando bagagem rudimentar,
Só um fato mas decente, a túnica de condenado,
A capa que o protegeu na vida que vai deixar!

Já chegou então a hora em que o mundo que vivemos
Deixou de valer o preço tão alto que por ele demos,
Pagando ora a conta de tudo que não fizemos,
Por outra viagem agora, rota que desconhecemos!

Sim será esse o destino, pois o outro, não cumprido,
Foi uma incógnita onde teve tudo e todos a seus pés,
E não soube aproveitar, só o prazer desmedido,
De uma ambição sem limites, e assim perdeu a vez.

    E acordo de um salto do pesadelo sentido.

 

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Anónimo