Questões da nossa Cidade DCCLXXXII
19-07-2018 | por Adé
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I – O estado de graça deste executivo
O prazo de estado de graça do actual executivo do nosso município está a findar. Isto quer dizer que as recorrentes desculpas com a falta de experiência na totalidade dos seus membros eleitos começa já a não ser aceite como desculpas para algumas das suas gafes e demoras nas tomadas de decisões importantes para o bom funcionamento do próprio município.
Se as indecisões sobre o projecto para a Praça Luís Ribeiro já aprovado pela maioria política dos órgãos municipais do anterior mandato, a falta de limpeza e tratamento adequado dos espaços verdes da cidade, a falta de decisão relativamente à requalificação da maioria dos nossos passeios, etc., etc. e tal, eram já sinais evidentes que as coisas não estavam a funcionar bem no seio do executivo municipal, à contestação feita há dias por uma das empresas participantes no concurso público para a recolha do lixo sólido na cidade, confirma que este executivo está com imensas dificuldades de gestão e na afirmação política local!
Se este executivo não tentar inverter, quanto antes, este estado de indecisões, dando explicações compreensíveis e credíveis, em vez de fazer jogos de palavras como fez o presidente com a explicação dada sobre o verdadeiro motivo na demora das obras para a “Academia” nas Travessas, que passou num ápice de “resolvido” para “por resolver”, então a sua rápida caminhada para a desacreditação política é mais que certa! E, com isto, baixará drasticamente o excelente nível de vida a que estávamos habituados nesta cidade!

II – As datas que nunca nos esquecemos
Durante a nossa vida, habituamo-nos a memorizar algumas datas importantes de acontecimentos que nos marcaram e marcam no decorrer dessa mesma vida. Como a data do nosso casamento, do nascimentos dos filhos, etc., etc!
Hoje vou falar-vos de uma data que sempre esteve comigo e que nunca passou para o rol de datas esquecidas ou atiradas para o lado da memória onde enviamos o lixo. Falo-vos da data em que cheguei a S. João da Madeira para ficar pelo menos por três épocas desportivas: 1 de Agosto de 1968! Cheguei cerca do meio dia e almocei no Solar S. João. Depois, no decorrer da tarde, arranjei quarto na Quintã, onde apenas saí para casar três anos depois!
É verdade, estou nesta terra há já 50 anos! Na terra onde nasci, permaneci apenas 18 anos. E nesta estou há 50 anos! Afinal, qual é a minha terra? Aquela onde nasci e lá permaneci apenas 18 anos, ou aquela que escolhi para viver, ter os filhos e nela permanecer 50 anos?
Quando cá cheguei, esta terra era uma pequena Vila nada atrativa, particularmente para quem vinha de uma estadia de três anos por Lisboa. Todavia, as pessoas eram boas, comunicativas e até solidárias. A Vila foi evoluindo, cresceu e passou a cidade, continuando a crescer. Hoje, ou melhor, ontem, oferecia uma excelente qualidade de vida para cidades desta dimensão. Hoje, quando estou alguns dias fora, como acontece neste momento, já me aperta as saudades da nossa cidade e das nossas gentes! É verdade: uma grande parte da minha vida foi aqui, onde conheci muita boa gente. Na cidade e na região das Terras de Santa Maria!           

III - Estará esquecido o estorvo da Rua Alão de Morais?
Ultimamente tem-se falado muito do edifício que ocupa parte da Rua (ou avenida?) João de Deus, para qual se espera a expropriação definitiva para que a cidade resolva em permanência um estorvo que demora a ser removido, de forma a começar-se a dar à cidade as formas normais que ela necessita e reclama!
E já que se fala em estorvo da mobilidade automóvel e, nesta caso, também das pessoas, pergunto: não existe também, na rua Alão de Morais, um pouco acima dos bombeiros e um pouco abaixo do Largo de S. João e junto ao edifício do Rei da Farinha, uma parte de um edifício que ocupa uma parte da rua referida? E este estorvo não é também para ser removido? A situação não será idêntica a situação da rua ou avenida João de Deus? E a solução é para quando em ambos os casos?
   
 

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