Questões da nossa Cidade DCCLXXXI
12-07-2018 | por Adé
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I – A derrota antecipada do desafio da manutenção?
  Dos sinais recebidos e das queixas ouvidas, levam-me a acreditar na existência de um consenso na opinião pública dos são-joanenses de que a cidade atingiu uma situação negativa nunca vista, no que diz respeito ao corte da relva nos espaços públicos e na limpeza da erva que cobre os passeio da cidade!
Desconheço se tal situação é motivada pela repetitiva desculpa da falta de pessoal no sector da jardinagem, ou se da falta de um planeamento realista e rigoroso, que permita ultrapassar as dificuldades dessa falta de pessoal no sector. O certo é que há muito tempo que se vinha notando, nesta altura do ano, um certo desleixo no corte da relva e na limpeza da erva dos passeios. Este ano, atingiu-se o ponto alto de uma situação que prejudica a qualidade de vida dos são-joanenses!
Já aqui escrevemos um dia: “Para grandes males, grandes remédios!”. Se não há pessoal no sector da jardinagem para dar resposta positiva em termos de tratamento dos nossos espaços verdes, tem que se contratar empresas privadas ligadas ao sector de jardinagem para executarem um serviço que é de vital importância para a cidade e seus habitantes.
Esta situação que nos é dado ver agora motiva o comentário contrário ao que sempre ouvimos, que era o de uma cidade limpa e cuidadora dos seus espaços de mobilidade e das zonas verdes. Como está, é péssimo e fere-nos no orgulho!
Bem sabemos que a manutenção não é uma das prioridades da lista do presidente do município. Mas, sinceramente, faça disso um desafio que quer ganhar! E quanto antes, porque o desleixo é grande e é grave!

II – Será um silêncio de conveniência?
Na Assembleia Municipal do dia 26 de Junho p.p, falou-se na situação da empresa conhecida como “Casqueira” que, como se sabe, empresta-nos o ar com o mau cheiro vindo das suas chaminés, mesmo depois da Petição de que todos estamos recordados e das medidas impostas pelo respectivo Ministério do Ambiente.
Curiosamente e apesar das intervenções da munícipe Maria Clara Carvalho e do deputado municipal, Paulo Barreira e das respostas do presidente do Município, os jornais da cidade, que assistiram certamente à Assembleia referida, fizeram silêncio sobre o caso, como se o problema do ambiente fosse um caso menor na vida dos habitantes da cidade!
Este silêncio sobre o mau cheiro, propositado ou não, leva-me para a situação do passado, relativamente à poluição que vinha das chaminés da Oliva e que somente muito mais tarde e através de artigos de opinião o assunto se tornou importante à vista do público e das entidades públicas locais.
Por isso, senhores jornalistas dos jornais locais, não permitam que este, como os outros assuntos, como o amianto existentes em tectos das salas e pavilhões das escolas, sejam silenciados por conveniência de alguns! Muito obrigado.

III – É confrangedor a falta de patriotismo de alguns portugueses!
Não é minha intenção dar aqui alguma lição de patriotismo, mas somente dividir com os leitores dos meus artigos algo que sempre me incomodou. E o caso não tem nenhuma relação directa com a nossa cidade em particular, mas sim com alguns dos nossos compatriotas.
Há dias, vi num dos noticiários televisivos um número não muito elevado de portugueses de uma pequena localidade do interior a manifestarem-se pelo facto de lhes ter sido retirada uma agência bancária, mais concretamente, da Caixa Geral de Depósitos. Não está em causa se tinham ou não razão para contestarem a retirada. O que a mim me incomodou foi o facto de terem posto uma bandeira espanhola no local, como que a dizer, “preferimos ser espanhóis!”.
Ora, ninguém deveria trocar de pátria a troca de uma agência bancária! O patriotismo é uma coisa muito séria que ninguém deve renegar apenas por uma birra! O orgulho de se ser português advém do passado histórico deste país e do seu percurso recente, como país moderno e de certa forma tolerante, empreendedor e sempre ao lado dos oprimidos, como o demonstrou com a situação de Timor!
Todos nós podemos mudar de pátria se for essa a nossa vontade. O que não devemos fazer é manifestar essa intenção com colocação da bandeira de outro país em território de um outro. Ser português deve ser assumido em quaisquer situações e não apenas quando temos a “barriga cheia”. É nas dificuldades que se conhecem as pessoas!
A mim, que sou português nascido em Angola e que até sou vítima de alguns preconceitos por motivos óbvios, dói-me ouvir alguém dizer “que tem vergonha de ser português”. Se tem vergonha, que mude. Ninguém tem vergonha dos seus pais apenas pelo facto deles não nos poderem comprar uma bicicleta. Por isso, não é verdadeiramente patriota quem ameaça mudar de nacionalidade apenas por que lhe retiraram uma... agência bancária! Isso não é patriotismo mas, sim, oportunismo!

IV – Espantoso disparate!!!
Há dias ouvi, via televisão, uma responsável pelas enfermeiras dizer que uma enfermeira que tinha a seu cargo um número elevado de doentes, 18, para cuidar num hospital, decidiu meter baixa por achar ser trabalho a mais para ela.
A enfermeira preferiu deixar todos os doentes em situação crítica e meteu baixa sem, ao que parece, estar doente, mas sim por ter avaliado estar com excesso de trabalho.
É caso para perguntar. Para conseguir baixa não temos que estar doentes? Quem foi o médico que terá passado a baixa desta enfermeira?
Ela resolveu o “problema” dela, metendo baixa. E o problema dos doentes que ficaram entretanto sem a enfermeira?
Eu ouvi tudo isso incrédulo e sem palavras!!!

Comentários
Anónimo | 17-07-2018 11:54 Será xenófobo e racista?
O José Reis, se o nome não é falso, demonstra no seu comentário, o quanto tem de xenófobo e racista. Ao fazer um comentário sobre o artigo em questão, não se coibiu de fazer referência ao "angolano" e a escravatura! Manifesta assim a sua natureza como ser humano. A estes ofereço o meu permanente desprezo! É gente que diz temer Deus e depois?..Coitadinho deles!!!!
Anónimo | 16-07-2018 18:27 Uma assim e assim, uma bem, outra mal e outra mole
Caro Senhor Adé,

Na primeira tem alguma razão a critica mas ainda há tempo para os seus camaradinhas agarrarem a coisa pelas orelhas e fazerem da derrota vitória.
Na segunda tem razão mas não era agenda. A Câmara não pôs na agenda e a mesa também não. A Clarinha apareceu no público de surpresa e motivou a algumas opiniões.Assim como outras munícipes que alertaram para o novo problema do ruído. É preciso voltar a questionar esta coisa.
Na terceira, do patriotismo é simbólico usar a bandeira de Espanha e o senhor está mal ao confundir as coisas. nessa matéria quem é o senhor para falar assim? O senhor é angolano e aliou-se aos inimigos do seu povo. Àqueles que fizeram de muitos milhares de angolanos escravos. Não é verdade?
Na quarta é conversa mole. O senhor quando jogava na ADS muitas vezes também fazia manhas e tinha amuos. Queixava-se dói pé.

José Reis



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