Rua Teixeira de Pascoais
Solução para travar baratas e ratos passa por selar fossas privadas
12-07-2018 | por António Gomes Costa
A empresa municipal de águas e saneamento de S. João da Madeira está a contactar os proprietários de fossas sépticas da Rua Teixeira de Pascoais para as selarem, evitando, assim, a infestação de baratas e ratos que invadem esta rua. Os moradores continuam a reforçar que o problema não se deve às fossas, mas à desbaratização que, só agora, começou a ser feita e os resultados são já visíveis.
Estatísticas

1323 Visualizações

Outras Acções
Comentar Imprimir Aumentar Diminuir Restaurar

A notícia foi avançada, em primeira, mão na última edição de ‘O Regional’ e mereceu destaque em vários meios de comunicação social. Dávamos conta que os moradores da rua Teixeira de Pascoais, em S. João da Madeira, estavam “cansados” de viver com a presença constante de baratas, ratos e ratazanas que invadem naquela rua habitações, um cenário “nojento” para quem ali vive ou circula.
O município fez saber esta semana que, em junho último, “foi efetuada uma desbaratização em 60 caixas de visita da rede que serve essa zona, intervenção levada a cabo pela empresa municipal Águas de S. João”, responsável pela gestão e exploração dos sistemas públicos de captação e distribuição de água e de drenagem e tratamento de águas residuais no Município de S. João da Madeira. Entretanto, face às novas situações referidas, referem ainda que “foi determinado levar a cabo, de imediato, uma nova desbaratização nessa mesma área”.
Há cerca de um ano, vários moradores subscreveram um abaixo-assinado, que foi entregue à autarquia, dando conta desta situação, solicitando a intervenção do município para parar com a presença desta espécie de insetos muito resistentes.
A autarquia assume agora o problema e dá conta que a origem do mesmo se deve ao facto de muitas habitações da rua em causa “terem ainda fossas antigas, apesar de os moradores terem sido já notificados pelas Águas de S. João para as selarem, como estão legalmente obrigados”. No sentido de reforçar esta informação junto dos moradores em causa, a empresa municipal “vai realizar já na próxima semana uma ação de contacto pessoal, de sensibilização para a selagem das fossas, sem prejuízo da adoção de outros instrumentos no futuro”, refere o município.
Recorde-se que, em Junho passado, a empresa municipal Águas de S. João assumia numa missiva aos moradores ter efetuado uma «inspeção possível» a algumas das redes privativas de drenagem das águas residuais e pluviais, tendo constatado a existência de fossas rotas, inexistência de ramais de ligação à rede pública de drenagem das águas pluviais e a existência de fossa com ligação à rede pública que, em alguns edifícios, não foi possível confirmar. Assim, sugeriam aos moradores para efetuarem vistoria «exaustiva às redes privativas de drenagem das águas residuais e pluviais, para verificar em que condições se encontram, e se estão de acordo com o Regulamento do Serviço de Sistemas Municipais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais do Município». A empresa municipal lembrava também que «a desativação da fossa é obrigatória».

“A culpa não é das fossas”

Perante tudo isto, a opinião de alguns moradores era de indignação, uma vez que reforçam que o projeto destas casas, com mais de 35 anos, foi dado pela Câmara. “Tudo foi aprovado e fiscalizado pelo município, nunca nos permitiram qualquer tipo de alteração”.
Apesar do município ter assumido a desbaratização de várias caixas de visita da rede de saneamento, alguns moradores, contactados esta semana pela nossa reportagem, referem que isso só “aconteceu nos últimos dias e a redução das baratas fez-se logo sentir”, o que prova que “a culpa não é das fossas, mas da falta de desbaratização, que durante anos nunca foi feita”, e a prova disso é que “as baratas só começaram a surgir nos últimos anos”, assumem.
Segundo apurámos, os moradores entregaram, na passada terça-feira, dia 10, uma missiva à empresa municipal Águas de S. João. Assumem concordar que as fossas possam ser também um dos focos de propagação de tais infestantes, no entanto, “não concordamos que, sendo esta rua uma das zonas baixas da cidade, com uma conduta de uma ribeira, que é também um local fértil para tais pestes e não só, que quem de direito não faça, periodicamente, tratamento de tais pragas nessa zona”, enfatizam os moradores.

Comentários
Anónimo | 13-07-2018 14:38 Limpam e deparatizam num lado elas e eles fogem para outro
Na sequência desta limpeza, esses bichos mais própriamente os ratos e ratazanas vieram para a Rua de cima, mais concretamente na Rua Fundo de Vila e estão nos jardins, na rua por todo o lado e bem visivéis!!! Lojas já têm que fechar as portas com receio que elas entrem e provoquem danos!!! A Câmara já foi avisada no passado dia 09/07 e até hoje (13/07) nem sequer vieram ver o que se passava, os moradores e lojas estão fartos de ligar para a Câmara e ninguém faz nada!!!!

Comentar

Anónimo