Hat Weekend mexe com a cidade, de 20 a 22 de Julho
Festival dedicado ao chapéu “valoriza o nosso património cultural e identitário”
12-07-2018 | por Joana Gomes Costa
De 20 a 22 de Julho, os chapéus vão tomar conta da cidade. Da arte urbana à música tradicional, o Festival Hat Weekend “valoriza e promove o nosso próprio património cultural e identitário”, homenageando as raízes industriais do concelho, que se interligam com a história da chapelaria em Portugal. Com mais de 45 actividades para os mais variados públicos, todas de participação gratuita, o festival conta ainda com uma forte vertente gastronómica. ‘O Regional’ falou com Suzana Menezes, chefe da divisão de Cultura da autarquia sanjoanense, que desvenda mais pormenores sobre o Hat Weekend, o festival que promete reafirmar S. João da Madeira como a ‘capital dos chapéus’.
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‘O Regional’ - S. João da Madeira é conhecida como a capital do calçado, mas antes dos sapatos, a indústria que se afirmou no concelho foi a chapelaria… o Festival Hat Weekend tem o potencial de transformar S. João da Madeira também na capital dos chapéus?
Suzana Menezes – S. João da Madeira tem naturalmente o estatuto de ‘capital dos chapéus’ no sentido em que somos, verdadeiramente, a única cidade portuguesa que produz chapéus para todo o mundo.
Mas para além das empresas do sector, S. João da Madeira tem parte da sua identidade e da sua história ligada à chapelaria. De alguma forma, somos todos herdeiros de uma tradição e de um saber fazer que se tornou único e, por isso mesmo, especial e diferenciador.
E esta é também a razão pela qual temos, desde 2005, o Museu da Chapelaria, um lugar de reflexão e questionamento, que preserva e salvaguarda múltiplas memórias colectivas associadas à chapelaria e que torna visível uma importante parte do nosso património material e imaterial.
Por isso, organizarmos um festival dedicado ao chapéu, que valoriza e promove o nosso próprio património cultural e identitário e que promove os nossos recursos endógenos, estimulando práticas culturais qualificadas e qualificantes, pareceu-nos um passo acertado no âmbito da nossa política cultural.
 
Da vasta programação – que vai da arte urbana à música tradicional – o que destacaria?
O festival foi pensado para dar resposta a diferentes tipologias de consumo cultural e a diferentes públicos, afirmando-se como um lugar de criação, construção e expressão identitária. Por esta razão, e partindo daquelas que são as nossas especificidades identitárias ligadas ao universo dos chapéus, quisemos também trazer para dentro da nossa cidade outras expressões culturais, transformando o Hat Weekend num espaço de convergência entre diferentes abordagens culturais, mas também diferentes expressões, desde as mais populares e historicamente enraizadas, profundamente ligadas às crenças e tradições dos territórios, até às mais urbanas e contemporâneas.
Neste sentido, do programa destacamos, desde logo, a abertura do Circuito de Arte Urbana, no dia 20, às 18h00, no Museu da Chapelaria, que apresenta a primeira intervenção artística da autoria de Mariana, a Miserável.
No mesmo dia, a partir das 18h30, faremos a abertura da Feira do Chapéu e do Feltro e do encontro de doçaria regional (Praça Luís Ribeiro), a inauguração da instalação «Coincidências e Identidades», da artista Célia Ribeiro, organizada pelo Trilho – Santa Casa da Misericórdia, e do «Labirinto Sensorial», promovido pela associação Ecos Urbanos.
Às 22h30 começa o espetáculo «Tangran e o Chapeleiro - Episódio: Em Busca do Chapeleiro», na praça da Casa da Criatividade, um espetáculo multidisciplinar produzido especificamente para o Hat Weekend pela Companhia Art’lier.
As manhãs de sábado e domingo (21 e 22 de Julho, Praça Luís Ribeiro) serão preenchidas com vários espectáculos e performances dirigidos aos mais pequeninos e às suas famílias.
De salientar ainda o encontro de Bandas Dixie (ao longo de todo o fim-de-semana), que vão encher as ruas da nossa cidade de muita música, o Desfile de Confrarias com Chapéu conduzidas pela nossa fantástica Banda de Música (sábado a partir das 15h00) e o Desfile de Bandas de Música com Chapéu, que terminará com sete pequenos concertos, em simultâneo, em várias ruas da cidade.
No sábado à noite, nota especial para uma maratona de espetáculos que começa às 21h30 com o «Gira Mundo», da Companhia Quadrilha, seguindo-se, às 22h15, o «Baile dos Candeeiros», da companhia Radar 360º e finalizando, às 23h00, com «Moon Light» da companhia MãoZorra.

Todas as actividades são de entrada gratuita?
Sim. Todos os espetáculos acontecem na rua e têm entrada gratuita.

O festival tem também uma importante vertente gastronómica…
No âmbito do Festival temos duas acções diferentes. Vamos apresentar, na Praça Luís Ribeiro, um encontro de doçaria regional, que reúne alguns dos municípios que participam no nosso festival, nomeadamente, S. João da Madeira (com o projecto Gastroformas), Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e Aveiro e onde se pretende apresentar doces típicos destas cidades que fazem parte da tradição e cultura do território em causa.
Paralelamente, em 20 restaurantes da nossa cidade, estará a decorrer, entre sexta-feira e domingo, um festival gastronómico dedicado ao coelho e à lebre, com ementas especialmente preparadas para este evento.
Temos por certo que o Hat Weekend será por esta razão, também, um festim para o palato que sanjoanenses e visitantes não vão querer perder.

É objectivo da Câmara transformar o Festival Hat Weekend numa tradição sanjoanense? Será um evento anual?
Neste momento estamos já a trabalhar na edição de 2019 e pensamos que estarão criadas as condições para darmos continuidade à organização deste Festival.

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