Questões da nossa Cidade DCCLXXX
05-07-2018 | por Adé
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I – A crónica que acabou em tribunal
No passado dia 8 do mês de Junho, veio publicado no jornal Labor, a notícia de que eu tinha sido constituído arguido, num processo em que sou acusado pelo queixoso, o advogado João Carlos Silva, de o ter caluniado e injuriado num artigo de opinião no “Questões da nossa cidade”, publicado no dia 4 de Janeiro último no jornal “O Regional”.
No referido artigo da minha autoria, eu fazia referência a um concurso público entre empresas para a recolha do lixo na cidade. Dizendo que era de toda a conveniência que tal concurso fosse feito de forma transparente à vista da população, de forma a evitar especulações habituais, uma vez que eram conhecidas as ligações havidas no passado, e no presente, entre o suposto dono de uma das empresas concorrentes que, no passado, tinha sido patrão do advogado João Carlos Silva, sendo este, sócio ou ex-sócio do actual presidente da nossa Câmara Municipal, Dr. Jorge Sequeira, numa empresa de escritório de advogacia.
Uma semana depois, a Câmara Municipal faz publicar um comunicado, onde dizia que eu estava totalmente enganado, porque o referido concurso tinha sido realizado ainda no período do anterior executivo chefiado pelo ex-presidente, Ricardo Oliveira Figueiredo e já publicado no Diário da República, o que, como confessei, desconhecia. Sendo assim, os motivos que me levaram a sugerir a “maior” transparência pelos motivos então evocados, deixaram de existir, uma vez que o concurso não iria ser feito pelo actual executivo chefiado pelo Dr. Jorge Sequeira.
O advogado João Carlos Silva, que se sentiu ofendido pelo facto de ter sido mencionado no artigo referido, em vez de me procurar, pedindo o meu contacto ao jornal onde presto colaboração, preferiu fazer as ameaças que fez telefonicamente a quem o atendeu no jornal, quando poderia e deveria tê-las feitas a mim pessoalmente, olhos nos olhos! Não agiu como figura pública e pessoa politicamente experiente, que foi Secretário de Estado, Presidente da RTP, gestor de empresa pública, membro político local na Concelhia do PS, etc., etc., e apresentou queixa, com o argumento de ter sido injuriado e caluniado por mim. É óbvio que não foi essa a minha intenção. Apenas fiz uso do meu direito de opinião, utilizando a liberdade de expressão consagrada na Constituição Portuguesa!
Da publicação da notícia a que me refiro, lamento apenas que a jornalista do jornal Labor, que assinou o texto que noticiou a minha condição de arguido no referido processo, não tenha igualmente divulgado que uma das duas testemunhas que o advogado João Carlos Silva indicou ao Tribunal é precisamente o Director do jornal Labor, Pedro Silva. O mesmo terá supostamente dito que o texto escrito por mim e que motivou a queixa do advogado João Carlos Silva nunca teria sido publicado no jornal que ele dirige. E aqui estará implícito uma censura às pessoas que dirigem o jornal “O Regional”, incluindo o seu director que, não há muito tempo, honrou com a sua presença o jantar de comemoração de mais um aniversário do jornal Labor.
Normalmente, os dirigentes e os directores dos jornais são solidários, uns com os outros dos diferentes jornais, mesmo que concorrentes no mercado, quando toca a defender a liberdade de expressão de um deles, quer sejam jornalistas com carteira ou meros colaboradores temporários! Nestas situações, todos se perfilam na defesa da liberdade de expressão e de opinião! É claro que, de vez em quando, infelizmente, surge sempre alguém a disvirtuar esse princípio!  
Ora essa afirmação da não publicação do texto, a confirmar-se, reforça a diferença existente entre aquilo que o director do Labor pensa sobre o direito à opinião e à liberdade de expressão, e aquilo que pensam sobre o mesmo assunto os dirigentes responsáveis pelo jornal “O Regional”! Sim, porque eu não estou a ver que um desses dirigentes do jornal “O Regional”,  o Administrador,  o Director, o Editor ou Chefe de Redação fossem capazes de repreender e até ameaçar em dar dois estalos a alguém que, no jornal ou através do facebook, se permitisse a discordar da opinião de um deles! Já o mesmo não poderei dizer do Director do Labor, Pedro Silva, que ameaçou dar dois estalos ao jovem Gonçalo Fernandes, por este ter utilizado o seu direito de opinião e liberdade de expressão, discordando das críticas feitas pelo referido director ao jornal “O Regional”, por causa da publicação de uma sondagem sobre as eleições autárquicas últimas!  Quem, como eu, se recorda da forma como o actual director do jornal Labor, Pedro Silva, dizia defender a liberdade em plena fase complicada do PREC, estranha vê-lo agora a ameaçar quem se atreve a usar essa mesma liberdade de criticar, opinar e expressar! É caso para dizer, “quem o viu e quem o vê”!

II – O passeio dos idosos são-joanenses
Como tinha sido publicitado, realizou-se, no passado dia 27 de Junho, o Passeio dos Idosos de 2018, que teve como destino o Santuário de Fátima e a Quinta de D. Nuno como o local escolhido para o habitual repasto dos participantes.
Ora, desta vez vou correr o risco de classificar, ciente da subjetividade da mesma,  este passeio como o mais bonito e bem organizado de sempre, a partir do ano de 2002! Na verdade, o sítio escolhido é lindíssimo! Quer no exterior, com lagos e cadeirões, quer no interior, onde o salão para o almoço estava impressionante,  preparada como se de uma boda se tratasse! Toalhas brancas trabalhadas, copos altos, louças a condizer, cadeiras de costas altas, enfim, um ambiente de bom gosto. E como se tudo isso fosse pouco, tive a sorte de ter ido e voltado numa ‘camionete’ de gente divertidíssima! Chorei de tanto riso!
Devo confessar que os locais escolhidos para os passeios destes últimos dois anos foram sempre de muito bom gosto! Mas este será sempre o mais bonito e bem organizado. Não somente pela eficiência e simpatia da meninas que supervisionavam os autocarros, como a escolha do local, do menu (ao que soube, escolha feita pela própria presidente), que superou as melhores expectativas.
É claro que aparecem sempre uma ou duas idosas “ovelhas ranhosas” que procuram estragar a festa com reivindicações a que não têm direito. Mas num universo com cerca de 900 pessoas transportadas por 17 e não 19 autocarros, como eu li algures, qualquer “ovelha”, por mais ranhosa que seja, merece o desprezo dos demais.
Os meus parabéns a todos os membros da Junta de Freguesia – incluindo funcionários – e em especial à presidente Helena Couto, que bem mereceu os elogios recebidos dos muitos idosos ainda no local do passeio.
O insólito foi eu ter sabido da presença do presidente da Câmara Municipal apenas no dia seguinte quando li o jornal. Cumprimentei o Dr. Paulo Cavaleiro, o Eng. Nuno Vieira (filho) e a Dr.ª Fátima Roldão, mas não vi o presidente. Normalmente dão a volta de honra pelas mesas todas. Mas como não estamos em fase de eleições, a volta de honra não se fez e muitos não viram o presidente. E essa hein?!

III – De sucesso em sucesso
A Associação de Festas da Cidade está, mais uma vez, de parabéns, por mais este sucesso das Festas da Cidade!
Nestes últimos anos, a Associação de Festas da Cidade tem conseguido cativar o interesse dos jovens, menos jovens e idosos, pelo critério seguido na escolha dos artistas que nos têm visitado, todos eles de elevadíssima qualidade.
Ainda me lembro que, há cerca de dez anos,  o presidente da Associação de Festas, Adelino Calhau, esteve prestes a desistir, quando deu uma entrevista jornalística a manifestar essa intenção. Agora pergunto. Valeu ou não valeu a pena ter continuado, apesar do trabalho que o cargo dá? Não é tão bom servir a cidade e a sua comunidade, quer na Associação de Festas, como na Banda de Música, mesmo que de forma gratuita, e sentir no olhar dos são-joanenses o quanto lhe estão gratos?
Parabéns ao Adelino Calhau e aos respectivos colaboradores!
      
   
  

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