Rácio entre população móvel e número de residentes
S. João da Madeira supera Lisboa na entrada de pessoas na cidade
05-07-2018 | por Joana Gomes Costa
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S. João da Madeira é o segundo município do país com maior número de entradas, registando um rácio diário de 116 pessoas que se deslocam para o município por cada 100 habitantes. Este número é só ultrapassado pelo Porto, que regista 126 entradas por cada 100 habitantes e fica à frente de Lisboa que tem 110 entradas por centena de habitantes. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) e resultam dos resultados provisórios do Inquérito à Mobilidade nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa realizado em 2017.
De acordo com as estimativas mais recentes, a população residente na Área Metropolitana do Porto (AMP) é de 1,60 milhões de pessoas e na Área Metropolitana de Lisboa (AML) residem 2,57 milhões de pessoas, sendo que conjunto estas duas áreas concentram cerca de 43,9 por cento da população residente em Portugal.
Segundo este estudo, a população móvel, isto é, o conjunto de pessoas que realizaram «pelo menos uma viagem com início no dia de referência do inquérito», situou-se em 78,9 por cento do total da população residente na AMP e 80,4 por cento na AML. Nos dias úteis, este indicador ascendeu a 82,9 por cento na AMP e a 85,1 por cento na AML.
Este estudo apresenta o rácio entre as entradas em cada município e a respectiva população residente, concluindo assim que apenas nos concelhos do Porto, S. João da Madeira e Lisboa o número de deslocações de entrada supera o número de residentes. Porto regista 126 entradas por 100 habitantes, sendo que em S. João da Madeira o rácio é de 116 entradas por cada 100 habitantes e Lisboa regista 110 entradas por 100 habitantes.
No caso da AMP, depois do Porto e S. João da Madeira registam-se os municípios de Espinho, Maia, Matosinhos, Valongo, Vila de Conde e Gondomar com um número superior a 50 entradas por 100 habitantes. Com valores mais reduzidos, inferiores a 35 entradas por 100 habitantes, assinalam-se os municípios de Paredes, Santo Tirso e Oliveira de Azeméis. Na AML apenas em Lisboa as entradas superam a população residente.
Este estudo do INE traça também a caracterização dos meios de transporte, concluindo que o transporte individual motorizado é o mais usado, com maior incidência na AMP (69 por cento) do que na AML (59,8 por cento). O automóvel destaca-se como o principal meio de transporte nas deslocações.
Os transportes públicos e/ou coletivos como principal meio de transporte representaram 11,1 por cento na AMP e 15,8 por cento na AML.
Na análise à utilização do transporte público ou colectivo, no âmbito da AMP, regista-se que os municípios da região de Entre Douro e Vouga são aqueles com taxas de utilização menor: Oliveira de Azeméis (2,0 por cento), S. João da Madeira (2,1 por cento), Vale de Cambra (4,8 por cento), Santa Maria da Feira (5,3 por cento) e Arouca (5,2 por cento).
Este inquérito abrangeu perto de 100 mil residentes nas duas áreas metropolitanas e foi efectuado no 4.º trimestre de 2017.
 

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