Empreitadas de requalificação das Estradas Nacionais 227 e 223 consignadas
Obras entre Vale de Cambra, S. João da Madeira e Feira já estão em marcha
05-07-2018
O ministro Pedro Marques esteve em S. João da Madeira e Santa Maria da Feira para dar início ao arranque das obras de reabilitação da Estrada Nacional 227, que liga S. João da Madeira a Vale de Cambra, e ainda a requalificação da 223, que, em Santa Maria da Feira, liga Arrifana à A1. As duas obras representam um investimento superior a 5 milhões de euros, e têm um prazo de execução de aproximadamente um ano. Tanto o presidente da Câmara da Feira como o da de S. João da Madeira insistiram também na necessidade de se requalificar a Linha Férrea do Vouga.

5 milhões de euros para as duas obras
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O Governo consignou na passada sexta-feira, dia 29, as obras de reabilitação da Estrada Nacional 227, que liga S. João da Madeira a Vale de Cambra, e ainda a requalificação da EN223, entre o nó de Arrifana (IC2) e o nó da à A1, esta última “há muito desejada” pelos sanjoanenses, para melhorar o acesso ao Porto ou para quem se desloca diariamente para S. João da Madeira.
“Sabemos o quão importante ela vai ser quando estiver concluída, para a mobilidade de pessoas e bens, destes três concelhos mas também sabemos as dores de cabeça que vão ter ao longo do próximo ano, nesta obra impactante, enquanto as estradas estiverem em obras”, declarou o
Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, em S. João da Madeira, durante os autos de consignação destas obras.
Jorge Vultos Sequeira, Presidente da Câmara de S. João da Madeira, durante a sessão de apresentação da primeira obra (EN227), que decorreu no Salão Nobre do Município, disse acreditar que a realização destas duas obras, resolverá “um problema antiquíssimo que condiciona severamente a mobilidade dos cidadãos, que condiciona severamente a economia nesta região”, e que as mesmas vêm ao encontro das aspirações da região.
Por sua vez, António Laranjo, da Infraestruturas de Portugal, explicou que, relativamente à reabilitação da EN 227, entre S. João da Madeira e Vale de Cambra, abrange um percurso de 9,7 quilómetros e a mesma custará 1,68 milhões de euros. Trata-se de uma obra com um prazo de execução de 360 dias, e a mesma implicará medidas que passam pela reestruturação de pavimentos, a substituição de sinalização, a instalação de equipamentos de segurança e um reforço na iluminação pública e da envolvente paisagística.   
Relativamente à obra da EN223, no concelho feirense, a mesma estende-se por um troço de seis quilómetros entre o nó da Autoestrada do Norte e a freguesia de Arrifana. Em 400 dias previstos, esta empreitada custará 3,5 milhões de euros, o que permitirá alargar as atuais faixas de rodagem e a construção de três novas rotundas, combatendo, assim, as longas filas de trânsito e o “para e arranca” em determinados horários do dia. Este longo calvário, reivindicado muitas vezes pelos municípios da região, é seguramente a obra ansiada pelos sanjoanenses, que passarão a ter uma via de ligação de Arrifana a Santa Maria da Feira mais fluida, com o desaparecimento dos semáforos no cruzamento de Sanfins.
Contas feitas, as duas obras rodoviárias, no seu conjunto, representam um investimento superior a 5 milhões de euros, tendo um prazo de execução de aproximadamente um ano. A da EN 223 será um pouco mais, pois a mesma implica a construção das rotundas.

“Esta obra chega atrasada”

Já em Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, Presidente do Município, lembrou ao Ministro que a “esta obra chega atrasada muitos anos, porque o concurso público foi lançado em 2015 e a obra deveria ter-se iniciado em 2016. A política de cativações do governo levou ao adiamento, mas, apesar destes dois anos excessivos de atraso, fico contente por a obra se realizar”. Mas os recados não ficaram por aqui, por parte do autarca feirense. “Esta região é a mais exportadora de Portugal”. “A Feira é o nono Município mais exportador, mas basta juntar apenas três Municípios – Santa Maria da Feira, S. João da Madeira e Oliveira de Azeméis – para estarmos perante a região mais exportadora de Portugal e que não tem tido nenhum investimento do Estado”, garantiu o autarca.
Pedro Marques lembrou que estas obras não têm financiamento comunitário. “Foi um tema muito debatido, bastante gasto, mas tratou-se de uma opção política, de dar prioridade a esta tipologia de investimentos quer do Governo anterior, quer da União Europeia”. “Portugal passou demasiado tempo a dizer mal do investimento rodoviário, isso foi ouvido em Bruxelas”, e, assim, “hoje não temos esse apoio para o investimento rodoviário”.
O governante entende tratar-se de uma obra “complexa e vamos fazer das tripas coração”, para que a mesma fique concluída no tempo previsto.


Importância da Linha do Vouga para a região

Jorge Vultos Sequeira aproveitou a presença do Ministro para o alertar e sensibilizar da forte necessidade de reabilitar a Linha do Vale do Vouga, uma ideia partilhada também pelo autarca feirense. Os dois autarcas lembraram ao governante a “luta de vários anos” pela reabilitação desta linha.
O chefe máximo do executivo sanjoanense considera tratar-se de uma linha “decisiva para garantir o acesso dos nossos cidadãos, principalmente à cidade do Porto, e as ligações ferroviárias de outra escala e essa linha hoje é ineficiente, tem um tempo de duração de viagem absolutamente insustentável”, e, por isso, pediu para que o membro do governo olhasse da mesma forma para este assunto (linha do Vouga), como o fez para as questões das obras que agora têm inicio.
Por sua vez, Emídio Sousa (que é quem preside a essa estrutura intermunicipal) disse tratar-se de um “um investimento caro, mas temos plena consciência do contributo da nossa região para a criação de riqueza do país, sabemos perfeitamente que outras zonas beneficiam do nosso trabalho e estamos fartos de pagar impostos para serem investidos noutras regiões”, enfatizou.
Pedro Marques, em jeito de resposta, garantiu que “estamos a começar a debater os investimentos estruturantes para a próxima década”. Lembrou que esta intervenção na Linha do Vouga implicará um custo “muito significativo”, assegurando que o estudo e os argumentos dos concelhos reunidos na Associação de Municípios das Terras de Santa Maria serão tidos em conta.

 

Base de Maceda pode receber voos civis diz autarca feirenseEmídio Sousa quer voos low-cost na base de Maceda
Emídio Sousa aproveitou ainda a presença do Ministro do Planeamento e Infraestruturas, para lembrar que “face ao enorme crescimento do tráfego aéreo, às notícias permanentes de esgotamento do aeroporto de Lisboa e as más condições de funcionamento do aeroporto de Lisboa”, o autarca feirense disse não compreender os motivos que levaram a “TAP” a alterar algumas das suas rotas de “Porto-Lisboa e tenha cancelado muitos dos voos que partiam diretamente do Porto para vários destinos, congestionando, assim, ainda mais o aeroporto de Lisboa”. O autarca entende que é “tempo de esses voos voltarem ao Porto, e mesmo o congestionamento do aeroporto do Porto”, sugerindo que, “aqui ao lado, a base aérea de Maceda, está preparadíssima para receber aviões. É uma base militar, mas que pode perfeitamente receber voos low-cost de aviação civil”. Emídio Sousa lembrou mesmo: “Aliás, isto acontece em muitos aeroportos da Europa, onde os serviços de aviação militar e os aeroportos com serviço militar e civil são comuns”. O autarca garante que a base aérea de Maceda “tem todas as condições para receber rotas civis”.
 

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