Rua Teixeira de Pascoais, em S. João da Madeira
Moradores dizem-se “cansados” das infestações de baratas e ratos
05-07-2018 | por António Gomes Costa
Os habitantes da rua Teixeira de Pascoais já não sabem o que mais podem fazer para eliminar de vez com a infestação de baratas que invadem as habitações e a rua. A juntar a tudo isto, está a proliferação de ratos e ratazanas na zona. Os moradores já apresentaram um abaixo-assinado à autarquia há mais de um ano, mas de nada serviu.
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Os moradores da rua Teixeira de Pascoais, em S. João da Madeira, estão “cansados” de viver com a presença constante de baratas, ratos e ratazanas. Mas, segundo apurámos, o problema maior será mesmo a infestação de baratas que, sempre que o dia começa a cair, saem às dezenas das sarjetas. “As baratas invadem a rua, casas e durante a noite andam pela rua. É um cenário nojento”, deu-nos conta Elsa Costa que, apesar de não viver na rua, “venho todos os dias a casa do meu pai que aqui vive há 35 anos”.
Por mais que tentem isolar as casas, o certo é que os moradores não se livram desta praga. “Tenho conhecimento de uma moradora que teve que comprar um produto para colocar na sarjeta do lava-loiça, pois as mesmas saiam por lá e invadiam-lhe a casa”, enfatiza Elsa.
O problema não é novo. Há cerca de um ano, vários moradores subscreveram um abaixo-assinado que foi entregue à autarquia. “De nada serviu”, garantem.
A rua é conhecida pelas suas vivendas em série e pela EB2/3. Mas, recentemente, aparenta estar também a ser conhecida pela quantidade de baratas e de ratazanas que andam a circular pela zona. 
Enquanto a autarquia não resolve a situação, os moradores utilizam químicos para tentar eliminar a infestação de baratas na rua. Dos moradores ouvidos pelo ‘O Regional’, assumiram que “não nos lembramos de ver por aqui os serviços camarários a colocarem qualquer tipo de desinfetante para parar com esta praga”, que se agrava quando “temos uma escola em frente”, reagem. Mas o problema parece não ficar por aqui. “Se até aqui tínhamos só baratas, neste momento, estamos a ser invadidos por ratazanas que saem de uma sarjeta junto da EB2/3”, assume Rui Pereira, morador da rua. Este sanjoanense não escondeu a revolta e indignação com o comportamento do município com os moradores e com uma rua que “está completamente esquecida pelos senhores da Câmara”.
Numa missiva enviada à autarquia, os moradores deram conta da presença destes infestantes nas redes de saneamento. Em Junho passado, empresa municipal Águas de S. João assumiu ter efetuado uma «inspeção possível» a algumas das redes privativas de drenagem das águas residuais e pluviais, tendo constatado a existência de fossas rotas, inexistência de ramais de ligação à rede pública de drenagem das águas pluviais e a existência de fossa com ligação à rede pública que, em alguns edifícios, não foi possível confirmar, pode ler-se. Assim, solicitam aos moradores para efetuarem vistoria «exaustiva à redes privativas de drenagem das águas residuais e pluviais, para verificar em que condições se encontram e se estão de acordo com o Regulamento do Serviço Sistemas Municipais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais do Município». A empresa municipal lembra também que «a desativação da fossa é obrigatória».
Perante tudo isto, os moradores não escondem a revolta. “O projeto destas casas foi dado pela Câmara. Tudo foi aprovado e fiscalizado pelo município, nunca nos permitiram qualquer tipo de alteração e agora dizem que a culpa de tudo isto é nossa?! Isto é revoltante”, assume Rui Pereira, que vive ali há mais de 38 anos.

“Nunca existiram pragas de baratas nesta rua”

Fausto Reis foi um dos primeiros rostos a mostrar a sua indignação junto do município. Não aceitando as razões apresentadas pela empresa municipal, este morador não esconde a revolta quanto aos argumentos apresentados pela Águas de S. João, que “coloca praticamente as culpas para os moradores”, assumindo que durante mais de 30 anos “nunca existiram pragas de baratas nesta rua. Isto vem acontecendo há três anos para cá e demos sempre conhecimento à câmara do que aqui estava a acontecer”.
Os moradores concordam e aprovam que as fossas possam ser também um dos focos de propagação de tais infestantes, no entanto, “não concordamos que, sendo esta rua uma das zonas baixas da cidade com uma conduta de uma ribeira, que é também um local fértil para tais pestes e não só, que quem de direito não faça periodicamente tratamento de tais pragas nessa zona”.

Ratazanas vêm da Ribeira da Buciqueira

Numa das “poucas” respostas dadas a uma reclamação de um morador, o município terá dito que “inspecionaram e até fotografaram” as caixas da rua e não encontraram baratas. Fausto Reis lamenta esse argumento, pois as “mesmas, como todos sabem, só saem de noite”. Este residente deu-nos conta que todas estas moradias tiveram origem num projeto levado a cabo pelo município, com “certas exigências e com alguns condicionalismos”. Recorda que o terreno era propriedade da Câmara, que foi “comprado pelos concorrentes selecionados”, que se encontravam dentro das regras do concurso. A planta das casas, em “banda, uma das exigências da Câmara, foi fornecida por esta a todos os concorrentes, ficando sujeitos a certas regras de construção e fiscalização”.
Fausto Reis lembra também que na altura da construção destas habitações os moradores solicitaram ao município a subida das respetivas casas, mais um metro e meio, pelo menos, não só para ter melhor acesso às garagens, como evitar inundações e melhor cota para a a ligação ao saneamento. “Não tenho dúvidas que, se a autarquia na altura tivesse tido em conta as nossas solicitações, muitos dos problemas que hoje existem poderiam estar resolvidos”. E remata: “se alguém não cumpriu o regulamento do Serviço Sistemas Municipais de Distribuição de águas e de Drenagem de águas Residuais do Município e a lei não foram os moradores, mas sim a Câmara de S. João da Madeira da altura”.
Um outro morador diz saber a origem do aparecimento dos ratos e que os mesmos estão espalhados pela cidade e que a autarquia tem conhecimento disso. “Vem tudo da Ribeira da Buciqueira que atravessa o terreno por detrás dos prédios situados na Avenida Arantes de Oliveira”, no troço entre a linha do caminho-de-ferro e a rotunda de acesso ao estacionamento das piscinas, passando também ao lado da Oliva Creative Factory, refere. A nossa reportagem tentou ouvir responsáveis pelo município de S. João da Madeira relativamente a este assunto mas até ao fecho da nossa edição as respostas às nossas perguntas não chegaram.

Comentários
Anónimo | 10-07-2018 10:32 Desinfestador
Qualquer desinfestador sabe que o saneamento público é o principal veiculo de disseminação de pragas pois não existem barreiras para as travar.
A culpa será sempre da empresa que gere o saneamento.
Mesmo que o foco(início) da infestação comece numa fossa séptica, quem gere o saneamento é responsável pelo saneamento e sarjetas nas ruas.
Sendo da sua responsabilidade apenas o saneamento no exterior das habitações.
No interior será responsabilidade dos moradores.
Devendo os tratamentos ser agendados para ser realizados ao mesmo tempo para serem eficazes.
Anónimo | 05-07-2018 17:09 ratazanas
quem è os culpados os serviços de hegiene dos serviços nao levam os problema sem responsebilidade portanto no mundo que vive aparem se doenças à dinheiro para grandezas e nao para o bem estar do ser humano à que empragar trabalhadores na camara em vez de entregar as emprezas que fica cara vai para o maior nao è de adimirarem 2018 ratazanas baratas nao aparence durante o dia com medo de passarem a caçarola no mundo em que vivemos os que fomos votar nao portejem a pupolaçao

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