Reversejar
05-07-2018 | por F.S.L.
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Aniversário nonagenário c/Vinícius de Moraes


Há quem faça da tristeza, a sua felicidade,
E compõe doces poemas de beleza inigualável;
Eu faço da poesia a alegria de uma idade,
Que, escoando se vai, por um destino improvável.

Conto o tempo que me sobra, com rimas em catadupa,
Num despique que alimenta por razões de sobrevivência;
Aceitando o desafio, no lugar onde se ocupa
A minha razão de ser, enquanto há consciência.

Gostava de ser Vinícius, no seu mundo de paixões,
Poder dar ao coração outro vigor de andamento,
Morrer em cantos de amor, exaltado em emoções
De elixir de longa vida ou de outro qualquer tormento.

Fazer do aniversário, que tanta vida nos tira,
E faz pesar mais a alma, que enfraquece de saudade,
O momento de repouso, e não tormento que atira,
Para o mar de abismos tais, onde se cai sem piedade.

De Vinícius de Moraes nada tenho, e tenho pena,
Tenho a pena que me leva a escrever aqui, com pena;
Com pena de o não ter ao lado, talvez nesta última cena;
E dele me vou lembrar e sempre com muita pena.

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Anónimo