15.ª edição
Cidade no Jardim: “menos dias mas com mais gente”
21-06-2018
O Jardim Municipal de S. João da Madeira foi mais uma vez o ponto de encontro dos Sanjoanenses e de muitos visitantes, durante a 15.ª edição d’A Cidade no Jardim. Ao todo, 90 stands de exposição e atividades e mais de duas dezenas de tasquinhas demostraram, durante quatro dias, o grande dinamismo das associações, escolas e outras instituições da cidade. O tempo ajudou e, apesar de menos um dia do que edições anteriores, esta terá sido uma das edições com maior procura dos últimos anos.
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A Cidade do Jardim foi mais uma vez a demostração viva da união e da solidariedade dos sanjoanenses. Durante quatro dias, menos um do que em edições anteriores (quinta a domingo), foram milhares as pessoas que passaram pelo Jardim Municipal, junto ao edifício da Câmara, para se envolverem nesta mostra de coletividades e instituições do concelho de S. João da Madeira.
O regresso do sol e do bom tempo marcou também esta 15.ª edição do evento, que contou este ano, pela primeira vez, com a classificação de EcoEvento atribuída pela ERSUC – Resíduos Sólidos Urbanos do Litoral Centro.
Trata-se de um reconhecimento da dedicação e atenção prestada às questões ambientais na preparação e no decorrer do evento, constituindo ainda uma responsabilidade acrescida e um incentivo adicional para que, com a colaboração de todos, seja possível melhorar ainda mais.
Ao todo, foram 90 stands de exposição e atividades e mais de duas dezenas de tasquinhas montadas no recinto. A nossa reportagem andou pelo recinto e rapidamente se apercebeu que os pratos e petiscos servidos eram comuns ao resto do país. As mesas estavam cheias e várias pessoas tiveram que esperar por um lugar sentado para comer.
A Associação de Pais da EB1/JI de Casaldelo não tinha mãos a medir aos pedidos dos clientes. Entre pataniscas, rojões, moelas, as tradicionais papas de serrabulho ou o caldo verde, as iguarias destacavam-se nas mesas por quem escolhia esta associação para confraternizar. “As pessoas estão a aderir bastante. Apesar de ser menos um dia, temos mais gente na edição deste ano”, anunciou a docente Alexandra Guimarães, que garantiu que a “crise não se fazia sentir” naquele espaço.

“Aqui sou feliz!” Equipa da Associação de Pais da EB1/JI de Casaldelo

Os “clientes” desta Associação têm como principal “ponto de partida” ajudar as crianças desta escola, que escolheram como mote da edição deste ano, «aqui sou feliz!». E essa felicidade era visível nos colaboradores, composta “essencialmente por pais de alunos” cujos filhos vão ser finalistas no próximo ano. A verba angariada durante o certame será para “contribuir para a realização da viagem de finalistas das crianças”, para que possam mais tarde “recordar a sua escola primária com saudade”, assumiu a docente.
Uns metros mais à frente, encontrámos a equipa do Dínamo Sanjoanese de Futsal. Paulo Moreira, presidente da associação, garantiu-nos, no último dia do evento, ter perdido a conta às caixas de sardinhas que já vendeu. Também aqui a “crise” não se sentiu. “Temos tido muito mais pessoas do que em anos anteriores. Arrisco-me a dizer que foi dos anos em que mais vendemos”.
Desde as tradicionais sardinhas, chouriço assado, moelas ou um grelhado misto, eram algumas das iguarias que esta associação com cerca de 61 anos de história de “muito amor à camisola” tinha para oferecer a quem procurava o espaço, na sua maioria “pais e familiares dos nossos atletas”.
“Temos que aproveitar estes dias para nos ajudar a sobreviver”. E aguenta-se? “Tem que se aguentar”, diz o presidente com um ar de graça.
Ao contrário de edições anteriores, este ano “as tasquinhas não vão estar abertas até às festas de S. João”. No entanto, assumiram alguns responsáveis pelas associações que, apesar de considerarem “muito cansativo”, era uma “boa ajuda para as nossas associações, pois trazia sempre muita gente cá ao fim do dia”, atiram.
Boa disposição e vontade de confraternizam foram o ponto forte desta edição.
Rosa Pinho veio de Cucujães. “Eu adoro isto. Como aqui sempre as primeiras sardinhas do ano e é uma forma de ajudarmos as coletividades de S. João da Madeira”. Apesar de não ser sanjoanense, tem uma forte ligação a esta cidade. “A minha vida é feita praticamente toda cá. Venho ao mercado, centro comercial e às tasquinhas”, conta a sorrir.
Na mesa ao lado, encontrámos a família Pinho. Com várias iguarias em cima da mesa, cerveja e sangria esperavam pela atuação de uma familiar no palco. “Isto é uma maravilha. Convivemos em família e com amigos e contribuímos para o sucesso das nossas associações”, enfatizou Manuel Pinho.
Trata-se de uma iniciativa que permite todos os anos às associações e instituições da cidade mostrar e reafirmar a sua importância, num espaço propício ao aparecimento de ideias de cooperação mútua. De destacar também na edição deste ano o diversificado programa de animação, que incluiu artesanato, jogos tradicionais, insufláveis, parede de escalada, exposições de produtos biológicos, acções de sensibilização ambiental e muitos concertos.

“Esta é uma forma de mostrarmos quem somos”
Associação de Paraquedistas das Terras de Santa Maria presente desde a primeira edição
A Associação de Paraquedistas das Terras de Santa Maria existe há 15 anos. “Estamos aqui representados desde a primeira edição”, recorda Abel Antero, presidente da associação, à nossa reportagem. “As pessoas têm muita curiosidade no nosso stand e a pergunta mais frequente é onde podem saltar de paraquedas”. Na entrada, um manequim equipado com todo o equipamento necessário para o salto chamava a atenção de quem por ali passa. “Esta iniciativa é uma forma de mostrarmos quem somos, o que fazemos”. Mais do que isso: “a população fica a conhecer as associações da cidade, pois algumas delas são ainda desconhecidas”, proclamou este responsável.
Segundo Jorge Vultos Sequeira, Presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, em declarações à nossa reportagem, reforçou que a  Cidade no Jardim é, acima de tudo, “um evento da própria comunidade” lembrando que pela primeira vez os stands da Câmara e da Junta de Freguesia passaram a estar inseridos na mesma zona das demais entidades participantes, “refletindo a proximidade da autarquia às instituições e associações sanjoanenses e a valorização dos laços que unem a nossa comunidade, assim como a promoção da coesão social no concelho”.
O Autarca assume que é “dentro desse espírito”, que se realizou pela primeira vez, a caminhada solidária «Cidade para Mim», uma iniciativa “solidária, inclusiva e cooperativa, trabalhada em rede por diversos cidadãos e entidades sanjoanenses”.
Apesar de tudo, Vultos Sequeira garante que há sempre aspetos a melhorar de ano para ano. “O evento decorreu de forma excelente, com muita gente, de todas as idades”. A Cidade no Jardim chegou ao fim por este ano, mas o chefe máximo do executivo deixa já o convite para as Festas da Cidade que começam hoje, quinta-feira, dia 21, cumprindo a tradição do São João. “O programa abre da melhor maneira com as Marchas Populares, que registam a irresistível participação de mais de 2 mil crianças das nossas escolas”, rematou.
Entre os dois programas há apenas um interregno de três dias, tempo suficiente para fortalecer energias para dar continuidade ao ritmo. As Tasquinhas dão agora lugar a um tradicional Arraial Popular, com animação musical no Jardim Municipal. Miguel Araújo é o cabeça de cartaz e a festividade encerra com o tradicional espectáculo de pirotecnia após o concerto.

Caminhada «Cidade para Mim»

Foram muitas as pessoas que participaram na manhã de domingo na caminhada «Cidade para Mim», no último dia da Cidade no Jardim. Com partida do Jardim Municipal, os participantes percorreram cerca de dois quilómetros entre o Jardim Municipal e todo o Parque Urbano do Rio Ul. Tratou-se de uma iniciativa que vai no seguimento da aposta que o município vem aplicando desde o início deste ano no programa semanal de exercício físico específico para funcionários da autarquia. Esta caminhada teve como objetivo alertar e reforçar a comunidade para a importância da prática do exercício físico.

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