Penas da minha pena
Reversejar
14-06-2018 | por F.S.L.
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O IV aniversário das nossas Fugas Poéticas


De novo o estro erguido, e a tão alto que é elevado!
Nas asas da fantasia do palácio da ventura,
Ao recrearmos de novo estas fugas do passado,
Nascidas do nosso empenho, no ânimo da aventura…

Deslizam as fugas poéticas na correnteza suave
De águas tão cristalinas, como os olhos de criança;
Serenas, brandas tão leves, - o voo de qualquer ave –
Que vai pairando por céus em jornada de esperança.

Somos saga peregrina de um mel que de favos vem,
De obreiros de uma arte, que decorre entregue à sorte,
Pois ressurge passo a passo, nos horizontes de quem
Faz dela forma e beleza, nutrícios que se opõem à morte.

Fugas? Serão retiradas, abandonos ou fugidas,
A estados variáveis quer do corpo quer da mente;
Mas estas fugas são nossas, na evasão atraídas,
Sublimação instintiva que bem no fundo se sente.

Que esta nossa devoção, terna, densa, consagremos….
Seja memória de sonhos a que uma madrinha ou fada
Abençoe e nos exalte; e em jornada tornemos,
Sem finais sem horizontes, mas permanente alvorada…

Vibre-se mais uma vez nestes voos que nos dão…
E desde que nasce o sol até que nos surja a lua,
Com céus de trevas escuras, com estrelas que lá estarão,
Façamos deles farol onde a esperança continua…

A poesia casa bem com a amizade e o amor,
Conjuga a tolerância nos verbos da saudade,
Faz deles bolo de noiva, imenso no seu esplendor,
De uma ágape assaz fraterna, de um manjar de liberdade.

São estas as nossas fugas, e delas não fugiremos,
Fazem constante a mudança, melhoram a vida vivida,
São refrigério, conforto, uma paz que tornaremos,
Nos bons e nos maus momentos, o elixir da longa vida.

 

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