Praganas
14-06-2018 | por Manuel Córrego
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Prémio Literário ,João da Silva Correia


Segundo um estudo realizado pelos excelentes serviços da Biblioteca Municipal de S. João da Madeira, são cerca de oitenta os autores publicados na nossa cidade. O prémio Literário com o nome-referência da literatura sanjoanense foi constituído no consulado do presidente Castro Almeida, contemplando a Prosa e a Poesia em anos alternados.
Do que tenho notícia, no entanto, o único certame realizado até hoje, foi dedicado à poesia e aconteceu em 2015, ano em que foi distinguida a obra de Sara Costa “O Movimento Impróprio do Mundo”. O sempre saudoso Josias Gil, que presidiu ao júri, deu à colectânea o mérito de obra-prima. Não se enganou, pois desde aí Sara Costa rompeu com uma carreira vertiginosa que a levou ao doutoramento em Mandarim, tanto na tradução para a língua pátria como o Português como língua estrangeira.
Por isso e pelo que mais avém, a retoma deste certamente pelo actual elenco camarário não só coloca as coisas no são, como mostram que as promessas promocionais não são o pão da masseira deste executivo, são mesmo iniciativas sérias, ponderadas e para cumprir (saravá, presidente Jorge Sequeira).
Deste modo os poetas sanjoanenses estão convidados a participar no certame, apresentando os seus textos e dando por via disso o seu aval a uma iniciativa a todos os avatares oportuna e meritória. Bem precisada está a cidade de S. João da Madeira (bem precisado está o país) de uma sapatada que afaste de vez o chouto baço da cultura como parente pobre – para não dizer pobríssimo.
O regulamento consta do sítio da Câmara e pode ser procurado na Biblioteca Municipal. Mãos à obra – e inspiração avonde.




PREITO E SAUDADE PARA MANUEL TAVARES
Homem de fé, de família e de causas, colaborador
dO Regional ao longo de quarenta anos.   

Romeiro me quisera de jornada,
Cajado, cabacinha e escudela.
De dia o trilho santo, o pó da estrada,
À noite o ninho feito numa estrela.

Romeiro por destino e devoção,
O saco das esmolas partilhado.
Os dias feitos de alma-e-coração,
O grilo a madrugar no meu telhado.

Aonde vou não sei. Nem as razões
Por que as Fúrias, o eito, os sete-anões
Me levam ao país do desencanto.

A mim me basta o voo da hirundela,
Os longes no caixilho da janela:
Tão pouco a vida é – e sabe a tanto!

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