Questões da nossa Cidade DCCLXXVII
07-06-2018 | por Adé
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I – Lembram-se das petições?
Julgo ser de toda a conveniência que permaneçam ainda bem vivas nas nossas memórias as vitórias conseguidas através das duas petições levadas a cabo pelo Dr. Ricardo Silva e pela Maria Clara Carvalho. Porque desta forma teremos sempre presente que em determinada altura a união fez a força. A mesma força que funcionou na defesa dos interesses de S. João da Madeira e dos são-joanenses; e que esteve sempre acima dos interesses políticos/partidários!
Ficou demonstrado através das referidas petições que as gerações de são-joanenses nascidas após o 25 de Abril começam a deixar de ser conformadas e conformistas! Quero muito acreditar que os novos são-joanenses já conseguem lutar e exigir pelo que têm direito e não apenas comentar passivamente a perda desses direitos.
A primeira Petição, se bem se lembram, foi para evitar que o nosso hospital saísse da esfera da gestão pública e do Serviço Nacional de Saúde para a esfera de uma gestão privada cuidada pela Santa Casa da Misericórdia local, o que foi inteiramente conseguido.
Agora que a finalidade da Petição feita na altura deu o resultado esperado, estou  esperançado que as obras de melhorias físicas do hospital se façam, seguidas por melhorias técnicas necessárias para a qualificada prestação desta unidade hospitalar.
A segunda, se igualmente se recordarão, foi contra o mau cheiro que, vindo da chaminé da empresa sempre identificada como a fábrica do “Casqueira”, empestava, quase diariamente, o ar que se respirava na cidade! Numa interferência destrutiva do meio ambiente que, reconhecidamente, prejudicava a qualidade de vida dos são-joanenses. Tudo isto se passava com a passividade dos vários executivos da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, que nada fizeram para impedi-lo, tal como acontecera já anteriormente e no período de laboração da antiga Oliva.
Sabe-se que, por consequência desta “Petição contra o cheiro do Casqueira”, têm sido feitas, supostamente por iniciativa do Ministério do Ambiente, fiscalizações periódicas à dita empresa transformadora, na verificação de que os procedimentos adequados estão a ser seguidos de forma a minimizar as agressões ambientais, sem prejuízo da laboração normal da unidade fabril da freguesia de Arrifana e concelho da Feira.
Ainda bem, para todos os que aqui vivemos, que os esforços do Dr. Ricardo Silva e da Maria Clara Carvalho, na elaboração das respectivas Petições, não foram em vão; bem pelo contrário, foram de inteiro sucesso em benefício dos são-joanenses!

II – “Academia” (?) dos campeões
Informando-me do que se vai discutindo nas reuniões da Câmara, é por demais notório a impaciência dos vereadores do PSD/CDS, quando repetidamente procuram saber o porquê da demora da iniciação e conclusão da obra do campo de futebol a que pomposamente chamam de “Academia”, a ser construido junto ao Pavilhão Municipal das Travessas.
Ora, parece-me que entre os projectos aprovados e deixados por iniciar pelo  anterior executivo municipal do PSD/CDS, este, a que se dá o nome de “Academia”, é o mais estranho de todos eles. Seria verdadeiramente escandaloso e de péssima avaliação, se o actual executivo camarário não se prontificasse a suprir as gritantes falhas do referido projecto, acrescentando os equipamentos necessários para possibilitar a aprovação oficializada de todas as associações distritais das modalidades a serem praticadas no referido recinto, como a construção de balneários para atletas e árbitros e WC’s para o público/adepto em geral. Não basta mandar construir uma pista num qualquer descampado e depois chamar-lhe aeroporto! É preciso dar-lhe dimensão e colocar equipamentos necessários em conformidade com o nome escolhido.
Por tudo isto, torna-se estranho a pressa do PSD em que este executivo comece e termine este projecto que, como se nota, se afasta de todo da qualidade de construção de outros projectos e obras executadas por anteriores executivos do PSD. Até porque sempre pensei que a excelência nas obras era um hábito no PSD! Enganei-me.
 
III – Limpeza de terreno e recipiente para o lixo
Eu sei, e provavelmente toda gente o sabe, que a Câmara Municipal não é responsável pela limpeza de terrenos de privados. Contudo, o município tem o dever de pressionar os donos dos terrenos por limpar em determinados sítios da cidade, principalmente quando os mesmos prejudicam, por falta de limpeza adequada, a imagem de uma cidade que se quer limpa e um exemplo a seguir.
Toda gente que passa num terreno do gaveto da rua João de Deus e rua Visconde, onde há muitos anos esteve a Esquadra da PSP, repara e fala dele pelos piores motivos: pela sua sujidade e pelo mau aspecto que presta à cidade. E se o dono privado do terreno não o limpa, deve o município fazê-lo e apresentar, posteriormente, a factura desse serviço ao dono do respectivo terreno. O que não deve ser permitido é o continuado relaxamento de algumas pessoas perante aquilo a que está obrigado: limpar os seus terrenos, principalmente quando os mesmos estão em lugares centrais da cidade.
Já agora: quem entra, indo a pé, no túnel pelo lado da rua 5 de Outubro em direcção à Av.ª do Brasil, repara que junto a essa entrada há um pequeno jardim municipal com plantas verdes, que se encontra agora cheio de garrafas vazias e papéis de comida atiradas para ali, apenas porque não há nas proximidades um recipiente devidamente colocado para serventia das pessoas que se queiram desfazer dos papéis e das garrafas de plástico vazias. Aliás, não é somente ali: a cidade anda carente desse utensílio em muitos lugares de passagem, como forma de se evitar o constante atirar de garrafas e papel para junto da linha férrea ou dos jardins da cidade!
Cabe ao município tomar as devidas medidas para evitar essa má prática que os são-joanenses precisam de rectificar.
 Ao que parece, os do município andam distraídos ou esquecidos de algumas das suas tarefas. Não fosse assim, já teriam mandado disfarçar, por perigosa,  a lomba no separador central na passadeira da avenida Dr. Renato Araújo, junto à Nova Rede. Estão à espera que alguém tropece e, por consequência, seja atropelado.  
 

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