As minhas penas!....
07-06-2018 | por Oliveira Bastos
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PSD local está doente

Os membros dos órgãos do PSD de S. João da Madeira - Mesa da Assembleia e Comissão Política - tomaram posse dos lugares para que foram eleitos, em eleições realizadas há relativamente pouco tempo.
A sala onde decorreu a cerimónia estava bem composta. Estiverem presentes não só eleitos e convidados, como também militantes que apoiaram as listas sufragadas (listas únicas), bem como representantes da Comissão Política Nacional e da Distrital.
Os discursos proferidos foram politicamente correctos.
Um observador mal informado diria que a supracitada cerimónia correu bem. Um outro, mas bem informado, afirmaria que tinha corrido mal. A razão, a meu ver, estava do lado desta segundo observador...
 Na verdade, constatava-se que, entre os presentes, não havia praticamente ninguém da oposição interna. E esta oposição, que quase ganhava as eleições há dois anos (agora não concorreu), representa cerca de metade do PSD local. Por outras palavras: aproximadamente metade do partido está de costas voltadas para a actual Comissão Política...
Claro que, se a oposição interna as tivesse vencido há dois anos, era do seu programa recandidatar o anterior Presidente da Câmara do PSD, pelo que, assim, quase ficava garantida nova vitória em eleições autárquicas, em virtude de ele ter triunfado, com maioria absoluta, nas eleições  intercalares para a Câmara Municipal, realizadas sensivelmente a meio do seu primeiro e único mandato.
Mas como as perdeu, a solução foi outra...
Assim, os membros mais influentes da Comissão Política vencedora de então, aqueles que na realidade mandavam, após terem cometido erros graves, apresentaram, nas eleições autárquicas de 2017, uma lista para a Câmara de duvidoso valor eleitoral. De tal maneira que, logo que foi publicamente conhecida, se sentiu, através da reacção da opinião pública sanjoanense, que não era uma lista ganhadora.
E veio a confirmar-se isso mesmo. O PSD local acabou por ser vítima de uma pesada derrota eleitoral nas últimas eleições autárquicas, mercê de maus resultados, que, inclusivamente, estilhaçaram o partido, já de si bastante dividido.
Mas o que é estranho, ou talvez não..., é que quem manda na Comissão Política que agora tomou posse são os mesmos que conduziram o partido para tamanho desaire eleitoral. Por isso, militantes do PSD local lamentam o facto de terem «mais do mesmo». E têm razão. Por exemplo: ainda há dias, o PSD, juntamente com o CDS, fez uma visita aos parques infantis e parque Ferreira de Castro, bem como à Academia de Campeões. Contudo, nessa visita, a Comissão Política dos laranjas locais foi liderada pelo Presidente anterior, que, estrategicamente, a ela não pertence!...
Por outro lado, quanto aos erros graves anteriormente referidos, será útil apontar pelo menos alguns para, eventualmente, ajudar a possível reflexão que seja útil ao PSD e à cidade. São eles:
- Rejeição da recandidatura do Presidente da Câmara Municipal que, a meio do seu mandato, em eleições intercalares para este órgão do Município, as tinha vencido, com maioria absoluta;
- Perda do apoio eleitoral do referido Presidente que, em rotura com a Comissão Política, se afastou do PSD;
- Maltratamento dado a destacados autarcas que, por via disso, também se afastaram, perdendo-se igualmente o seu apoio;
- Elaboração autocrática das listas a submeter a sufrágio eleitoral.
Infelizmente, porém, os erros graves da Comissão Política cessante não ficaram por aqui. Assim, um outro foi ter marcado, nada democraticamente, as últimas eleições para os órgãos do PSD, referidas no início desta crónica, para o mesmo dia de Abril passado em que se iniciava o Congresso Nacional da JSD, com o propósito deliberado de impedir o líder da oposição interna, muito ocupado nesse Congresso, de, eventualmente,  fazer campanha eleitoral junto dos militantes e de apresentar listas alternativas...
E assim vai caminhando, penosamente, o PSD de S. João da Madeira por caminho que não o leva a lado nenhum...
É, pois, necessário apaziguar e unir o partido, renovar os órgãos dirigentes através de futuras eleições, com militantes competentes e sem mácula política, mudar de paradigma, e construir um novo projecto alternativo e credível que convença e mereça o apoio da maioria dos sanjoanenses.

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