Projecto «MAIS Tec» apresentado na Sanjotec
Transferência de tecnologia das instituições de investigação científica para as empresas
07-06-2018 | por Joana Gomes Costa
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Foi apresentado esta quarta-feira, 6 de Junho, o «MAIS Tec – Consórcio para a Transferência de Conhecimento Científico e Tecnológico», em S. João da Madeira. Este é um projecto desenvolvido pela Sanjotec, Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), TecMinho e Universidade de Aveiro/ESAN, sendo que o investimento previsto neste projecto foi considerado elegível para efeitos de candidatura a fundos comunitários, na ordem dos 737 mil euros, tendo sido obtida uma comparticipação de aproximadamente de 627 mil euros (85 por cento). A sessão de apresentação contou com a presença dos representantes das empresas Amorim CC, Grupo Simoldes, Oli – Sistemas Sanitários, S.A., Heliotêxtil, S.A., do reitor da Universidade de Aveiro e do presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira e presidente da Sanjotec, Jorge Sequeira, que abriu a sessão.
«MAIS Tec» é um projecto desenvolvido em consórcio pela Sanjotec, ISQ, TEC Minho e Universidade de Aveiro/ESAN e apresenta uma resposta pertinente na promoção da competitividade da região norte, nomeadamente do tecido empresarial, dado que o projecto encontra-se alinhado com a especialização presente na região Entre o Douro e o Vouga, através da aposta na transferência de conhecimentos científicos e tecnológicos da Estratégia de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente (I&I) para as empresas, fomentando assim aposta da promoção da qualificação da região por via da tecnologia.
Segundo Jorge Sequeira, presidente da edilidade e da Sanjotec, este “é um projeto de transferência de tecnologia das instituições de investigação científica para as empresas”, no qual todas as instituições do consórcio irão auxiliar “um conjunto de empresas e empreendedoras a aproximarem-se do meio científico e mediar a transferência de ideias científicas para as empresas, e para que essas ideias possam ser transformadas em bens e serviços transaccionáveis e comercializados no mercado”, salientou.
Neste contexto, o projecto afirma-se como um esforço para alavancar a competitividade e a criação de valor, tendo como base a transferência de conhecimentos científicos e tecnológicos. A aposta do projecto centra-se em áreas que se encontram em linha com a especialização da região, inerentes à competitividade destes sectores, tais como as tecnologias de produção, polímeros, compósitos e materiais avançados, os moldes, materiais, energia e habitat. “É um projeto extremamente importante para apoiar a criação e o desenvolvimento de novos projectos de base tecnológica e de valor acrescentado, financiado pelo Portugal 2020, que resultou da aprovação de uma candidatura”, frisou Jorge Sequeira.
Perante o que é proposto, os beneficiários copromotores, através do projecto «MAIS Tec», pretendem assim contribuir para o racional de especialização da região, com o aproveitamento das competências científicas nas áreas das tecnologias de produção, e dos materiais, para a promoção do upgrade dos sectores de especialização da região, tendo em vista o fornecimento de nichos de mercado, mais exigentes em especificações técnicas. Às portas de completar 10 anos de vida, a Sanjotec tem como objectivo, através de projectos como este, “incubar novas empresas e colocá-las no mercado ao serviço da economia e das pessoas”, salientou o presidente da Sanjotec, que deixou no ar que a ideia da construção de um novo edifício para que novas empresas surjam. Aliás, não está posta de parte, inclusive, adiantou que “há esse projecto, essa ideia, há o terreno e nós já tivemos conversas com o Governo para identificar soluções de financiamento para a expansão da Sanjotec”, visto que, segundo o edil, este quadro comunitário não tem essa resposta.
De uma forma integrada e ao longo de cerca de 24 meses, o projecto visa criar uma dinâmica na região de Entre Douro e Vouga, a Área Metropolitana do Porto e toda a região norte, garantindo a prossecução de diversos objectivos, tais como o estímulo à mudança cultural a favor da importância tecnológica e dos conhecimentos científicos, o incentivo ao aumento do investimento das empresas de I&I, a aproximação das empresas ao Sistema Nacional de Investigação e Inovação (SI&I), tornando-as mais competitivas. Destaque ainda para o fomentar a criação de projectos de transferência e utilização de conhecimento, promover a cooperação, incentivar a partilha de conhecimentos e boas prácticas, entre outras acções, que serão complementadas com actividades destinadas ao público em geral e uma acção extensiva de promoção da tecnologia, inovação e qualificação, com actividades destinadas as empresas e aos núcleos de transferência de tecnologia e de apoio, para que se afirme uma mudança cultural a favor da tecnologia e inovação.


 

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