Reversejar
07-06-2018 | por F.S.L.
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Épica do homem sem limites (Homo Sapiens)


Foi no palco da existência, de mil orquestras regente
O Homo Sapiens que andou, ensaiando os tais compassos,
Que marcaram os destinos onde foi crente e descrente,
Também trágico na comédia e cómico nos embaraços.

Foi Arlequim, Colombina, Shakespeare, Cartesiano,
Escreveu páginas de sangue, na história que fundou,
Foi Camões, Navegador, quantos vezes Pessoano,
Único, fragmentado, em tudo que ele tocou…

Foi ao fundo dos abismos, trouxe a paz, mas mais a guerra,
Abriu o espaço às gerações, trouxe-lhes sóis resplandecentes,
Explodiu astros em estilhas, dentro da amada Terra,
Abriu vulcões nas alturas, tal era a força das mentes.

Nos vaivéns da ambição, para descobrir a sua origem,
Levou germes, trouxe restos, bocados de planetas;
Montou quantos tabuleiros, xadrezes, louca vertigem,
Intermináveis viagens, alvos de infindáveis metas.

Ele foi e também veio, para ficar e levar;
Levou sémen para lançar nos desejos do além,
Trouxe as amostras do espaço, cá as veio semear;
Aguarda o final da saga desta aventura que tem.

Imorredoiras as páginas que escreve nesta missão,
De projetos infindáveis para os dar aos que hão de vir,
Quer saber se então os Deuses ao seu alcance estarão,
Para com eles traçar as normas do existir.

O maestro já não é só o discípulo inicial,
Que receoso ensaiava os seus primeiros compassos;
Tornou-se num arquitecto de dimensão colossal,
Regendo as mil orquestras no grande salão dos espaços.

Já não só músicos de pautas! Criador do impossível,
Pelas naves da catedral, que lhe dão o inefável,
Rege os mil executantes do agora e do invisível:
Universos meta versos do possível e do provável.

 

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