Susana Lamas tomou posse como líder da estrutura social-democrata concelhia
PSD promete “trabalhar para ser alternativa”
24-05-2018 | por Joana Gomes Costa
Susana Lamas já tomou posse como presidente da comissão política concelhia do PSD de S. João da Madeira. Na sessão, realizada no passado dia 19, no espaço exterior do Edifício 2 da Sanjotec, a nova líder local dos sociais-democratas destacou o “novo quadro político” em que se inicia também a nível interno um “novo ciclo”, garantindo uma postura de “partido dialogante”, “plural” e “aberto à sociedade” para provar que “o PSD representa uma alternativa credível e competente”. Defendendo que “não há impossíveis na política”, o vice-presidente do PSD, Castro Almeida, defendeu que a estrutura concelhia do partido deve “fazer bem o papel de oposição”, pensando “no bem dos sanjoanenses”.

Susana Lamas tomou posse como presidente da concelhia do PSD
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No discurso imediato após a tomada de posse dos órgãos concelhios do PSD de S. João da Madeira, Susana Lamas, que tomou posse como presidente da comissão política local, reconheceu o “momento político tão diferente e difícil” com forte “descredibilização da classe política”, dirigindo uma “palavra de apreço” a todos que cessavam funções naquele dia e de “agradecimento” a “toda a equipa” que a acompanha neste novo mandato na estrutura interna do país.
No “novo quadro político”, a eleição dos novos órgão concelhios do partido representam “igualmente o início de um novo ciclo”, sendo que Susana Lamas, que sucede a Paulo Cavaleiro na liderança local do partido, sublinhou aqui a escolha da Sanjotec como palco para a sua tomada de posse, considerando que estes edifícios “representam a inovação que pretendemos para o PSD de S. João da Madeira”.
Assumindo “novos desafios”, a nova líder concelhia exprimiu alguns objectivos que tem traçados para o seu mandato, que passam por “manter a proximidade”, “ouvir, trabalhar e colaborar” com o objectivo de “melhorar a qualidade de vida” dos sanjoanenses, pelo que pretende um “partido dialogante, plural e aberto à sociedade”.
Agora que está no papel de oposição depois de cerca de 16 anos à frente dos destinos do município, Susana Lamas considera ser “crucial mostrar que o PSD representa uma alternativa credível e competente”.
A nova líder da concelhia social-democrata quer um “partido vivo, capaz de atrair novos militantes e simpatizantes”, assumindo também como objectivo uma “maior e mais activa participação das mulheres”. Para sinalizar a dinâmica que pretende imprimir ao partido, durante esta cerimónia, foram distribuídos “cartões a 20 novos militantes dos cerca de 100 que entraram nos últimos dois anos”.
“O PSD valoriza o papel da sociedade civil, ao contrário de outras forças políticas que querem impor as suas verdades”, afiançou Susana Lamas, ao defender que “as melhores soluções devem ser estudadas e debatidas”, pelo que pretende “reforçar a interacção com a comunidade”, objectivo em que assenta a aposta no “Conselho Estratégico” que junta militantes e “personalidades independentes de mérito” que estão “empenhados na construção de uma alternativa rigorosa e séria”, ao mesmo tempo que o partido vai “apostar na formação autárquica” dos seus eleitos.
Assumindo também os desafios nacionais do partido, nas eleições europeias e legislativas do próximo ano, Susana Lamas acredita ser “possível vencer estes desafios”, considerando que “é o futuro de Portugal que está em causa”.
“O PSD não tem tarefa fácil na nossa concelhia também”, reconhece a líder social-democrata, na certeza porém do “legado excelente” que o partido deixou, voltando a dar o exemplo da Sanjotec.
“Não vamos ficar agarrados ao passado, nem cristalizados no presente”, disse Susana Lamas, garantindo que tem os olhos postos “no futuro” e que o PSD irá “trabalhar para ser alternativa” e “colocar S. João da Madeira num patamar superior”.
“Mesmo na oposição, não deixaremos de ser um partido responsável, colocando os interesses dos sanjoanenses e de S. João da Madeira acima de tudo”, afiançou a nova líder da concelhia do PSD.

“Temos de fazer bem o papel de oposição”

Castro Almeida, vice-presidente do PSD e ex-presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, destacou a “coragem e determinação” de Susana Lamas.
“Tenho a sorte de não ter nascido socialista”, afirmou Castro Almeida, explicando que não acreditar “na igualdade”, mas sim “na igualdade de oportunidades” defendida pelos sociais-democratas. Assim, o ex-autarca defende que “na idade escolar, os estudantes têm de ter as mesmas oportunidades”, no entanto, “a partir do momento que têm autonomia, cada um tem de pedalar a sua bicicleta”.
“Os comunistas e bloquistas detestam empresas, empresários e lucro. Os socialistas toleram a contragosto. No PSD achamos que as empresas estão no centro do processo de desenvolvimento económico e não diabolizamos o lucro”, disse Castro Almeida, considerando que “não é preciso ser-se rico para se defender a legitimidade do lucro”, uma vez que este é determinante para o investimento. “Precisamos de empresas que tenham lucro para que possam criar emprego e pagar melhores salários”, afiançou.
Castro Almeida disse-se “destreinado de estar na oposição”, mas lembrou que antes de chegar à presidência da Câmara Municipal de S. João da Madeira, viveu “muitos anos na oposição”. “Há 16 anos que não éramos oposição. Não é drama nenhum. É a vida”, constatou, sublinhando que “nada é eterno” e a certeza de que “não há impossíveis na política”.
O vice-presidente da liderança de Rui Rio defende que, em S. João da Madeira, o PSD tem “de fazer bem o papel de oposição”, atendendo a algumas “regras”: “não devemos fazer o que não queríamos que nos fizessem a nós” e participar “com elevação, a pensar no bem dos sanjoanenses”.
Castro Almeida partilhou também a sua perplexidade face ao argumento de que “não há nada para fazer” e, recorrendo também ao edifício onde decorria a sessão para lembrar que “ninguém reivindicava a Sanjotec” no tempo em que era presidente da Câmara e, no entanto, os dois edifícios “estão cá e dão jeito”, recordando que o projecto prevê a construção de vários outros edifícios no âmbito do centro empresarial e tecnológico, estando as infra-estruturas concluídas. “Como não há nada para fazer?”, questionou, defendendo “uma visão com arrojo” e “vontade de projectar a longo prazo”.

“Portugal está a piorar”

No plano nacional, Castro Almeida aponta baterias já à estratégia para levar o PSD à vitória nas próximas eleições, acreditando que tal passa por “desfazer alguns mitos criados na sociedade portuguesa”, nomeadamente de que este Governo tem um “ministro fantástico” referindo-se a Mário Centeno. Para o vice-presidente do PSD é também um mito que o PS esteja a pôr “as contas públicas em ordem” e tem conseguido “crescimento económico”, sublinhando que “a maior carga fiscal desde que há estatística é deste Governo” socialista apoiado pela esquerda. “Aliviaram uns trocos no bolso dos portugueses no IRS para depois os deixarem na bomba de gasolina”, disse, acreditando que os indicadores económicos e sociais vão demonstrar que “Portugal está a piorar”.
Elogiando o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por Rui Rio na liderança do PSD, Castro Almeida acredita que o seu partido vai disputar as próximas eleições “taco a taco” com o PS. É peremptório ao afirmar a sua convicção de que “António Costa não tem as eleições ganhas”.
Salvador Malheiro, também vice-presidente do PSD e líder da distrital de Aveiro do PSD, falou da necessidade de “trabalhar no dia-a-dia”, para “consolidar a implantação social-democrata no distrito”, defendendo que as eleições “têm de ser preparadas com tempo”, “pensamento político e estratégia”.
 

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