Questões da nossa Cidade DCCLXXIV
17-05-2018 | por Adé
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I – A credibilidade conquista-se com a verdade!
A credibilidade de um qualquer executivo municipal conquista-se, entre muitas outras coisas, pela qualidade e pela transparência dos seus actos e decisões, do cumprimento das suas promessas e da forma como comunica com a população. Mas há coisas que tardam em mudar e outras que não mudam nunca! Ora vejamos:
Por que motivo tarda este executivo, passado o primeiro semestre da tomada de posse, em dar público conhecimento do resultado da auditoria feita à gestão da empresa pública/privada, Águas de S. João, mandada fazer pelo anterior executivo e cujo resultado foi deixado na posse do actual presidente? Não percebe, o actual executivo, que o secretismo sobre o resultado da dita auditoria apenas motiva desconfiança?
Será que este executivo municipal não entende como um acto de transparência a divulgação pública do resultado da mencionada auditoria? Por que se esconde tal documento ao escrutínio da população? Não compreende o executivo e o seu presidente, que esta postura leva às mais variadas especulações, que prejudicam a imagem dos que tiveram recentemente responsabilidades na gestão política e administrativa do município? Ou será esta a intenção?
Se esta é a postura que este executivo irá ter no decorrer deste seu primeiro mandato, correrá o risco de não merecer, no futuro, a renovação da sua confiança!
A credibilidade também se mede pela acção do que se diz! Assim...
Os leitores recordam-se daquela espontânea afirmação feita pelo actual presidente do município, logo depois do atropelamemto de uma senhora numa das passadeiras da Avenida Dr. Renato Araújo, vai para alguns meses? Quando o mesmo afirmou do estudo que iria mandar fazer aos serviços respectivos do município a que preside, para, no prazo de 30 dias, repito, TRINTA dias, apresentarem as causas para tantos atropelamentos de peões apanhados em cima das passadeiras da cidade e, depois,  tomaria as medidas necessárias para minimizar ou mesmo erradicar esses atropelamentos?
Pois eu também me recordo. E esperava, como era expectável esperar, fazendo fé nas palavras do presidente do município, que tal estudo fosse feito dentro do prazo que ele próprio estabelecera (30 dias),  já com as passadeiras problemáticas devidamente identificadas, para que os técnicos respectivos, com conhecimentos na matéria, arranjassem uma solução credível que ajude a melhorar o comportamento dos automobilistas da cidade e a garantir uma maior segurança dos peões na travessia das passadeiras!
Mas, para surpresa minha e não só, já passaram três meses (?) desde que o presidente proferiu a promessa, logo depois do acontecido atropelamento na avenida Dr. Renato Araújo, junto às bombas de venda de combustível e do estudo... nada de nada!!! Provavelmente alguém andará pelos registos dos jornais a elaborar um qualquer estudo para servir como estatística, que nos informará que no mês tal ouve tantos atropelamentos e, no mês seguinte, tantos! Mas as medidas que todos ansiosamente esperamos e que sejam tomadas para garantia da nossa segurança enquanto peões na cidade, não aconteceram!
Para ser sincero e perante esta falta de credibilidade pela palavra dada, tenho até receio que o estudo não saia antes do próximo atropelamento!  
Como diria o outro: “Mudaram as pessoas mas ficaram os maus procedimentos”!

II – E se a moda pega?
O presidente do meu Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho, desvendou o seu segredo: para se ter sucesso, basta fingir que se é maluco!
Sinceramente, não sei se foi ele que aprendeu com o Trump, presidente dos Estados Unidos da América, ou se foi este que aprendeu com o Bruno de Carvalho! O certo é que os dois fingem tão bem que, se não fosse o facto de ambos terem sucesso, eu chegava a acreditar que eram ambos malucos verdadeiros.
Assim se chega à conclusão que o Sérgio Conceição não é maluco verdadeiro mas, sim, um maluco fingido. Já estou a ver o Sporting a procurar um novo treinador, cuja característica principal seja a de saber fingir, melhor que os treinadores dos rivais, que se é maluco! E, assim, seremos campeões pela via da maluquice!
O presidente Bruno finge bem, mas somente resulta com sucesso nas modalidades ditas “amadoras”: Futsal, Andebol e Hóquei. Assim, vai ter que se esforçar mais para sermos campeões no futebol sénior.

III – Morreu o “Pintas”
Morreu, terça-feira, o “Pintas”, o cão que o Alfredo Ferreira (da Tabacaria Glória) um dia salvou de uma morte antecipada, quando, há alguns anos atrás, encontrou-o mal tratado, ferido, desnutrido e abandonado. O Alfredo, que tem um coração doce, embora por vezes não pareça, decidiu tratar do cão, dando-lhe o carinho de uma família que tinha já outros cães em casa, na rua Júlio Dinis.
O cão foi “rebatizado” com o nome de “Pintas” pelo Alfredo, certamente pelo facto de ter algumas pintas em negro por cima do pelo de cor branca, que era a sua principal cor. Era um animal muito conhecido pelas pessoas que circulavam na Praça ou na periferia da mesma e que conheciam a sua história de vida.
Enquanto viveu, na companhia da família do Alfredo, foi sempre um cão com total liberdade. O portão da casa era aberto para a sua saída matinal e era ele quem decidia do tempo para regressar, dentro de uma rotina que foi compreendida pela família que o acolhera. Umas vezes ia sozinho, outras esperava pelo Alfredo junto à tabacaria e iam juntos para casa. Quando ele se atrasava, era ver o Alfredo preocupado à procura do seu “Pintas”, que logo aparecia e ouvia um raspanete do dono! Quando me cruzava com ambos, era sempre para ele o primeiro cumprimento: Olá, “Pintas”, já vais com o dono? Respondia-me com o rápido olhar e seguia o dono que lhe adiou a morte por muitos e longos anos e lhe deu, com liberdade, excelente qualidade de vida.
O “Pintas” teve sorte quando se cruzou com uma pessoa como o Alfredo Ferreira, numa altura complicada da sua existência. E isso permitiu que se salvasse e vivesse feliz até terça-feira, quando morreu, naturalmente, de velhice! Vamos deixar de ver, definitivamente, o “Pintas” na Praça!

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