Afinal, de “mito” passou a boas contas…
17-05-2018 | por Paulo Barreira
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No dia 30 do passado mês, realizou-se uma sessão ordinária da Assembleia Municipal de São João da Madeira, tendo como um dos pontos na ordem trabalhos a “apreciação e votação dos documentos de prestação de contas de 2017”.
O Relatório e Contas avalia e justifica o dia-a-dia de um município, nas suas diversas componentes e dimensões, desde a materialização dos objetivos traçados, até à justificação dos desvios verificados ou do incumprimento do que se idealizou no Plano de Atividades para o ano em relato. Motivos mais que suficientes para apreciar estes documentos de uma forma séria, dada à sua importância.
Sendo as contas relativas ao ano 2017, portanto, ano relativo ao exercício do anterior executivo liderado pela coligação PSD/CDS, aguardava-se com alguma expectativa, tanto o sentido de voto, como as considerações e postura que o Partido Socialista (PS) iria adotar agora no poder! Passo a explicar…
Tendo em conta que, alguns deputados municipais do PS são os mesmos que no passado e, no passado recente, consideravam que as contas do município não correspondiam à verdade, insinuando até que a Câmara Municipal estava em “pré-falência” e que ano após ano na apreciação deste documento utilizavam argumentos para justificar o sentido de voto, em particular pelo então líder da bancada municipal socialista e atual presidente da concelhia do PS, tais como:
Apreciação das contas 2014
“Incapacidades do município em cumprir taxas de execução que para nós são essenciais”
“Este documento não reflete a real situação financeira do município”
Apreciação das Contas 2015
“Muito honestamente, acho até que este orçamento denuncia a instabilidade financeira que o PS tem vindo a denunciar”
“Achamos que a situação financeira do município não é tão boa quanto se apregoa”
Apreciação das Contas 2016
“Há um aspeto que é fundamental para justificar a orientação de voto, que é a taxa de execução orçamental”
“O Orçamento encontra-se empolado, situação essa que não é de todo descabida e já há muito que vai sendo apontada pelo Partido socialista”.
  São frases que espelham bem a linha de pensamento do PS na apreciação deste documento. Escusado será dizer que o sentido de voto na altura do maior partido da oposição era a abstenção ou contra.
Após apreciação e votação das contas de 2017 (lembro que estas ainda são do anterior executivo PSD/CDS), o PS local entendeu, e bem (mais vale tarde, que nunca!), que as contas afinal estavam em condições de serem aprovadas e acompanhar o sentido de voto habitual de outras forças políticas com assento na Assembleia Municipal! E pela primeira vez, em muitos anos, estas passaram por unanimidade. Como o poder muda!
Com esta atitude, leva a crer que o PS local, no passado, analisava este documento, técnico e auditado por um revisor oficial de contas (ROC) externo, de forma pouco séria e responsável!
“A verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima”.
O mais caricato é que, não foi necessário a coligação PSD/CDS defender ou desmontar os argumentos utilizados demagogicamente pelo PS na oposição. De forma sensata, honra seja feita ao sr. presidente de Câmara, Jorge Vultos Sequeira, este afirmou em reunião de câmara e na assembleia municipal que as contas do município eram “favoráveis e positivas”. Sendo ele militante e atual presidente da federação distrital de Aveiro do PS, sozinho conseguiu desmistificar tudo o que foi dito pelos seus “camaradas” socialistas. Portanto, perante uma afirmação destas, a máscara caiu… confirmando que o PSD/CDS nunca faltou à verdade com os sanjoanenses.
Posto isto, era bom que os sanjoanenses soubessem em quem confiar, se no partido socialista do sr. Rodolfo Andrade ou no partido socialista do sr. presidente Jorge Sequeira! E digo isto porque, dadas as diferentes posições de ambos, começo a achar que existem dois partidos socialistas em São João da Madeira: o AS (antes do Sequeira) e o DS (depois do Sequeira)!
O PSD/CDS orgulha-se das boas contas e da solidez financeira do nosso município, agora confirmada por aqueles que diziam o contrário.
Francisco Sá Carneiro já o dizia:
“A política sem risco é uma chatice, mas sem ética é uma vergonha”.

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