Comemorações do 16 de Maio
Visita a obras no aniversário da Cidade
17-05-2018 | por Joana Gomes Costa
A 16 de Maio comemorou-se os 34 anos da Elevação de S. João da Madeira a Cidade. Para assinalar a efeméride, a Câmara Municipal organizou uma visita a obras em curso, fazendo um ponto de situação de cada empreitada, sendo que todas são financiadas em 85 por cento, através do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU). Da reabilitação de quatro edifícios no Bairro do Orreiro, o périplo seguiu para requalificação dos espaços exteriores da Rua de Arouca onde irá nascer um pequeno parque urbano. A visita prosseguiu com paragem na zona da Oliva, onde está a decorrer a reabilitação do edifício que irá permitir a ampliação da Oliva Creative Factory, terminando no Parque do Rio Ul, onde está em curso a obra de construção da Casa da Eira, Casa do Forno e recuperação da Casa do Moinho.
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Intervenção em quatro edifícios
Requalificação com foco na eficiência energética


No Bairro do Orreiro, está em curso a obra de reabilitação do exterior e zonas comuns interiores de quatro prédios que não tinham ainda beneficiado deste tipo de intervenção.
No âmbito desta empreitada, foram removidos os materiais que continham amianto, sendo que a obra prevê a melhoria das condições de salubridade e conforto, assim como a eficiência energética, com reforço da protecção térmica e do controle das infiltrações, reduzindo o risco de aparecimento de patologias associadas à humidade e condensações.
Como explicou Castro Ferreira, responsável pelo sector de obras municipais, entre os melhoramentos concretos que serão realizados conta-se a colocação de vidro duplo nas janelas, adaptação do sistema de drenagem de águas pluviais, aplicação de revestimento/isolamento exterior das fachadas, substituição de coberturas, pintura de paredes e tectos (caixa de escadas e Hall de entrada), restauro e reparação de portas de armários, bem como de pavimento e de rodapés. Refira-se ainda a aplicação de novos estendais, prevendo uma melhoria estética, funcional e visual.
O investimento em causa é de cerca de 800 mil euros, estando abrangidos nesta empreitada um total de 108 fogos de habitação.
Com um prazo estimado de um mês e meio de obra em cada bloco, está prevista a conclusão da empreitada em final do mês de Setembro.



Zona de Fundo de Vila/Orreiro
Pequeno parque urbano com pista de cross


Nos espaços exteriores dos blocos habitacionais entre as ruas de Arouca, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, na zona próxima da Escola de Fundo de Vila, vai nascer, segundo Castro Ferreira, um novo “pequeno parque urbano”, através da reabilitação de um espaço com cerca de 2 hectares, até agora sem uso específico.
Esta intervenção vai permitir a criação de um circuito de manutenção com cerca de 1 quilómetro, sendo ainda criadas três bolsas com equipamentos de fitness, complementadas com zonas de apoio e mobiliário urbano. Este espaço pensado para a prática de desporto ao ar livre será iluminado em todo o percurso, para que possa ser usado também em período nocturno.
Além dos arranjos do espaço envolvente, com arborização e construção de passeios, será também criada uma ligação pedonal entre as ruas de Vale de Cambra e de Oliveira de Azeméis, sendo criada uma nova bolsa de estacionamento com capacidade para 15 viaturas, dando resposta a outra lacuna daquela zona habitacional.
O vereador da coligação PSD/CDS Paulo Cavaleiro, recordou que esta intervenção, cujo processo arrancou no mandato anterior, foi pensado “numa lógica de complemento aos Serviços Socias do município” que já usavam o espaço para treinar, sublinhando que a pista de cross tem “as medidas necessárias” para a realização de provas de atletismo. O presidente da autarquia, Jorge Sequeira, realçou também que esta intervenção permite resolver “um problema de gestão paisagística”.
A obra, orçamentada em 200 mil euros, arrancou há cerca de um mês, devendo ficar concluída dentro de três meses.


Já com empresas interessadas
Ampliação da Oliva Creative Factory e uma “parede verde”


Na zona industrial da Oliva está em curso a obra de reabilitação do edifício de 1500 metros, que vai permitir a ampliação da Oliva Creative Factory, com a criação de cinco novos módulos para instalação de empresas, havendo já interesse por parte do mundo empresarial. Relembre-se que o edifício foi cedido gratuitamente ao município pela Sonae, que construiu nas imediações um novo supermercado.
A intervenção permitiu a retirada das estruturas de fibrocimento, incluindo a substituição da cobertura e melhoria das condições de isolamento térmico. Os cinco módulos serão totalmente independentes, sendo que a sua requalificação obedece ao princípio de “salvaguarda da identidade da Oliva” e do que está empresa representou para a cidade, como explicou Maria João Leite, arquitecta da Câmara Municipal responsável por este projecto.
Esta obra tem um orçamento de cerca de 350 mil euros, devendo estar concluída no início do mês de Junho.
Paralelamente, também na zona da Oliva, foi lançado concurso para a reabilitação do edifício cedido à Câmara a título gratuito pelo Grupo Tecmacal, adjacente ao edifício do Núcleo de Arte da Oliva.
Neste espaço, a Câmara projecta criar um espaço polivalente, com terraço no piso superior com bar de apoio e uma “parede verde” na empena do edifício do Núcleo de Arte. Este será um espaço de acesso público, que poderá ser arrendado para eventos, por exemplo.


Parque do Rio Ul
Casa da Eira, Moinho e Casa do Forno recriam ciclo do pão


No Parque do Rui Ul decorrem as obras de construção da Casa da Eira e Casa do Forno e recuperação da Casa do Moinho.
A requalificação destes edifícios que marcam o património deste espaço verde, vai permitir recriar o ciclo do pão, como lembrou Rui Faria, arquitecto da Câmara Municipal.
A Casa da Eira, o ponto de partida para o ciclo do pão, localiza-se no interior do Parque. O edifício está a ser recuperado, aproveitando apenas as paredes exteriores de pedra. No piso térreo funcionará um pequeno atelier de apoio a actividades lúdico-pedagógicas, enquanto no primeiro piso serão recuperados os espigueiros, ou seja, locais para armazenamento do milho. O espaço envolvente será também recuperado, nomeadamente, a eira, onde serão promovidas actividades, como a desfolhada.
Prosseguindo com o ciclo do pão, depois da ‘malhagem’ ainda na Casa da Eira, o milho segue para o Moinho de Água, localizado já no curso do Rio, para ser transformado em farinha. O edifício está também a ser alvo de obras de recuperação, para que este espaço esteja funcional.
É no espaço adjacente ao Moinho que está a surgir a Casa do Forno, onde termina o ciclo do pão, com o fabrico e cozedura em forno a lenha. O novo imóvel vai ter ligação ao moinho através de um corredor suspenso, sendo que a Casa do Forno será também construída num plano mais elevado, salvaguardando assim a situação de cheia, habitual neste troço do Rio.
Na Casa do Forno vão ser dinamizados ateliers onde os participantes serão convidados a, literalmente, meter as mãos na massa, ajudando a preparar o pão.
Estas obras de requalificação do edificado têm um orçamento 200 mil euros, estando prevista a sua conclusão no próximo mês de Outubro.

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