Reversejar
10-05-2018 | por F.S.L.
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Para escrever? Tudo me serve; passo a vida a escrever;
Pena, lápis, lapiseira, no papel de um jornal,
Nas costas de uma receita, num livro mesmo de ler;
Descrevo o que há no Mundo, na confusão infernal.

Persegue-se a poesia, como ela nos persegue,
Numa louca correria, perseguido/perseguidor,
Vítima / Caçador qual deles? Qual será o que consegue
Sair desta maratona, qual será o vencedor?

Escrevemos, sei, porcarias, às vezes só para escrever,
Mas é como vassourar, limpar primeiro o chão,
Levando a cada golpe, arrastando sem saber,
Pedaços de literatice, de poemas que o não são.

Varridas depois que foram estas folhas poluídas
Há a esperança que assume, então, foros de poesia;
As ideias e as emoções fluem claras mais límpidas,
Surge o poema no ecrã em voos de asa esguia.

Por vezes será difícil dar sentido aos nossos escritos,
A mente turva cerrada pela força do cismar
Não permite entrar no âmago tão denso de reais e mitos,
Como o vulcão na eminência de eclodir e estourar.

Por isso mesmo que escreva (o que faço afinal)
Às vezes ao correr da pena sem o contexto definir
Haverá sempre a mensagem nem que seja lateral,
Só para mim entendida, sem sabe-la transmitir.

 

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