Questões da nossa Cidade DCCLXXIII
10-05-2018 | por Adé
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I – Junta de Freguesia muda de morada
Foi anunciado há alguns dias que os serviços administrativos da nossa Junta de Freguesia iriam mudar de morada, mantendo o mesmo senhorio: a Câmara Municipal.
Desta vez - ao contrário do que aconteceu em 2013/2014, quando a presidente da Junta de Freguesia começou o seu mandato a espingardar publicamente contra o ex-presidente Oliveira Figueiredo, dizendo que queria mudar os serviços da Junta para o edifício da Torre da Oliva -  o assunto foi provavelmente tratado no recato de um gabinete, discutindo-se as necessidades da Junta de Freguesia ter umas instalações condignas para desenvolver o seu trabalho que é, na actualidade, muito diferente daquele que a Junta se limitava a fazer antes do 25 de Abril, cujas tarefas principais eram as passagens de atestados do agregado familiar e de residência. Hoje, felizmente, a Junta tem outras tarefas sociais e culturais de grande relevo na cidade.
Por outro lado, a população também se mostra mais compreensível por estar agora mais familiarizada com esta necessidade da Junta de Freguesia em ocupar um espaço mais funcional e cómodo para o executivo e para os fregueses. E, depois, o desvio não é grande entre o Fórum Municipal e os Paços da Cultura. Acho que a escolha foi boa e a população estará na sua maioria de acordo.  

II – Mal vai a democracia se...
Nestes anos de democracia no nosso país, sempre ouvi dizer que “mal vai a democracia se a vontade do povo não prevalecer sobre o interesse dos partidos”. E o caso de Milheirós de Poiares retrata isso mesmo: que a democracia vai mal, quando são os de outras freguesias de um concelho quem decidem sobre a vontade da maioria da população milheiroense em mudar de concelho. 
Eu até compreendo que o assunto é politicamente incómodo para o executivo da Câmara Municipal da Feira, em especial para o seu presidente, Emídio de Sousa. Mas não pode, o prestigiado presidente da Feira, criticar o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Dr. Pedro Nuno Santos, por este supostamente tentar chamar a atenção dos representantes políticos no Parlamento da Assembleia para a vontade já expressa pela maioria dos milheiroenses, que desejam ardentemente mudar a freguesia respectiva para o concelho de S. João da Madeira.
Estou convencido de que o presidente da C.M. da Feira não se tenha esquecido dos movimentos políticos realizados no interior do Parlamento para se conseguir que o Hospital de S. Sebastião fosse construido na Feira, em prejuízo de Oliveira de Azeméis e S. João da Madeira! Portanto, esses movimentos políticos no interior do Parlamento existiram sempre para se explicar o que verdadeiramente interessa questionar antes de se tomar determinadas decisões. E, que se saiba, isso não é crime nem anti-ético! Aliás, há quem, do PSD, tenha sido galardoado por instituição de solidariedade social por ter precisamente feito esse serviço de alertar consciências para determinado problema que a essa instituição dizia respeito!
Crime, que lesa a democracia, é deixar que os interesses dos partidos políticos se sobreponham ao interesse da esmagadora maioria da população de Milheirós de Poiares! E é isso que está a acontecer.

 III – O desafio da manutenção
Há apenas alguns dias, o presidente da nossa Câmara Municipal terá dito que um dos desafios deste executivo era o da manutenção. E certamente referia-se à desleixada, descuidada, quando não mesmo inexistente, manutenção das infra-estruturas construídas pelo município, que nestes últimos 30 anos se esqueceu de cuidar. E isso foi da irresponsabilidade dos CDS’s que estiveram, primeiro e, depois, dos PSD’s, que estiveram a seguir na gestão do nosso município.
Ora, se o actual presidente da Câmara Municipal diz ser a manutenção um desafio, espero que ele o leva a sério e comece o mais depressa possível a fazê-lo, pois, quanto mais tarde, mais se degradam as infra-estruturas e maior são os custos dessa manutenção.
E já agora, senhor presidente, lance um desafio à população da cidade para cuidar melhor dos nossos espaços verdes em especial e da cidade em geral. Nós não podemos continuar a permitir que as pessoas que andam a pôr os seus cães a dejectar nos jardins, parques e passeios da cidade não façam a remoção desses dejectos!!! O município tem que colocar avisos nesses espaços, da obrigatoriedade de se apanhar os dejectos dos cães. E bem como a obrigatoriedade de andarem com os cães presos em trela e com açaime, se for cão de raça perigosa ou potencialmente perigosa.
O município não está obrigado a fornecer os sacos para a apanha dos dejectos! As pessoas é que devem, quando saírem de casa com os seus caninos, trazerem um ou mais sacos, dependendo do número de cães que trouxer.
É triste que qualquer parque ou espaço verde da cidade seja apenas visto e utilizado como cagadeira de caninos! E então as pessoas?! É assim tão difícil o nobre gesto de mantermos a cidade mais limpa?! Se todos colaborarmos e criticarmos abertamente quem agir contrariamente ao interesse da cidade, talvez as coisas possam mudar. Mas para isso é preciso que o município faça a sua parte: a de colocar os avisos necessários bem à vista, evocando os artigos da Lei a que estamos obrigados a cumprir, relativamente à forma como os cães podem e devem sair para a rua e da obrigatoriedade de se apanhar os dejectos.

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