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Comemoração dos Trinta anos do jornal LABOR
10-05-2018 | por Manuel Córrego
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Com ilustrações de Fernando Pessoa
      
 Tratou-se de uma verdadeira festa Sanjoanense a sessão que em boa hora o dr. Pedro Silva, director do jornal, decidiu dedicar à cidade na celebração dos trinta anos de existência. Decerto pela dupla qualidade de amigos de muitos anos e colegas no duro mas apaixonante mundo da Imprensa Regional, Pedro Silva e sua esposa deram-nos a minha mulher a mim um lugar ao seu lado na mesa da presidência, o que deu lugar a um desfolhar de recordações de uma-um-cento, em que falámos dos nossos pais e do esforço que fizeram para que déssemos um passo além do que eles puderam dar, abrindo um futuro propenso à continuação do trajecto que vinha de trás.

A minha alma procura-me
Mas eu ando a monte.


O meu pai costumava dizer que, segundo a tradição, para se considerar realizado um homem (e por simpatia uma mulher) tinha que fazer três coisas: ter um filho, construir uma casa e escrever um livro. Afortunadamente foi isso que aconteceu, Pedro Silva foi daquelas pessoas abençoadas por uma vontade forte e esclarecida, dando conta do seu valor social, jornalístico e empresarial, tanto no país como no estrangeiro.

O tempo em que festejava o dia dos meus anos!
Raiva de não ter trazido o passado na algibeira.        
                      

O vasto salão do aprazível restaurante Harpa, desta cidade, foi o local escolhido para que dezenas e dezenas de pessoas, desde colaboradores a familiares, gente do ofício e amigos pessoais, se reunissem num convívio em que o tom era dado pelo rumor cálido e bom-companheiro de gente que celebrava a importância do Jornalismo Regional, testemunha e agente activo do progresso em S. João da Madeira. Foi visível a crescente boa-disposição de quem se reunia com a consciência de que S. João da Madeira não pára de crescer, fruto comum das suas forças vivas e do impulso que a Imprensa Regional lhe tem dado ao longo das décadas. Já aqui o disse algumas vezes, S. João da Madeira nasceu para ser grande, e nunca faltaram instituições e personalidades numa luta de mão dada através das gerações.
Havia aquele matemático que gostava de dizer “Dá-me uma alavanca e um ponto de apoio e mudarei o lugar do mundo”. Nesta terra abençoada a nós cabe-nos melhor “Dá-me a tua mão e juntos poremos a primeira pedra no futuro.”
 

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