António Cunha reeleito presidente até 2021
CERCI pede apoio “mais forte” ao município
10-05-2018 | por António Gomes Costa
Já como presidente reeleito da CERCI de S. João da Madeira, António Cunha pediu um apoio “mais forte” por parte do Município, entendendo mesmo ser necessário “inverter esta situação”, já que a “crise financeira” vivida exige um maior contributo da autarquia para uma casa que este ano assinala 39 anos.

Tomada de posse dos novos órgãos da Associação
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A nova direção da Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades (CERCI) de S. João da Madeira tomou posse, na última segunda-feira, dia 7, nas instalações da instituição.  
António Cunha foi reeleito presidente da instituição para o quadriénio 2018/2021, depois da vitória (lista única) nas eleições de 16 de Abril.
O docente começou por recordar a mesma frase de Mahatma Gandhi, utilizada no seu discurso já em 2014. ”Há dois tipos de pessoas: As que fazem e as que ficam com os louros”. E, nesse sentido, explicou aos convidados presentes no auditório da instituição, onde se destacava a presença de todo o executivo Municipal, Assembleia Municipal e elementos da Junta de Freguesia, sub-comissário da PSP, que, quando decidiu recandidatar-se, o fez de forma “consciente do trabalho que esta equipa tem que realizar”.  
O presidente da Instituição afirmou, na sua breve intervenção, que voltar a assumir os destinos da CERCI é para si um “duplo motivo de orgulho”, pois, assim, será possível “dar continuidade à nossa competência dos órgãos sociais antecedentes, tendo sido para nós motivo de orgulho”, reconheceu.
A instituição existe há 39 anos em S. João da Madeira (completos este ano a 11 de dezembro). É uma organização inteiramente dedicada à educação, reabilitação e formação de cidadãos com deficiência e/ou incapacidades.
O docente destacou na sua intervenção a “dedicação, o saber, os sacrifícios, a vontade de bem servir de todos e que devem ser realçados, pois estamos hoje perante o fruto do esforço de muitas mãos” e de anos de conquistas. Quanto aos novos órgãos sociais eleitos, enfatizou que os mesmos “vão procurar ser continuadores desta dignificante obra realizada”, que se encontra em “constante evolução e inovação”.
Quanto aos projetos, lembrou que os mesmos são “sobejamente conhecidos”, deixando, no entanto, a promessa de que, com esta nova equipa, a CERCI “continue a ser uma referência pelo bom trabalho que realiza, quer do ponto de vista social, quer financeiro”.
Nesta sua primeira intervenção depois de ser reeleito, disse esperar contar com um apoio “mais forte” por parte do município. “Temos que inverter esta situação, até porque a crise financeira que estamos a atravessar nos leva a ter de contar com o contributo importante e dignificante da autarquia e de todos aqueles que connosco queiram colaborar”, rematou.  
 
CERCI com “característica diferenciadora”

Jorge Vultos Sequeira, presidente da Câmara de S. João da Madeira, começou por destacar o papel da CERCI “dentro e fora da sua casa”, reconhecendo o papel “notável de inclusão social” ao envolver os seus utentes em iniciativas como a Poesia à Mesa ou mesmo o Festival de Teatro. “Esta capacidade de sair fora de portas e de trazer os seus utentes para locais normais da cidade é uma característica diferenciadora e muito importante” desta instituição sanjoanense. Destacou ainda a importância desta casa, não só para os seus utentes, mas que se estende aos seus familiares.
A nova assembleia-geral da instituição é constituída por Susana Lamas, presidente, Susana Gomes, vice-presidente, João Guilherme, secretário e Joaquim Troça, suplente. Quanto à direção, a mesma volta a ser conduzida por António Cunha, que tem a seu lado, como vice-presidente, Márcia Lopes, António Santos, secretário, Maria Martins, tesoureira, Hugo Silva, António Santos e Manuel dos Santos, vogais e Ana Teixeira, suplente. Quanto ao conselho fiscal, tem como presidente André Maia, o secretário é José Rocha, vogal, Paulo Silva e a suplente, Maria Santos.
Recorde-se que António Cunha assumiu recentemente, em conferência de imprensa, que nas suas prioridades para este mandato está a reabilitação do edifício e que a instituição vai apresentar uma candidatura a uma linha de apoio do programa operacional regional «Norte 2020» para, assim, garantir 85 por cento de investimento total, na ordem dos 550 mil euros. O sonho do lar residencial, esse fica para já em «banho-maria», anunciava.

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