Caso Milheirós de Poiares
Autarca feirense acusa Pedro Nuno Santos de “fomentar ódio” entre S. João e Feira
10-05-2018 | por António Gomes Costa
O Presidente da Câmara de Santa Maria da Feira acusa o sanjoanense Pedro Nuno Santos, Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, de estar a criar “o ódio” entre dois municípios vizinhos, no caso da transferência de Milheirós de Poiares para S. João da Madeira.

Pedro Nuno Santos
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O assunto da possível integração de Milheirós de Poiares em S. João da Madeira voltou a ser assunto do dia. O presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa (PSD), acusou, na passada sexta-feira, dia 4, o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, de estar a «fomentar o ódio» e «uma divisão que vai levar ao virar de costas e à falta de harmonia» entre os concelhos da Feira e de S. João da Madeira.
Segundo refere a edição online do Jornal de Notícias, o autarca feirense faz referência a «movimentações na Assembleia da República para legislar a desanexação» de Milheirós de Poiares, «num ataque» a Santa Maria da Feira, acrescentando que «quem tem estado por trás é o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares», lembrando que o mesmo é natural de S. João da Madeira.
Emídio Sousa preferia que «as energias» de Pedro Nuno Santos tivessem sido direcionados «para reivindicar a revitalização da Linha do Vouga», pois considera ser uma «absoluta necessidade», em vez de «retirar uma freguesia» ao concelho feirense. E questionou: «quer ficar lembrado como homem que promoveu a revitalização da Linha do Vouga ou ficar lembrado como aquele que fomentou o ódio entre os municípios», disse o autarca, segundo nota do JN.
Emídio Sousa reforçou a «absoluta necessidade» de uma ligação ferroviária à cidade do Porto, que se estenda até ao aeroporto - Francisco Sá Carneiro. Uma «revitalização» que passa, segundo explica, pela requalificação da Linha do Vouga, que está a assinalar 110 anos. «É o transporte que nos falta e tem que ter um olhar atento do governo», rematou.
A nossa reportagem tentou uma reação de Pedro Nuno Santos sobre o assunto, não tendo sido possível até ao fecho da nossa edição.

 

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