Vários gatos e dois cães na zona de Fundo de Vila
Ani São-João alerta para casos de animais mortos por envenenamento
10-05-2018 | por Joana Gomes Costa
Uma colónia de gatos foi «dizimada», na passada semana, na zona de Fundo de Vila. O alerta parte da Ani São-João (Associação dos Amigos dos Animais de São João da Madeira), que explica que «os animais foram aparecendo mortos paulatinamente e após autópsia foi possível concluir que a morte se deveu ao envenenamento com raticida». Posteriormente, «dois cães (com dono) apareceram mortos pelo mesmo motivo e naquela mesma zona».
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Esta situação já havia sido abordada na Assembleia Municipal de S. João da Madeira, pela munícipe Ana Couto, tutora da colónia em causa, na sessão de 30 de Abril.
Além dos gatos, cuja autópsia confirmou terem morrido por «envenenamento com raticida», a Ani São-João avança que, «posteriormente, dois cães (com dono) apareceram mortos pelo mesmo motivo e naquela mesma zona», suspeitando que «estes canídeos tenham ingerido veneno aquando do passeio».
«Este tipo de intoxicação é criminosa e atenta não só contra a vida de seres sencientes e sensíveis, como contra a natureza», sublinha a Ani São-João em comunicado enviado à redacção, onde a associação explica ainda que o raticida, na sua maioria possui, «acção anticoagulante», acaba por conduzir à morte dos animais de estimação através «de uma hemorragia interna generalizada».
A Ani São-João alerta os donos de animais de estimação para que «estejam alerta» e «impeçam de ingerir o que quer que seja na rua», estando atentos e monitorizando sintomas como «insuficiência respiratória, tosse, acumulação de sangue no abdómen, vómitos e fezes anormais, urina com sangue, aparente queixa muscular, sangramento nasal, sangramento das gengivas, hemorragias, derrame sanguíneo das articulações, fraqueza, dificuldade de andar, paralisia, convulsões, pele mais pálida, aparência ofegante, queda de pressão, manchas distribuídas pela pele».
«Para além de um acto criminoso, estes assassinatos em massa são cobardes e reveladores de uma total falta de empatia pela vida de terceiros», escreve a Ani São-João, acrescentando que «próximo da zona onde os animais apareceram mortos existe uma escola e um jardim-de-infância».
‘O Regional’ apurou que já terá sido apresentada queixa junto das autoridades competentes.

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