4.ª edição da iniciativa da CPCJ de S. João da Madeira superou expectativas
“O evento já é um marco na cidade e fora dela”
19-04-2018 | por António Gomes Costa
Mais de mil participaram na 4.ª edição da iniciativa «12 horas a correr por uma causa», promovida pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de S. João da Madeira. A iniciativa superou as expectativas segundo a organização, que considera que a mesma é já um marco na cidade e fora dela”.
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A cidade está desde o início deste mês vestida de azul e a interrogação surge de imediato por quem passa por S. João da Madeira. Por que será esta cor e o laço em vários espaços? Essa foi uma das estratégias da CPCJ de S. João da Madeira, que pretende até ao final deste mês desafiar a população a conhecer a história do laço azul e para que participassem na corrida, que realizou no passado dia 14, sábado, entre as 11h00 e as 23h00.
Com cerca de 1100 participantes, 48 voluntários e organizações oficiais, sociais, educativas, culturais, desportivas e associativas, indústria e comércio envolvidas na sua divulgação e dinamização. “Podemos dizer que os objetivos a que a CPCJ de S. João da Madeira se propôs atingir foram claramente alcançados. Não tivemos 1500 participantes, mas tivemos um concelho inteiro a abraçar a causa por trás deste evento”, deu conta Micaela Marques, presidente da CPCJ de S. João da Madeira.
O evento «12h a correr por uma causa», associado à realização do Laço Azul Humano foi, segundo esta responsável, “talvez o maior evento de solidariedade social realizado em S. João da Madeira”, reconhece esta responsável.
Os sorrisos, a força e a união não deixaram dúvidas para a onda solidária e para o alerta da importância da prevenção dos maus tratos na infância, problemática que este ano teve contornos diferentes das edições anteriores. Em vez das tradicionais 24 horas, a organização decidiu reduzir para 12, uma vez que, afirmam, o “impacto noturno” não justifica todas estas horas.
A iniciativa «12 horas a correr por uma causa» vai já na sua 4.ª edição e, segundo Micaela Marques, as mensagens “que nos deixaram no final, escritas pela mão dos participantes, as fotos e as partilhas, assim como a cidade de S. João da Madeira estar a vestir-se de azul, pela prevenção dos maus tratos na infância, apenas na sequência de um repto lançado, mostra que a mensagem chegou”. Desde o Shopping 8.ª Avenida ao comércio tradicional, às máquinas das indústrias, populares, empresas, portas, edifícios, escolas, IPSS’s, bares, “tudo se vestiu de azul”. E se lhes “perguntarmos por que estão vestidos de azul, certamente que vão contar a História do Laço Azul”.

“Laço Azul Humano construído por pessoas especiais”

A presidente da CPCJ, assumiu, em declarações a ‘O Regional’, que “o evento já é um marco na cidade e fora dela”, explicando que na edição deste ano incluíram, além dos tradicionais e especiais voluntários da Empresa CEI e do Banco Local de Voluntariado, elementos de mais duas CPCJ’s do distrito, nomeadamente de Espinho e Vale de Cambra, que se uniram como voluntários “a fim de viver e sentir este evento especial”. E o resultado “foi muito positivo e o desafio foi lançado: replicar, no próximo ano, o evento nos concelhos vizinhos pelas CPCJ’s aderentes. Esta nova metodologia de organização, colaboração e comunicação já está a ser estudada por outras entidades, o que muito nos orgulha e esperamos que dê novos frutos em breve”, enfatizou.
Quem passa pela Praça Luís Ribeiro, em S. João da Madeira, rapidamente se apercebe da placa comemorativa da iniciativa num dos bancos da Praça. “Laço Azul Humano construído por pessoas especiais”, esta é a mensagem desta iniciativa que tem como embaixador o presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Jorge Vultos Sequeira.
Com organização da CPCJ de S. João da Madeira, para além da Câmara Municipal de S. João da Madeira, várias outras instituições, associações e empresas apoiaram esta iniciativa.

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