Hospital de S. João da Madeira
Ambulatório já fez 35 mil cirurgias
19-04-2018
O Hospital de S. João da Madeira realizou, na passada sexta-feira, a cirurgia ao utente 35 mil do seu bloco de ambulatório, destinado para intervenções que envolvem menos de 24 horas de internamento e que permitem alta médica no próprio dia. Esta unidade prepara-se nos próximos tempos para a realização de cirurgias “mais complexas” e investimento em equipamento de laparoscopia.
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O Hospital de S. João da Madeira realizou, na última sexta-feira, dia 13, a cirurgia 35 mil na Unidade de Cirurgia de Ambulatório (UCA), destinada a intervenções que se aplicam a menos de 24 horas de internamento e que na sua maioria permitem alta hospitalar no próprio dia.
E foi o que aconteceu com Sérgio Correia, um operário no sector da cortiça, de 43 anos, de Santa Maria de Lamas, que deu entrada na última sexta-feira, dia 13, logo pela manhã, na UCA do Hospital para ali realizar uma “hernioplastia inguinal” detetada em janeiro deste ano, tendo-se tornado no doente número 35 mil operado neste serviço do Hospital sanjoanense que, com o Hospital São Sebastião de Santa Maria da Feira e o Hospital de Oliveira de Azeméis integra o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga (CHEDV).
Mostrou-se calmo e descontraído. Minutos antes da intervenção, Sérgio falou com os jornalistas e não escondeu a satisfação por ser o doente número 35 mil e, apesar de ser sexta-feira 13, estava confiante quanto ao que o esperava. A sua profissão obriga-o à realização de muitos esforços e isso “deve ter sido a razão para este resultado”. Garantiu que esteve em lista de espera cerca de “três meses”.
Quanto ao serviço da unidade sanjoanense, o doente deu nota positiva. “Receberam-me muito bem no serviço, estou a gostar de tudo, as pessoas são simpáticas”, assumindo ainda que a “cirurgia de ambulatório é algo bom, pois não nos obriga a passar muito tempo internado e isso é algo de muito positivo”. Disse também aos jornalistas que esta não era a sua primeira intervenção cirúrgica. “Já fiz duas operações, a um pé, no São Sebastião da Feira”, sublinhando que também lá foi “muito bem tratado”.
Para Miguel Paiva, presidente do CHEDV, 35 mil cirurgias revelam a “alta capacidade produtiva deste serviço, que alia a quantidade à qualidade do trabalho que aqui é feito”. Esta valência encontra-se a funcionar desde 2009, contando ao longo destes anos com as especialidades de Cirurgia Geral, Oftalmologia, Ginecologia, Ortopedia, Cirurgia Plástica, Otorrino e Urologia. Ao nível da produção cirúrgica da UCA, destacam-se as especialidades de Cirurgia Geral, responsável por 35 por cento da produção cirúrgica, seguida de Oftalmologia (28 por cento) e Ortopedia (18 por cento).

Aposta em cirurgias mais  complexas

Miguel Paiva garantiu que este movimento “tem sido regular” desde que a unidade foi constituída, com números de produção “sempre muito superiores aos 3.500 doentes por ano”, revelando que 2017 foi o ano da “maior produção cirúrgica de sempre, com mais de 4.300 doentes operados”. Isto revela uma “aposta estratégica da instituição em promover a cirurgia de ambulatório”, já que se conduz a um aumento dos níveis de humanização dos cuidados de saúde e de satisfação dos utentes, evitando o desconforto do internamento e conciliando a recuperação com a atividade familiar e social.
O CHEDV prepara-se também para alargar o leque de patologias a tratar nesta unidade de saúde, consideradas “mais complexas”, entre as quais a litíase vesicular, patologia do refluxo gastroesofágico, alguns tipos de cirurgia da obesidade e alguns casos de hérnia discal mais simples e está ainda previsto investimento em equipamento de laparoscopia.
Com esta aposta, “estamos convencidos de que estamos a servir melhor a população, a resolver melhor os problemas do Centro Hospitalar e as dificuldades que tem e a cumprir o desígnio fundamental do Serviço Nacional de Saúde, que é ter a porta aberta a todos os cidadão e conseguir resolver os seus problemas nos tempos que estão definidos”, rematou Miguel Paiva.
Por sua vez, Alexandre Alves, médico diretor da unidade de cirurgia de ambulatório do Hospital de S. João da Madeira, reforçou que o tempo de permanência no internamento é uma das grandes vantagens das cirurgias em ambulatório. Outra das vantagens é o fato do utente “não estar em contacto com doentes” de outras patologias mais complexas, o que é uma “mais-valia para a redução das infeções hospitalares”, reconhece.

 

Cristina Lestre
“Fiz neste hospital em 2010 uma cirurgia oftalmológica. Correu tudo bem, fui muito bem tratada, os profissionais de saúde foram excecionais. Ao fim de todos estes anos, continuo a recomendar este hospital, pois as condições do ambulatório são excelentes”



Murilo Rainho
“Fui operado a uma hérnia em 2009 e gostei muito da forma como fui tratado, desde médicos, enfermeiros e auxiliares. As instalações do ambulatório são muito agradáveis e ao fim destes anos recomendo vivamente este serviço, que está com toda a certeza ainda melhor”
 

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