Processo liderado por equipa coordenada por S. João da Madeira
Turismo Industrial já tem norma de qualidade específica
12-04-2018 | por Joana Gomes Costa
S. João da Madeira acolheu, no passado dia 5 de Abril, o II Encontro da Rede Portuguesa de Turismo Industrial, que reuniu, na Torre da Oliva, os promotores de programas deste tipo de oferta turística, no qual o município sanjoanense é pioneiro. No âmbito deste evento, foi publicamente apresentada a Norma Portuguesa da Qualidade do Turismo Industrial, resultante de um processo liderado por uma equipa técnica coordenada por S. João da Madeira, que permitirá certificar a qualidade na prestação do serviço.
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Na sessão de abertura do II Encontro da Rede Portuguesa de Turismo Industrial, o presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Jorge Sequeira, salientou “a importância que o projecto de Turismo Industrial tem para a nossa cidade”. Lançado em 2012, este projecto turístico, pioneiro no país, já trouxe às empresas e instituições sanjoanenses que integram os Circuitos pelo Património Industrial mais de “130 mil visitantes”. Com o número de visitantes em crescendo, em 2017 registaram-se 26 mil turistas, de todo o país e vários pontos do mundo, com enfoque no público escolar.
Para Jorge Sequeira, este é um “projecto win-win”, porque “ganha a cidade e os visitantes, mas também as empresas e os seus colaboradores” que, nas palavras do autarca sanjoanense, “se sentem valorizados na sua função”.
“O nosso empenho neste projecto é total”, afiançou Jorge Sequeira, deixando uma palavra especial a toda a equipa responsável pelo Turismo Industrial em S. João da Madeira, destacando, através do “rosto deste projecto”, Alexandra Alves, “a entrega, dedicação absoluta e paixão” de todos os funcionários e colaboradores. O autarca fez questão de, nesta ocasião, recordar e homenagear Vanda Cardoso, técnica camarária que esteve na génese deste inovador programa municipal.
Este Encontro da Rede Portuguesa de Turismo Industrial juntou, nos dias 5 e 6 de Abril, na Torre da Oliva, os promotores de programas de turismo industrial em Portugal, entidades que estão a dar passos firmes no sentido de formalizarem a rede que já os une. Embora sendo ainda uma estrutura informal, já se assume como Rede Portuguesa de Turismo Industrial e apresenta bastante trabalho feito nesta área.
Em destaque neste encontro esteve a apresentação pública da Norma Portuguesa da Qualidade do Turismo Industrial aprovada pelo Instituto Português da Qualidade (IPQ), cujo processo de elaboração foi liderado por uma equipa técnica coordenada por S. João da Madeira, através do seu programa de Turismo Industrial.
“Esta norma vai permitir que as entidades percebam que existem determinados requisitos mínimos para a prestação da qualidade deste serviço”, explicou Alexandra Alves, chefe da Unidade de Turismo de S. João da Madeira. Dando alguns casos práticos de aplicabilidade desta norma, citou exemplos como “identificação dos visitantes dentro das empresas”, “questões de segurança, de higiene”, a “estacionamento para autocarros”, certificação da existência de “sinalética dentro das empresas” ou de “identificação e conteúdo interpretativo” relativo a património industrial.
“Esta norma de qualidade vem certificar os sítios ou as empresas que, de facto, estão a apostar na qualidade da prestação deste serviço, com monitores qualificados, com conteúdos bem posicionados e atitude afável com os visitantes”, acrescentou Alexandra Alves.
A chefe da Unidade de Turismo de S. João da Madeira destacou o facto desta normal ter sido construída “à luz da realidade portuguesa”.
“Não só no turismo, como em todos os sectores, é cada vez mais importante apostar na excelência e qualidade”, constatou Melchior Moreira, presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, considerando que esta norma é, por isso, “fundamental para certificarmos um produto que é novo, em termos de turismo e que nasceu no município de S. João da Madeira”.
O responsável reconhece que o trabalho feito de forma pioneira no município sanjoanense “abriu, de certa maneira, a consciência do Turismo de Portugal no sentido de percebermos que tínhamos aqui um nicho de mercado interessantíssimo para promovermos os nossos destinos”. A partir de S. João da Madeira, onde Melchior Moreira reconhece uma “forte atractividade no Turismo Industrial”, tem sido possível “chegar a outros municípios, que começam a ter este segmento”.
Percorrido este caminho, o presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal reconhece que “era importante certificar e chancelar” esta oferta turística “com uma norma de qualidade”, considerando que “esse é claramente um caminho de sucesso no turismo”. “É importante a norma, mas é preciso implementá-la, estar no terreno”, vaticinou.
“Qualquer turista procura, acima de tudo, selos de excelência e qualidade”, afiançou o responsável, que vê no Turismo Industrial mais uma oportunidade para que a região se afirme numa área que entende como “fundamental” no sector do turismo, que é a vivência de “experiências”, cada vez mais procurada pelos turistas, nacionais e estrangeiros.
Ao longo dos dois dias do Encontro, os diversos promotores dos projectos de Turismo Industrial abordaram também os desafios que se colocam à consolidação da qualidade nesta área em particular. Do calendário de trabalhos fizeram parte apresentações dos mais recentes projectos de turismo industrial portugueses, bem como de programas nacionais e internacionais já consolidados, períodos de debate e networking, assim como a realização de visitas a empresas e museus parceiros do Turismo Industrial de S. João da Madeira.

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