Inauguração é este sábado, 14 de abril, no Núcleo de Arte da Oliva
“Histórias de Violência”: nova exposição de Arte Bruta
12-04-2018
Obras da coleção Treger/Saint Silvestre e de outros acervos

Darger (pormenor da menina crucificada)
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O Núcleo de Arte da Oliva, em S. João da Madeira, inaugura neste sábado, às 16h00, a exposição “Histórias de Violência”, que lança um novo olhar sobre a coleção Treger/Saint Silvestre, em diálogo com obras de outros acervos.
 Esta mostra de Arte Bruta tem curadoria do ator e coreógrafo italo-argentino Gustavo Giacosa, que aborda “a questão da destruição para que tendem os humanos, lançando interrogações sobre esta tendência, as suas origens e as suas relações com a arte”.
 As obras apresentadas – de mais de 50 artistas – “falam de diversas manifestações de violência, escolhendo um contraponto evocativo próximo da poesia, imaginação e às vezes humor, cruzando as categorias artísticas da arte bruta e arte contemporânea”.
 
Coleção premiada

Admirador de Arte Bruta, de que é um profundo conhecedor, Gustavo Giacosa encontra-se radicado em França onde tem desenvolvido nos últimos anos uma pesquisa sobre a relação arte-loucura nas artes visuais, tendo sido comissário de muitas exposições sobre este tema, inclusive como curador convidado no Museu de Lausanne, grande referência europeia no que se refere à Arte Bruta.
 O termo Arte Bruta, introduzido por Jean Dubuffet em 1945, identifica criações artísticas produzidas por quem não tem ligação ao mundo da arte, geralmente autodidatas e, em muitos casos, com problemas de saúde mental.
 A coleção que está na base da exposição a inaugurar no sábado, 14 de abril, reúne mais de mil obras e encontra-se em depósito no Núcleo de Arte da Oliva, tendo valido a Richard Treger e António Saint Silvestre o prémio Colecionador atribuído em 2017 pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM).
 
“Relevância nacional e internacional”
 
Para lá dos dois extraordinários acervos em depósito – aquele em que se baseia a exposição “Histórias de Violência” e a coleção de arte contemporânea “Norlinda e José Lima” –, o Núcleo de Arte da Oliva distingue-se também pela sua dimensão e qualidade.
“Tirando partido do amplo edificado da antiga metalúrgica Oliva, entretanto recuperado, requalificado e reconvertido, este centro artístico proporciona condições raras para a fruição da arte”, sublinha o Presidente da Câmara de S. João da Madeira.
 Jorge Vultos Sequeira deixa um convite ao público em geral para visitar o Núcleo de Arte da Oliva e esta exposição em particular, que considera “um verdadeiro acontecimento de relevância nacional e internacional”, que contribui para a “afirmação de S. João da Madeira como uma cidade incontornável no panorama da arte em Portugal”.

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