Evento decorre até dia 5 de Maio
Festival de Teatro arranca amanhã com a peça «Crise no Parque Eduardo VII»
12-04-2018 | por António Gomes Costa
O Festival de Teatro de S. João da Madeira, organizado pela Escola Secundária Serafim Leite e a autarquia, arranca sexta-feira com a peça «Crise no Parque Eduardo VII», baseada numa peça de Herb Gardner, produção do Teatro da Comuna. Até 5 de , a Casa da Criatividade e os Paços da Cultura vão receber atores amadores e profissionais.
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 O Festival de Teatro de S. João da Madeira arranca amanhã, sexta-feira, 13 de Abril, na Casa da Criatividade, com a apresentação de «Crise no Parque Eduardo VII», baseada numa peça de Herb Gardner. Com produção do Teatro da Comuna, a peça é protagonizada pelos atores Carlos Paulo e Igor Sampaio, que dão vida a dois idosos que passam os seus dias a resmungar e a conversar sobre a vida, sentados num banco de jardim.
O elenco é composto ainda por Elsa Galvão Hugo Franco, Miguel Sermão e Maria Ana Filipe. No palco da Casa da Criatividade vai ser recriado um cenário com um jardim, que tem dois bancos, um candeeiro, umas escadas e o chão coberto de folhas que caem das árvores durante o Outono.
“Esta peça é uma verdadeira lição de vida”, assegura Igor Sampaio a ‘O Regional’. “É a tragédia vestida de comédia, que nos faz pensar bastante, porque aborda o problema das pessoas mais idosas, como o abandono, a solidão”, reconhecendo que é uma peça que “as pessoas com mais idade se identificam” e, quanto aos mais novos, “prepara-os para não abandonarem os idosos”.
 O reconhecido ator assume que as duas figuras principais desta peça são opostas. “Trata-se de dois mendigos sem-abrigo. Um é um tipo de esquerda e o outro, que sou eu, é um homem ignorante, sem estudos e dorme numa cave de um prédio”. É uma peça americana do século passado, foi feita em cinema nos anos 90 e adaptada para Portugal por João Mota. “A tradução e a adaptação feita pelo João é genial” e revela conversas e acontecimentos que acontecem no Parque Eduardo VII, em Lisboa, e uma outra parte da peça em Nova York.
O Festival de Teatro de S. João da Madeira vai decorrer na cidade até ao dia 5 de Maio e os espetáculos dividem-se entre os palcos da Casa da Criatividade e dos Paços da Cultura e na empresa CEI, que participa com um grupo próprio, o que traduz a forma como «esta organização, que tem a sua génese na comunidade escolar, abarca já diferentes setores de atividade».
Na sessão de apresentação, Cristina Reis deu conta de que «este ano o Festival está sob o domínio da troika», mas uma «troika simpática e desafio», constituída pelos «grupos de sempre, os que vieram e estão para ficar e os que estão a chegar». Em estreia, nesta que é a 12.ª edição do Festival, estarão os grupos constituídos no seio dos Ecos Urbanos, Trilho, assim como o grupo Rostos e Máscaras.
Jorge Sequeira, presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, assumiu durante a apresentação do evento que «a Câmara só faz o seu dever ao apoiar esta importante iniciativa», não só pela «qualidade dos espectáculos», como pelo «público que atrai», com muitas salas esgotadas a cada edição, garantindo que esta parceria com o município é para continuar.
O encerramento da edição deste ano vai contar com a presença do reconhecido ator Joaquim Monchique, que irá trazer à Casa da Criatividade a peça que tem em digressão, «Mais respeito que sou tua mãe».
A organização deste Festival pertence ao Projeto “Espaço Aberto”, do Agrupamento de Escolas Serafim Leite, em parceria com a Câmara Municipal de S. João da Madeira e a restante comunidade educativa e associativa da cidade.

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