Questões da nossa Cidade DCCLXIV
08-03-2018 | por Adé
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I - A baixa natalidade em Portugal e na cidade
É recorrentemente referido, nas notícias escritas e faladas, que há uma acentuada baixa da natalidade no nosso país - e provavelmente na nossa cidade. Disso já nos apercebemos todos.
Como sabemos todos, as pessoas das classes mais baixas são aquelas que normalmente têm acima de três filhos, já que as de classe alta e média são as que têm um ou dois filhos no máximo. E são as das classes sociais de baixos recursos, a quem as ONG’s (organizações não governamentais), que se dizem protetoras das crianças e jovens em risco, retiram, com facilidades assustadoras, os seus respectivos filhos. Perante isto, quem se arrisca, sendo pobre - o que ainda não foi considerado doença contagiosa - a ter filhos?
São cada vez mais ouvidas as histórias arrepiantes de pais a quem foram retirados os seus filhos. E se nos pusermos, por suposto, no lugar de um desses pais, ficamos a saber, apenas por aproximação, qual seria o nosso desespero emocional perante uma situação destas.
Receio que qualquer dia as mulheres e os homens das classes baixas tenham que se sujeitar a fazerem primeiro uma avaliação dos seus recursos financeiros perante uma dessas existentes CPCJ’s, antes de pensarem em conceber um ou mais filhos. Ficando assim garantido que o mesmo ou os mesmos não lhes irão ser retirados e entregues a uma família de acolhimento paga para o efeito e com o dinheiro do Estado.
Enquanto isso, os infantários estão menos cheios; as escolas, com mais espaços e com turmas mais pequenas; as localidades mais despovoadas e o planeta com menos gente humana para garantir a continuidade da espécie! Ah! E também as CPCJ’s correm o risco de, a curto prazo, não terem crianças para as retirar e as  “proteger” dos próprios pais.

II - As tretas do costume
A já anunciada requalificação da EN223, que liga Arrifana a Santa Maria da Feira, que cada vez mais se tornou vital para os são-joanenses depois de construído o Hospital de S. Sebastião, tem levado aquilo a que os partidos políticos sabem fazer melhor: criticar e acusar os outros partidos e a auto elogiar-se por um qualquer feito ou decisão política de relevo, mesmo que não tenha tido nenhuma influência directa sua!
Todos nos recordamos que a requali­ficação do dito troço de estrada era uma ambição manifestada ainda no tempo de José Sócrates. Não tendo sido concretizada, ficou-se à espera de o ser no período do Passos Coelho e também não o foi. Agora, ao que parece, vai-se finalmente requalificar o troço com a construção de, supostamente, três grandes rotundas para permitir uma maior e melhor fluidez do trânsito automóvel naquela zona. E o que faz o PSD e PS? Acusam-se mutuamente pela demora da decisão - quando ambos os partidos passaram pelo governo - e auto elogiam-se pela decisão agora tomada! Um, porque diz ter feito mais força do que o outro; e o outro porque são eles os  que estão no governo e, por isso, os que decidiram!
São essas tretas que, embora por conveniência repetidas, não colhe de todo a simpatia dos eleitores. Aconteceu, aquando da construção da A32, em que se fez propaganda da influência do PSD local na decisão, quando se sabe que o trajecto proposto pelo nosso município era ligeiramente diferente do escolhido pelo governo. Aconteceu, aquando da decisão sobre o nosso Hospital, em que os dois partidos  estiveram em desacordo e na hora de decisão final o PS esqueceu-se da pessoa que movimentou uma Petição em favor do nosso Hospital ao arrepio das ideologias políticas: o Dr. Ricardo Silva. Aconteceu, com a Petição contra o mau cheiro do Casqueira, em que alguns partidos do nosso burgo se perfilaram para ter como sua a iniciativa da Petição que, como se sabe, foi da autoria da Maria Clara Carvalho.
Se dizem, os partidos locais, estarem por S. João da Madeira, por que será que nestas vitórias de benefício para os são-joanenses não fazem a festa com todos, sem críticas, sem acusações e sem auto-elogios? Deixem-se de tretas!!!

III- Não basta a intenção, é preciso agir!!!
Quando, há mais de um mês atrás, se deu um atropelamento na avenida Dr. Renato Araújo, cuja vítima - uma senhora - foi apanhada por um automóvel em cima da passadeira, próximo das bombas de abastecimento de combustíveis, na referida avenida, o presidente da Câmara Municipal fez uma declaração ao jornal ‘O Regional’, dizendo - por outras palavras - que  tinha mandado fazer um estudo por um prazo de 30 dias, para avaliar sobre as medidas que o município teria de implementar, para evitar que, futuramente, tais atropelamentos em cima de passadeiras não fossem possíveis na nossa cidade.
Ora, estamos no limiar dos dois meses depois de tal declaração do presidente do município e ainda ninguém sabe, para além do próprio presidente, se na verdade o estudo foi pedido e foi feito. E, se foi feito, qual o resultado apurado e quais as medidas que irão ser implementadas para a melhoria da segurança dos peões na nossa cidade, quando estiverem a atravessar, pelas passadeiras, as ruas e avenidas da cidade!
Eu próprio elogiei a declaração feita pelo presidente, porque transmitia preocupação pela situação, a mesma que a população sentia, havia muito tempo E, por tudo is­so, seria decepcionante se chegasse à conclusão de que tal estudo, a termo certo, não tinha sido mandado fazer e que tal declaração tinha sido feita apenas por   conveniência do momento, o que, sinceramente, não me atrevo a acreditar.
 

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