Futebol
Campeonato de Portugal - Série B - 23.ª Jornada
E o filme repetiu-se: Sanjoanense perdeu, sem gás torna-se difícil vencer fora
08-03-2018 | por António Santos
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Aliança Gandra, 2  - Sanjoanense, 0

Árbitro: Márcio Torres
11 inicial ADS:  Cristiano, Castro, Igor, Pedro Tavares, Serginho, Miccoli, Murilo, Esteves, Mateus e Mailó
Suplentes: Ivo, Andril, Teles, Leo, Edi, Tiago e Mbulo   

11 inicial Aliança Gandra: Rika, Bruninho, Celso, Marcelo, Pepe, Prince, Sousa, Vitor Hugo, Jorginho, Ricardo Barros e Diogo Torres
Suplentes: Brandão, Edgar, Marco André, Rui Teixeira, Diogo Almeida, Herculano, João Cancelas
Sanjoanense perde na deslocação à Aliança de Gandra, último classificado, e os alvinegros repetem o filme na perda de pontos fora de casa.
A luta pela manutenção está ao rubro. Depois de Trofense, Canelas e Salgueiros terem vencido as suas partidas, a Sanjoanense entrou em campo com a pressão da zona de descida em cima dos seus ombros. Nessas contas, o Aliança de Gandra, também em sua casa, entrou com alguma pressão, que foi aliviada quando alcançou o golo de forma a tentar garantir a continuidade na luta pela permanência.
O momento dos alvinegros não era o melhor nesta partida. Um empate fora e uma vitória em casa e o nervosismo instalado pela zona incómoda na tabela, onde parece que a bola “queima”, fazia com que a capacidade de criar perigo se gorasse.    
Entraram melhor os de Gandra, com vontade de chegar rápido ao golo para retirar esse peso dos últimos lugares dos seus ombros. Desde trás, com calma e critério, o Aliança de Gandra começou a controlar a partida. Só havia um problema, os remates. Se Cristiano viu algumas bolas rondarem a sua baliza, já o guardião do Gandra foi para o balneário sem ter tido grande trabalho. Isto porque a Sanjoanense não estava a conseguir levar a bola com qualidade até ao último terço, como estava a conseguir fazer no seu setor mais recuado.
Algumas faltas e algumas paragens, poucos lances de perigo e duas equipas a terem de apresentar muito mais, porque para vencer partidas é preciso rematar à baliza, algo que não se viu no primeiro tempo. E foi mesmo a equipa da casa a primeira a perceber que só assim podia conquistar três pontos, que cada vez valem mais neste campeonato. E o golo premiou a primeira parte da formação da casa, 1-0 ao intervalo.
Na segunda parte, a Sanjoanense foi à procura do golo e passou a dar mais espaço atrás, numa altura em que a chuva apareceu em força e dificultou o futebol junto ao relvado, que foi ficando pesado. Os alvinegros melhoraram depois do golo sofrido, mas as dificuldades para encontrar o caminho da baliza continuavam. Fernando Pereira procurou descobrir o caminho com as entradas de Tiago Borges e Mbulu para o ataque, mas o golo da igualdade não surgia.
Eram minutos de sofrimento para os de S. João da Madeira, que queriam empatar a todo o custo e estavam cada vez mais pressionados por uma Aliança de Gandra que melhorou e começou a chegar com perigo à baliza de Cristiano.
O treinador do Gandra, Jorge Regadas, pedia garra à sua equipa, Fernando Pereira desesperava para que os seus jogadores subissem no terreno. Foram mais bem sucedidos na sua tarefa os de Aliança de Gandra, que aguentaram o assédio alvinegro e, na resposta, o segundo golo, no único remata à baliza de Cristiano, atirava a Sanjoanense para o desespero.
Os últimos somaram três pontos, que de nada servirão para a luta pela manutenção, e a Sanjoanense, que tinha perdido aquilo que poderia ser a sua fortaleza neste campeonato.
No próximo domingo a Sanjoanense volta a jogar fora, defrontando o Amarante, 6.º classificado, faltando sete jornadas para o final. A ADS terá pela frente em cada jogo uma final. O “fantasma” das descidas de divisão na zona norte paira no ar.
É preciso que os adeptos se unam para que esta equipa sinta a força do 12.º jogador para conquistar as vitórias que faltam para carimbar a permanência.

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