No âmbito do 11.º Encontro Internacional de Ilustração
Junta dá a conhecer câmaras do fotógrafo Teófilo Rego
08-03-2018 | por António Gomes Costa
Durante dois dias, S. João da Madeira recebeu a visita de um “Museu Ambulante”, recheado de câmaras e dispositivos óticos, desde meados do séc. XIX até meados do séc. XX, levada a cabo pelo fotógrafo Teófilo Rego, pertencentes ao Museu Casa da Imagem da Fundação Manuel Leão.
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A iniciativa inseriu-se no âmbito do 11.º Encontro Internacional de Ilustração e teve como principal objetivo prolongar as cerca de 40 oficinas oferecidas às escolas dos vários agrupamentos de S. João da Madeira, bem como à população.
O encontro aconteceu na Escola de Fundo de Vila. Durante dois dias (5 e 6 de Março), a Junta de Freguesia de S. João da Madeira realizou neste espaço 12 oficinas, reforçando a “grande necessidade das escolas” que revelam a vontade e o desejo destas iniciativas.
A pensar nisso, a Junta desafiou os representantes do Museu Casa da Imagem da Fundação Manuel Leão (parceira desde o 8.º Encontro de Ilustração) para que apresentassem o “Museu Ambulante”, que tem por base uma coleção de câmaras e dispositivos óticos, desde meados do séc. XIX até meados do séc. XX, levada a cabo pelo fotógrafo portuense Teófilo Rego, pertencentes ao Museu Casa da Imagem da Fundação Manuel Leão, em Milheirós de Poiares.
Helena Couto, presidente da Junta de Freguesia, lembrou à nossa reportagem que esta oficina enquadra-se no tema principal da edição deste ano da Ilustração -“trabalho”, e que a mesma tinha sido estruturada para ser apresentada de forma diferente. “Queríamos esta tenda no Largo do Orreiro”, mas as condições atmosféricas não o permitiram. “Era nosso desejo que os alunos viessem aos bairros sociais, dando-lhe esta interligação”.
A iniciativa juntou nesta “primeira sessão”, pois assegura que “poderá realizar-se mais”, todos os professores da rede de bibliotecas de Entre Douro e Vouga que, ao longo dos anos, têm divulgado o encontro de Ilustração junto das Escolas.
Esta oficina, apresentada a cerca de 12 turmas, é uma verdadeira viajem para quem procura inovação, descoberta, a experimentação reescrita da estória histórica da imagem, pois este encontro permite o contacto direto com os seus objetos museológicos, partindo da experimentação para o conhecimento.
O encontro permitiu aos “convidados” verificar ainda a multiplicidade de “fascinantes objetos, organizados segundo categorias de natureza eclética, de forma sistemática e especulativa” e viajarem até “ao início da fotografia”.

“O toque no equipamento é fundamental para a aprendizagem”  

Por seu turno, Inês Azevedo, coordenadora do “Museu Ambulante”, considera que todos estes equipamentos são um “bem maior”, no sentido de serem “visualizados e manipulados, do que estarem somente guardados”. Quem tocar no equipamento tem que usar obrigatoriamente luvas disponibilizadas pela organização para manter a sua preservação. “O toque é fundamental. É experiência para a construção da aprendizagem”.
O tema e os equipamentos chamaram a atenção dos visitantes, que aproveitaram os telemóveis para darem uso à imaginação fotográfica. Inês Azevedo assume que a melhor forma de educar uma criança a gostar de fotografia é “deixar fazer e experimentar, colocando ao dispor o que se tem, fazendo com que eles sintam que fazem parte desta experiência, que não passou. É atual”, remata.



 

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