Questões da nossa Cidade DCCLXI
15-02-2018 | por Adé
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I - A prioridade do Presidente
Certamente que ninguém se terá esquecido do facto do presidente da nossa Câmara Municipal ter declarado na sua tomada de posse que a sua primeira prioridade era o aumento do concelho. E referia-se, obviamente, sobre o caso Milheirós de Poiares.
Tal declaração apanhou-nos a todos de surpresa, porque é sabido que tal alteração sobre a vinda de Milheirós para S. João da Madeira depende exclusivamente do poder político local e nacional. E já se viu que os partidos não estão interessados na mudança e preferem ignorar a vontade da maioria dos milheiroenses e decidirem apenas em benefício dos seus próprios interesses. E nesta altura os interesses são os votos dos eleitores feirenses - em maior número que os votos são-joanenses - que ninguém quer correr o risco de perder. Embora se queira fazer crer do contrário, os interesses partidários impõem-se aos interesses das populações! É a democracia no seu pior!
Vem isto a propósito da curta conversa que tive com o actual presidente do município feirense, num encontro casual aquando de um almoço de comemoração do centenário do Clube Desportivo Feirense no Europarque e que espero não estar a cometer nenhuma inconfidência.
Disse-me o presidente, Emídio de Sousa, que estava à espera de resolver o caso sobre Milheirós de Poiares com o actual presidente do município são-joanense, para depois se concentrarem nos assuntos relacionados com a estrada que liga Arrifana à Feira e que necessitamos que se resolva com urgência; e sobre a Linha do Vouga, que nos interessa também resolver. Dando a entender que para estes dois assuntos seria de todo o interesse que as forças dos municípios da Feira, S. João da Madeira e Oliveira de Azeméis estivessem em sintonia para se conseguir o resultado desejado pelos três municípios.        
Dado a forte convicção da declaração do presidente Dr. Jorge Sequeira sobre o assunto de Milheirós e também da forte convicção do presidente Emílio de Sousa sobre o mesmo assunto, temo que a estrada Arrifana/Feira e a melhoria da Linha do Vouga que nos serve não irão avançar tão cedo. Gostaria de estar enganado mas...se a prioridade não se alterar, algo vai ficar emperrado!
 
II - O executivo pode e deve emendar o que mal está
Pela generalidade das pessoas, é aceite o facto deste executivo municipal estar ainda em fase de adaptação à respectiva função. Mas também aceitam que isso não pode servir de desculpa para alguma inércia que se vai notando para decisões que não precisarão de ser demoradas. Por exemplo:
Toda gente falava das árvores mortas que tinham sido  plantadas ao logo do passeio junto ao Tribunal Judicial e na Rua João de Deus, que, apenas agora, passados uns largos anos, se decidiu e muito bem, retirar as respectivas raizes para serem plantadas novas árvores no mesmo lugar. Pergunta-se: por que não se retira também as raizes deixadas ficar ao longo do passeio junto à fábrica Molaflex, no Orreiro, já que a Câmara Municipal permitiu o corte das árvores mas não exigiu um trabalho completo, que demonstra o péssimo trabalho de fiscalização de quem tinha o dever de o fazer. Para que serviu o corte das árvores plantadas por cima do passeio se as raizes impedem a devida utilização do passeio pelos peões e seus bens?
Do que estará à espera o novo executivo municipal para mandar diminuir o perímetro da rotunda em frente da entrada de camiões na empresa Faurecia, junto à Molaflex, já que, como está, dificulta a entrada dos camiões, que continuam a pisar o que existe de mais na referida rotunda?
Por que se criou uma Comissão para a toponímia da cidade, quando ela ainda nada fez para que as nossas ruas da periferia da cidade tenham a devida placa com os nomes das mesmas?
É preciso que a população acredite que anda alguém na cidade preocupado com as falhas e faltas e que as mande corrigir e melhorar! Sentados nos gabinetes não se resolve tudo!

III - Armadilha?
Se aquilo não é uma armadilha...
Quem atravessa a Av.ª Dr. Renato Araújo, indo da Nova Rede, ou vindo do requalificado largo onde se encontra o busto do Padre Aguiar, pela passadeira, encontra no separador central da avenida duas lombas, que podem ser uma armadilha para quem olha para o lado a ver se vem carro e tropeça nas ditas lombas e o desiquilibrio levará de certo a uma queda, no mínimo aparatosa e que pode ser até fatal!
É que se as lombas estiverem no piso da estrada a impedirem a rápida aproximação dos automóveis, ainda vá lá! Agora, lombas na passadeira para os peões tropeçarem.... é novidade! Ou será inovação? E se alguém se magoa por causa disso, a Câmara sujeita-se a pagar uma indemnização pelos danos causados, ou valerá a pena chamar à atenção de quem de direito para se repor as condições normais que são de segurança?
As pessoas têm que ser inteligentes e sempre que tiverem danos físicos, estragos nos seus automóveis e motorizadas, causados por deficiências no piso, como buracos ou obstáculos temporários sem a devida sinalização, devem apresentar queixa e solicitarem a devida indemnização! É uma forma de os pôr mais atentos às suas obrigatórias funções!

Comentários
Anónimo | 15-02-2018 12:43 Não sejamos ingénuos... mais uma vez
Em relação a Milheirós de Poiares o presidente de SMF é o único entrave... pois o povo já decidiu. Quanto ao problema do semáforo de Sanfins, se fosse uma preocupação do presidente de SMF já estaria resolvido pois a verba para a obra já há muito esta atribuída, já no tempo da anterior presidente

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